segunda-feira, março 4

Os enamoramentos, de Javier Marías. Um dos livros da selecção TOP 15 Arquivo


« (...) Quando uma pessoa deseja uma coisa muito tempo, é muito difícil deixar de o desejar isto é, admitir ou dar-se conta de que já não a deseja ou doe que prefere outra coisa. A espera alimenta e potencia esse desejo, a espera é acumulativa relativamente ao que se espera, solidifica-o e torna-o pétreo, e então resistimos a reconhecer que malbaratámos anos enquanto aguardávamos um sinal que, quando finalmente aparece, já não nos tenta, ou nos dá uma infinita preguiça de acorrer à sua chamada tardia de que agora desconfiamos, talvez porque não nos convém mover-nos. Acostumamo-nos a viver dependentes da oportunidade ue não chega, no fundo tranquilos, a salvo e passivos, 
no fundo incrédulos de que alguma vez venha a surgir.
Mas, ai, ao mesmo tempo ninguém renuncia totalmente à oportunidade, e esse prurido desvela-nos, ou impede-nos de nos submergir no sono profundo. (...)», Javier Marías, Os Enamoramentos, trad. de Pedro Tamen, ed. Alfaguara.

Os enamoramentos, de Javier Marías
PVP:  19,90€.
Agora 16, 91€ (15% desconto)

sexta-feira, março 1

AGENDA CULTURAL MARÇO ARQUIVO LIVRARIA


Rui Zink e a "Instalação do medo"



"- A senhora sabe o que dizia o capitão do navio negreiro aos escravos no porão quando estes se queixavam de sede e fome?
- Exactamente, minha senhora.
- 'Nada de queixumes. Estamos todos no mesmo barco.'
- E era a mais pura verdade.
- Só que os escravos, já se sabe, só viam o ponto de vista deles.
- Há gente muito egoísta.
- Por isso, precisamente, para lutar contra o egoísmo, há que instalar o medo.
- E é assim mesmo, minha senhora. O medo, quando bem instalado...
- Tem é que ser bem instalado...
- O medo, bem instalado, substitui as Más Perguntas pelas Boas Respostas.
- Ao infantilizar-nos, minha senhora, o medo não nos diminui, antes nos eleva.
- O medo devolve-nos a infância do mundo." (p.149-150)

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No Clube de Leitura da Arquivo andamos a ler ENGANO, de Philip Roth


o encontro está marcado como sempre para a última quarta-feira do mês, 
neste caso 27 de março, às 18h30. A entrada é livre.
e andamos a ler
No centro de "Engano" estão dois adúlteros no seu esconderijo. Ele é um escritor americano de meia-idade chamado Philip, que vive em Londres, e ela é uma inglesa culta, inteligente e expressiva, refém de um casamento humilhante ao qual, com trinta e poucos anos, já está nervosamente resignada, ou quase. A ação do livro é feita de diálogos - principalmente conversas entre os amantes antes e depois de fazerem amor. Esses diálogos - acutilantes, ricos, espirituosos, dialéticos - são praticamente tudo o que há neste livro, e não é preciso mais nada.

«Entre amantes a vida quotidiana passa para segundo plano», escreve Roth e, exibindo todo o seu talento de brilhante observador da paixão humana, apresenta em "Engano" o mundo ciosamente fechado da intimidade adúltera, com uma limpidez sem paralelo na ficção americana.

«Uma obra diabolicamente inteligente... um feito espantoso... Roth inventou o discurso mais despojado, as cadências mais convincentes que se podem encontrar no romance americamo.» Hudson Review

«Este romance ágil, elegante e perturbador... leva aos limites a ficção contemporânea». New York Times Book Review.

As novas cores Moleskine


terça-feira, fevereiro 26

Exposição de fotografia de alunos da Eb23 José Saraiva











Da Horta para a Mesa, de Cláudia Villax

DA HORTA PARA A MESA
Boa Comida, Boa Vida
Receitas simples e deliciosas com legumes da estação.

Sobre o livro
Da Horta para a Mesa - Boa Comida, Boa Vida é uma iniciação ao prazer de cultivar, colher e cozinhar os nossos próprios legumes. Um livro que nos aproxima da terra e da natureza e que nos mostra como os ingredientes naturais requerem pouco esforço para serem transformados em pratos frescos, saborosos e autênticos.
Encontramos aqui dicas de como cultivar uma horta biológica de verão, ideias para tirar o máximo partido dos legumes, receitas simples, leves e deliciosas preparadas com os produtos da estação e perfeitas para os dias mais quentes.
Este livro surge de um projecto em que envolve uma pequena comunidade junto de Marvão,  onde desenvolveram uma horta comunitária com a venda dos produtos biológicos aos amigos e vizinhos. A família da Cláudia Villax pouco ou nada sabia sobre o trabalho de campo e foram os “residentes mais idosos” que ensinaram tudo, desde a poda as árvores, as plantação dos legumes e colheitas dos mesmos. Por sua vez, a aurora com a sua experiência de trabalho encontrou formas de promover a zona e dar a conhecer os produtos da região.

Sobre a autora
Cláudia Villax trabalhou para jornais económicos e revistas de lazer e, em 2003, foi convidada para fazer parte da equipa fundadora de um projeto inovador, as revistas Blue - Living, Travel e mais tarde Cooking. Quatro anos mais tarde, incentivada pela paixão de ser mãe e juntamente com dois amigos, lança a Giggle, um projeto direcionado aos mais novos: a primeira revista portuguesa online para o segmento infantil e familiar. Em 2009 cria a imagem e lança a marca de um chef português. Depois desta experiência passa a dedicar-se às suas grandes paixões de sempre: família, comida, criatividade e design.
Atualmente dedica-se à produção do azeite biológico «Azeitona Verde» com o seu marido e gere a sua marca Food, People & Design onde cria conceitos para livros de culinária. Com sete livros concretizados, Da Horta para a Mesa - Boa Comida, Boa Vida é o seu primeiro livro como autora.

quinta-feira, fevereiro 21

Clube de Leitura da Arquivo


Hora de almoço? é hora de vir à Arquivo


Hélia Correia vence Prémio Corrente d'Escritas


Hélia Correia nasceu em Lisboa, em 1949. Licenciada em Filologia Românica, foi professora do ensino secundário, tendo também feito um curso de pós-graduação em Teatro Clássico. Poetisa e dramaturga, foi enquanto ficcionista que Hélia Correia se revelou como um dos nomes mais importantes e originais surgidos durante a década de 80, ao publicar, em 1981, O Separar das Águas.
Na Relógio D’Água Hélia Correia publicou as obras: Soma, Montedemo; A Luz de Newton; Insânia, O Número dos Vivos, A Casa Eterna, O Rancor; Lillias Fraser; Fascinação, seguido de A Dama Pé-de-Cabra; Mopsos, O Pequeno Grego (O Ouro de Delfos e A Coroa de Olímpia); Bastardia; Desmesura; Perdição, A Ilha Encantada; Contos; Adoecer; A Chegada de Twainy e A Terceira Miséria, livro agora galardoado.

quarta-feira, fevereiro 20

"As 10 Questões da Recuperação", de João César das Neves


AS 10 QUESTÕES DA RECUPERAÇÃO
João César das Neves
Editora: D. Quixote

Será que Portugal está condenado a uma geração de sacrifícios?
Quem tem culpa disto?
O que o Estado precisa de fazer?
O país aguenta?
O que está a acontecer no mundo?

Partindo de algumas análises do cenário macro e microeconómico europeu e português são apontadas algumas respostas às perguntas que enchem os meios de comunicação no dia-a-dia: Quem tem culpa disto? Devemos sair do euro? Podemos repudiar a dívida? O que o Estado precisa de fazer? Quem resolve a crise? A receita está a resultar? O país aguenta? O que está a acontecer na Europa? O que está a acontecer no mundo? Quanto tempo dura a crise?

Escrito numa linguagem compreensível, é acompanhado de gráficos, imagens e tabelas acessíveis, o que torna esta obra um livro único e indispensável para compreender o país em que vivemos.