
quinta-feira, fevereiro 11
As escolhas do Obrigatório do Jornal de Leiria
livros da década
Foi a partir destes que a Arquivo seleccionou os seus “Livros da Década”,
quinta-feira, fevereiro 4
quarta-feira, fevereiro 3
Tenho em mim todos os sonhos do mundo

Álvaro de Campos
"Somos suspeitos, mas gostámos tanto da nossa montra criarte,"t-shirts com alma" que não resistimos partilhá-la e aqui ficam algumas imagens para quem não a viu.
Para os mais distraídos, a criarte é uma marca de design cultural, criada por Sancha Trindade e que pertence à Arquivo desde 2009, que concebe tshirts com mensagens com citações de Autores Portugueses, produzidas em Portugal em edições limitadas. Já editados os testemunhos de Luís de Camões, Damião de Góis, Padre António Vieira, Agostinho da Silva, Ruy Belo, Al Berto, Alberto Caeiro, José Tolentino Mendonça e Álvaro de Campos (novidade) na colecção - os viajantes.
Mais informação em www.criarte.pt.
terça-feira, fevereiro 2
O Planalto e a Estepe: a nossa proposta

Todos os meses na Livraria Arquivo, uma sugestão de leitura diferente,
O PLANALTO E A ESTEPE
Pepetela
Editora: Dom Quixote
Sinopse: Do encontro entre um estudante angolano e uma jovem mongol, nos anos 60, em Moscovo, nasce um amor proibido.
Baseada em factos verídicos, ficcionados pelo autor, esta história põe em evidência a vacuidade de discursos ideológicos e palavras de ordem, que se revelam sem relação com a prática Política internacional, guerra, solidariedade e amor, nuam rota que liga um ponto perdido de África a outro da Ásia, passando pela Europa e até por Cuba. Uma viagem no tempo e no espaço, o de uma geração cansada de guerra num mundo cada vez mais pequeno.
Maravilhosos e comovente, este é um romance sobre o triunfo do amor, contra todas as vontades e todas as fronteiras.
Pepetela nasceu em Benguela, Angola, em 1941. Licenciou-se em Sociologia, em Argel, durante o exílio. Foi guerrilheiro pelo MPLA, político e governante. Desde 1984 que é professor na Universidade Agostinho Neto, em Luanda, e tem sido dirigente de associações, culturais, com destaque para a União de Escritores Angolanos e a Associação Cultural e Recreativa Chá de Caxinde. A atribuição do Prémio Camões (1997), confirmou o seu lugar de destaque na literatura lusófona.
Acerca do livro:
"História apaixonante de um amor contrariado, que sobrevive a todas as vicissitudes.
(...) É um romance extremamente bem escrito, por vezes poético e sempre envolvente, mantendo o leitor numa fascinada ansiedade, ao mesmo tempo que lhe mostra criticamente a transformação do mundo antes e após a queda do muro de Berlim." Urbano Tavares Rodrigues, em http://www.leitura.gulbenkian.pt
"Apesar da dispersão geográfica e temporal que percorre O Planalto e a Estepe, o novo romance de Pepetela (Angola, Rússia, Mongólia e Cuba vividos entre a década de 1960 e os dias de hoje), há uma precisão e uma secura da palavra a filtrar a memória e que obriga o leitor a desdobrar-se pelos territórios afectivos do livro. Não por acaso esta é a porta de entrada da obra: '/A minha vida se resume a uma larga e sinuosa curva para o amor'./
(...)No final, O Planalto e a Estepe acaba por premiar leitores com nervos à prova de aço, que sabem reconhecer os heróis que sobrevivem à espuma da história. É a esses que Pepetela oferece um dos mais belos finais felizes dos últimos tempos, escrito em português" Rui Lagartinho (jornalista RTP, em Time Out/Maio 2009 www.timeout.pt .
Fevereiro é tempo de "Quatro Estações" e muito mais...

Antes, dia 6, receberemos o Coronel Sousa e Castro, que com "Capitão de Abril, Capitão de Novembro", virá partilhar as suas memórias e recordações de uma intensa vida militar e política, vividas no antes e após 25 de Abril.
agenda cultural Fevereiro
à conversa
à conversa com... Coronel Sousa e Castro
a propósito do livro "Capitão de Abril, Capitão de Novembro"
data: sábado 6 de Fevereiro 18h30
apresentação
Apresentação do livro "Quatro Estações" de Chakall.
Seguida de uma sessão de Live Cooking por chefe Chakall
Degustação de vinhos Olho de Mocho Rosé 2008 e Rocim Tinto 2006, vinhos produzidos pela Herdade do Rocim.
data: sábado 27 de Outubro 18h30
hora do conto
Animação da historia infantil "Mister Corvo".
Animadora: Liliana Gonçalves
data: sábado 6 de Fevereiro 16h30
"Conversas entre pais" *
Sessão "SPA"
Partilha e expressão de emoções: Sentir, Pensar e Agir; ensinar /espelhar sentimentos
Dinamizadores: João Lázaro, Clínica de Psicologia
data: sábado 20 de Fevereiro 14h30
exposição
Inauguração da exposição de criações tridimensionais "Tempo", de Helena Zália
data: sexta 26 de Fevereiro
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Programação da
LIVRARIA ARQUIVO
Apoios: Te-ato, grupo de teatro de Leiria; portal Orelhas; loja João Ratão.
Moleskine Artist Collection Diaries, de Marti Guixé, na revista Blue Design
segunda-feira, janeiro 18

Quais são esses processos neste período marcado pela globalização, a crise económica e a hegemonia política do PS? Que formas assume essa subjectivação quando “a falha de sentido que as promessas por cumprir do 25 de Abril não conseguiram colmatar” foi suprida por antigos hábitos e 'mentalidades'?
Reinventando conceitos de Ferenczi e Foucault no sentido de uma abordagem original, José Gil mostra como os portugueses tentaram conquistar “formas de subjectivação individuais em desfasamento ou inadequação aos quadros de vida colectiva que se iam edificando progressivamente”.
O autor de Portugal Hoje: o Medo de Existir considera que “fizemos da identidade o território da subjectividade” e “esforçamo-nos por resistir ao fora' que aí vem, do exterior ou do interior, que ameaça destruir as nossas velhas subjectividades”. Em sua opinião, a única maneira de remover o obstáculo da 'identidade' é “deixarmos de ser primeiro portugueses para poder existir primeiro como homens”
É à luz dessa preocupação que se analisa o discurso dos actuais governantes que consideram que Portugal entrou num “processo irreversível de modernização”, um discurso “anti-ideológico e de via única” em que a avaliação “surge como método universal de formação de identidades”.
José Gil aborda em particular o “chico-espertismo” enquanto fenómeno que atravessa todo o “tipo de subjectividade da nossa sociedade, sendo transversal a todas as classes, grupos, géneros e operações”.
José Gil nasceu em Moçambique e doutorou-se em Filosofia na Universidade de Paris (1982), com um estudo sobre “O corpo como campo de Poder”, sob orientação de François Châtelet.
Colabora com revistas portuguesas e estrangeiras de várias áreas e é autor de algumas entradas na enciclopédia Einaudi.
Foi Directeur de Programme do Collège International de Philosophie de Paris e foi professor na Universidade Nova de Lisboa até ao ano passado, onde dava aulas de Estética
Na Relógio d'Água tem publicados onze ensaios e três livros de ficção narrativa (A Crucificada, Cemitério dos Desejos e ao meio-dia, os pássaros).
Foi considerado pelo Nouvel Observateur um dos 25 pensadores mais fulgurantes do mundo contemporâneo.
Nos últimos anos tem intervindo no espaço público, sobretudo nas áreas da educação e da política.
quarta-feira, janeiro 13
Workshop Escrever para Crianças

Era uma vez... para sempre!
Escrever para Crianças
workshop orientado por Margarida Fonseca Santos
30 de Janeiro Livraria Arquivo
O que é escrever para crianças e jovens?... Uma das coisas mais importantes a reter é que não há receitas – há muito caminhos onde o jogo, o olhar sobre o mundo e os afectos se cruzam.
Tendo como ponto de partida alguns exercícios de escrita criativa, o que se pretende com este pequeno curso é compreender a especificidade da escrita nesta área e experimentar vários caminhos, desde o universo fantástico aos objectos como personagens, do trabalho do diálogo à construção de enredos, passando pelo uso da metáfora e pelos jogos de non-sense.
Margarida Fonseca Santos tem vários livros publicados, sobretudo na área infanto-juvenil. No CLIC – Clube de Literatura, Ilustração e C.ª, orienta ateliers de escrita criativa com crianças, adultos e professores. Em 1996, ganhou o prémio Nacional de Conto Manuel da Fonseca e o Prémio Revelação APE/IPLB, e, em 2008, ganhou o Prémio Literário Manuel Teixeira Gomes. Escreveu várias peças de teatro onde se destacam: as peças sobre Matemática para crianças e jovens, e O Navio dos Rebeldes (T. da Trindade), António, Bispo do Porto (Seiva Trupe) e A Filha Rebelde (T. Nac. D. Maria II), encontrando-se de momento em cena a peça Quando os bichos se reúnem (Bica Teatro). Autora (ou co-autora) das colecções 7 Irmãos, O reino de Petzel, As Aventuras de Colombo, A Escola Fantástica, Frik, e Génios do Mundo. Publicou, entre outros muitos outros livros para crianças e jovens, O Nó dos Livros, Chamem-lhes nomes, 7X5 Histórias de Liberdade. Histórias para contar consigo, Começar de Novo, Escrito a lápis, O n.º 11, são alguns dos livros que publicou para adulto.
Data: 30 de Janeiro
Horário: das 10h às 13h; das 14h30 às 17h30
Duração: 6 horas
Preço: 35,00€
N.º de vagas: 20
Data limite inscrição: 27 de Janeiro
Local: Livraria Arquivo
Informações:
Paula Carvalho
Livraria ARQUIVO Av. Combatentes da Grande Guerra, 53 2400-123 Leiria Telefone: 244 822 225 Fax: 244 828 091 E-mail : agenda@arquivolivraria.pt www.arquivolivraria.pt http://www.arquivolivraria.blogspot.com/
Curso
Era uma vez... para sempre!
Escrever para Crianças
Nome:___________________________________________________________
Formação Académica:_______________________________________________
Profissão:_________________________________________________________
Morada de Contacto:
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Código Postal: _______________________________________________________
Tel./ Telemóvel*: ____________________________
Principais interesses:___________________________________________________
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E-mail*: ______________________________________________________________:
Data: ________________________________________________________________
*preenchimento obrigatório
As inscrições poderão ser feitas ao balcão da Livraria Arquivo, por telefone e por e-mail, só sendo consideradas válidas após oficialização do pagamento, que poderá ser efectuado ao balcão ou por transferência bancária para através do Nib Livraria Arquivo : 0035 2044 00043076930 03. Agradecemos o envio do comprovativo da transferência para paula.carvalho@arquivolivraria.pt
sexta-feira, janeiro 8
quinta-feira, janeiro 7
Em Janeiro vai ser assim...

Este mês destacamos a apresentação do livro "Em Busca da Identidade - O Desnorte" de José Gil , o workshop " Escrita de literatura para crianças" por Margarida Fonseca Santos e a vinda da leiriense Raquel Gaspar para nos encantar com a sua história "Os amigos da Menina do Mar". Mas há mais...
Esperamos por si!
E o de Janeiro é...
Sobre Jesusalém:
"A vida é demasiado preciosa para ser esbanjada num mundo desencantado" diz o protagonista deste romance. A prosa mágica de Mia Couto ajuda, certamente, a reencantar este nosso mundo.
Jesusalém conta a história de Silvestre Vitalício, que, profundamente abalado pela morte da mulher, Dordalma, se afasta do mundo. Com os dois filhos, mais o criado, ex-militar Zacarias Kalash, faz-se transportar pelo cunhado, Aproximado, para o lugar mais remoto possível. Aí, numa velha coutada de caça em ruínas, funda o seu refúgio, a que dá o nome de Jesusalém, onde aguarda a chegada de Deus, para pedir desculpa aos homens. Jesusalém é uma terra em África, onde ‘Jesus havia de se descrucificar’.
“A guerra procura corpos para os destruir e negligencia espaços solitários”
Revista Ler
“O escritor quis construir este romance como uma cebola, que é preciso descascar . E é camada após camada, já próximo do fim, que tudo, neste universo mágico e poético, começa a fazer sentido” Público, ípsilon
“Um belíssimo e instigante romance, propício a ser adoptado pelas escolas do Ensino Secundário, integrado no cânone universitário das Literaturas Africanas ou das Lusófanas, esmiuçado como exemplo de questionamento das grandes questões de todos os seres humanos e sociedades, levantando interrogações filosóficas, éticas e sociais de um modo poético e simultaneamente melancólico mas exemplar.” Pires Laranjeira, JL
quarta-feira, dezembro 16
sexta-feira, dezembro 4
Já chegou o de Dezembro...
“Ao ler o livro, é inevitável pensar no Machado de Assis de Dom Casmurro e de Memórias Póstumas de Brás Cubas – este último por conta do enredo em que aparentemente não acontece nada e nenhuma narrativa se estabelece como determinante. O diálogo eficiente com o maior escritor brasileiro dá a medida do triunfo literário que é este novo romance de Chico Buarque”
Heitor Ferraz, Revista Bravo!
“Leite Derramado é o mais hábil e inspirado romance que [Chico Buarque] já escreveu [...] A qualidade de Leite Derramado – um dos mais importantes romances lançados no país nesta primeira década do século XXI – desmonta, de vez, as superstições e preconceitos que deformam a sua figura de escritor. Chico não é só um músico de sucesso que faz literatura. Ele está entre os grandes narradores brasileiros contemporâneos [...]. Leite Derramado despeja sobre o leitor, é verdade, uma profunda tristeza. Mas é uma tristeza fértil, que nos ajuda a matizar os grandes actos da história.”
José Castelo, O Globo
“Leite Derramado é um livro maior, em que Chico Buarque dá um passo além de Budapeste e alcança na ficção a mesma potência vernáculo e imaginativa de suas melhores canções [...]. Chico Buarque escreveu um romance poderoso sobre o amor e a posse, a memória e a história”
Samuel Titan Jr., O Estado de S. Paulo
“Leite Derramado é um livro divertido, que se lê de um estirão[...]. Sem saudosismo nem adesão subalterna ao que está aí, a invenção realista de Chico Buarque é uma soberba lufada de ar fresco”
Roberto Schwarz, Folha de S. Paulo
Acerca do livro:
Um homem muito velho está num leito de hospital. Membro de uma tradicional família brasileira, ele desfia, num monólogo dirigido à filha, às enfermeiras e a quem quiser ouvir, a história da sua linhagem, desde os ancestrais portugueses, passando por um barão do Império, um senador da Primeira República, até ao tetraneto, um jovem do Rio de Janeiro actual. Uma saga familiar caracterizada pela decadência social e económica, tendo como fundo a história do Brasil dos últimos dois séculos.
Acerca do autor
Chico Buarque de Holanda nasceu no Rio de Janeiro, em 1944. Cantor, compositor e escritor, publicou as peças Roda Viva (1968), Calabar (1973), Gota d’água e Ópera do Malandro (1979); é ainda autor da novela Fazendo modelo (1974) e dos romances Estorvo (1991), Prémio Jabutti 1992, Benjamim (1995), Budapeste (2003), Prémio Jabutti 2004, e Leite Derramado (2009), o seu mais recente romance.
Budapeste foi adaptado ao cinema num filme realizado por Walter carvalho, onde participaram os actores Nicolau Breyner e Ivo Canelas.
quarta-feira, novembro 25
Já conhece o de Novembro?
Sándor Márai
Editora: Dom Quixote
Uma tarde, numa elegante cafetaria de Budapeste, uma mulher relata a uma amiga como certo dia, por causa de um vulgar acidente, descobriu que o seu marido estava entregue de corpo e alma a uma paixão secreta que o consumia desde e como desde esse momento tentara, em vão, reconquistá-lo. Na mesma cidade, uma noite, o homem que foi seu marido confessa a um amigo como deixou a sua esposa pela mulher que desejava há anos, para depois se casar com ela a perder para sempre. De madrugada, numa pequena pensão romana, uma mulher conta ao seu amante como ela, de origem humilde, casou com um homem rico, e como o casamento sucumbiu ao ressentimento e à vingança. Como marionetas sem direito a exercerem a sua vontade, Marika, Péter e Judit narram a falência das suas relações com o realismo cruel de quem considera a felicidade uma ilusão inalcansável. Neste romance encontramos as páginas mais íntimas e arrojadas, as mais sábias, de Márai. A sua descrição do amor, da amizade, do ciúme, da solidão, do desejo e da morte apontam directamente ao cento da alma humana. Em 1941, Márai publicou Az Igazi [A Mulher Certa], um romance composto por dois longos monólogos; para a edição alemã de 1949 (Wandlungen der Ehe), o autor adicionou uma terceira parte, escrita durante o seu exílio em Itália; em 1980 rescreveu uma terceira parte, à qual adicionou um epílogo, dando-o à estampa com o título Judit...és az utóhang [Judit... e um epílogo]. A presente edição reúne as quatro partes que constituem o romance.
Sándor Márai (n.1900, Hungria) passou um período de exílio voluntário na Alemanha e em França durante o regime de Horthy, nos anos 20, até que abandonou o seu país emigrando para os EUA, em 1948, com a chegada do regime comunista. A subsequente proibição da sua obra na Hungria fez cair no esquecimento quem nesse momento era considerado um dos escritores mais importantes. Foi preciso esperar até à queda do regime comunista, para que este extraordinário escritor fosse redescoberto no seu país e no mundo inteiro.

















