Quinta-feira, Fevereiro 4

Sábado, 6 de Fevereiro, às 18h30


Quarta-feira, Fevereiro 3

Tenho em mim todos os sonhos do mundo


"Tenho em mim todos os sonhos do mundo"
Álvaro de Campos

"Somos suspeitos, mas gostámos tanto da nossa montra criarte,"t-shirts com alma" que não resistimos partilhá-la e aqui ficam algumas imagens para quem não a viu.
Para os mais distraídos, a criarte é uma marca de design cultural, criada por Sancha Trindade e que pertence à Arquivo desde 2009, que concebe tshirts com mensagens com citações de Autores Portugueses, produzidas em Portugal em edições limitadas. Já editados os testemunhos de Luís de Camões, Damião de Góis, Padre António Vieira, Agostinho da Silva, Ruy Belo, Al Berto, Alberto Caeiro, José Tolentino Mendonça e Álvaro de Campos (novidade) na colecção - os viajantes.
Mais informação em www.criarte.pt.

Terça-feira, Fevereiro 2

O Planalto e a Estepe: a nossa proposta


Todos os meses na Livraria Arquivo, uma sugestão de leitura diferente,
sempre com um preço especial.

O PLANALTO E A ESTEPE
Pepetela
Editora: Dom Quixote

Sinopse: Do encontro entre um estudante angolano e uma jovem mongol, nos anos 60, em Moscovo, nasce um amor proibido.
Baseada em factos verídicos, ficcionados pelo autor, esta história põe em evidência a vacuidade de discursos ideológicos e palavras de ordem, que se revelam sem relação com a prática Política internacional, guerra, solidariedade e amor, nuam rota que liga um ponto perdido de África a outro da Ásia, passando pela Europa e até por Cuba. Uma viagem no tempo e no espaço, o de uma geração cansada de guerra num mundo cada vez mais pequeno.
Maravilhosos e comovente, este é um romance sobre o triunfo do amor, contra todas as vontades e todas as fronteiras.

Pepetela nasceu em Benguela, Angola, em 1941. Licenciou-se em Sociologia, em Argel, durante o exílio. Foi guerrilheiro pelo MPLA, político e governante. Desde 1984 que é professor na Universidade Agostinho Neto, em Luanda, e tem sido dirigente de associações, culturais, com destaque para a União de Escritores Angolanos e a Associação Cultural e Recreativa Chá de Caxinde. A atribuição do Prémio Camões (1997), confirmou o seu lugar de destaque na literatura lusófona.

Acerca do livro:
"História apaixonante de um amor contrariado, que sobrevive a todas as vicissitudes.
(...) É um romance extremamente bem escrito, por vezes poético e sempre envolvente, mantendo o leitor numa fascinada ansiedade, ao mesmo tempo que lhe mostra criticamente a transformação do mundo antes e após a queda do muro de Berlim." Urbano Tavares Rodrigues,
em http://www.leitura.gulbenkian.pt

"Apesar da dispersão geográfica e temporal que percorre O Planalto e a Estepe, o novo romance de Pepetela (Angola, Rússia, Mongólia e Cuba vividos entre a década de 1960 e os dias de hoje), há uma precisão e uma secura da palavra a filtrar a memória e que obriga o leitor a desdobrar-se pelos territórios afectivos do livro. Não por acaso esta é a porta de entrada da obra: '/A minha vida se resume a uma larga e sinuosa curva para o amor'./
(...)No final, O Planalto e a Estepe acaba por premiar leitores com nervos à prova de aço, que sabem reconhecer os heróis que sobrevivem à espuma da história. É a esses que Pepetela oferece um dos mais belos finais felizes dos últimos tempos, escrito em português" Rui Lagartinho (jornalista RTP, em Time Out/Maio 2009 www.timeout.pt
.

Sábado há história...


Fevereiro é tempo de "Quatro Estações" e muito mais...


Fevereiro vai ser o mês de "Quatro Estações" e Chakall: a apresentação do livro é dia 27, com uma sessão de Live Cooking preparada pelo próprio Chakall, que já nos deixa água na boca...
Antes, dia 6, receberemos o Coronel Sousa e Castro, que com "Capitão de Abril, Capitão de Novembro", virá partilhar as suas memórias e recordações de uma intensa vida militar e política, vividas no antes e após 25 de Abril.

agenda cultural Fevereiro
à conversa
à conversa com... Coronel Sousa e Castro

a propósito do livro "Capitão de Abril, Capitão de Novembro"
data: sábado 6 de Fevereiro 18h30

apresentação
Apresentação do livro "Quatro Estações" de Chakall.
Seguida de uma sessão de
Live Cooking por chefe Chakall
Degustação de vinhos Olho de Mocho Rosé 2008 e Rocim Tinto 2006, vinhos produzidos pela Herdade do Rocim.
data: sábado 27 de Outubro 18h30

hora do conto
Animação da historia infantil "
Mister Corvo".
Animadora: Liliana Gonçalves
data: sábado 6 de Fevereiro 16h30


"Conversas entre pais" *
Sessão "SPA"

Partilha e expressão de emoções: Sentir, Pensar e Agir; ensinar /espelhar sentimentos
Dinamizadores: João Lázaro, Clínica de Psicologia
* sujeito a inscrição prévia
data: sábado 20 de Fevereiro 14h30

exposição
Inauguração da exposição de criações tridimensionais "Tempo", de Helena Zália
data: sexta 26 de Fevereiro

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Programação da
LIVRARIA ARQUIVO
Apoios: Te-ato, grupo de teatro de Leiria; portal Orelhas; loja João Ratão.


Moleskine Artist Collection Diaries, de Marti Guixé, na revista Blue Design

2010 inagura a Moleskine Artist Collection Diaries,
tendo como artista convidado o designer catalão Marti Guixé.
Uma edição limitada, que contempla versões pocket e large.
Aqui numa escolha da revista Blue Design, a que não resistimos e aqui partilhamos (edição n. 12, pág. 24). Obrigada, Blue Design.
"Há quem sinta que o tempo é curto, mas é uma percepção que muda consoante o contexto.
O Moleskine pode servir estas pessoas, com vidas de 26 horas por dia e 400 dias por ano!
Temos de trabalhar a nossa percepção do tempo", Marti Guixé

Segunda-feira, Janeiro 18

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José Gil prossegue neste livro a sua investigação sobre os processo individuais e colectivos de subjectivação em Portugal.
Quais são esses processos neste período marcado pela globalização, a crise económica e a hegemonia política do PS? Que formas assume essa subjectivação quando “a falha de sentido que as promessas por cumprir do 25 de Abril não conseguiram colmatar” foi suprida por antigos hábitos e 'mentalidades'?
Reinventando conceitos de Ferenczi e Foucault no sentido de uma abordagem original, José Gil mostra como os portugueses tentaram conquistar “formas de subjectivação individuais em desfasamento ou inadequação aos quadros de vida colectiva que se iam edificando progressivamente”.
O autor de Portugal Hoje: o Medo de Existir considera que “fizemos da identidade o território da subjectividade” e “esforçamo-nos por resistir ao fora' que aí vem, do exterior ou do interior, que ameaça destruir as nossas velhas subjectividades”. Em sua opinião, a única maneira de remover o obstáculo da 'identidade' é “deixarmos de ser primeiro portugueses para poder existir primeiro como homens”
É à luz dessa preocupação que se analisa o discurso dos actuais governantes que consideram que Portugal entrou num “processo irreversível de modernização”, um discurso “anti-ideológico e de via única” em que a avaliação “surge como método universal de formação de identidades”.
José Gil aborda em particular o “chico-espertismo” enquanto fenómeno que atravessa todo o “tipo de subjectividade da nossa sociedade, sendo transversal a todas as classes, grupos, géneros e operações”.

José Gil nasceu em Moçambique e doutorou-se em Filosofia na Universidade de Paris (1982), com um estudo sobre “O corpo como campo de Poder”, sob orientação de François Châtelet.
Colabora com revistas portuguesas e estrangeiras de várias áreas e é autor de algumas entradas na enciclopédia Einaudi.
Foi Directeur de Programme do Collège International de Philosophie de Paris e foi professor na Universidade Nova de Lisboa até ao ano passado, onde dava aulas de Estética
Na Relógio d'Água tem publicados onze ensaios e três livros de ficção narrativa (A Crucificada, Cemitério dos Desejos e ao meio-dia, os pássaros).
Foi considerado pelo Nouvel Observateur um dos 25 pensadores mais fulgurantes do mundo contemporâneo.
Nos últimos anos tem intervindo no espaço público, sobretudo nas áreas da educação e da política.