sexta-feira, julho 13


Acabadinhos de chegar à Arquivo Livraria, os artigos Maria de Ponte, muito giros;) Venham conhecer!

Mais informação sobre os artigos em http://mariadeponte.pt/sobreAMaria.php


"Mar, metade da minha alma é feita de maresia"
Sophia de Mello Breyner

A nova t-shirt criarte, em destaque no FUGAS. 

Aproveitem e espreitem o facebook da marca e tornem-se fãs.
Partilhem este projecto, 100% português!

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segunda-feira, julho 2

quarta-feira, junho 13

Short Movies, de Gonçalo M. Tavares



LIVRO DO MÊS JUNHO LIVRARIA ARQUIVO

SHORT MOVIES
Gonçalo M. Tavares
Editora: Caminho
PVP: 11,90€
Agora: 8,33€

Gonçalo M. Tavares já nos habituou ao seu olhar sobre o mundo e os homens: atento, inteligente, perspicaz, crítico... Em `Short Movies`, esse olhar é circunscrito, intencionalmente dirigido a cenas específicas de um quotidiano tantas vezes mais absurdo do que seria de crer.
E esse olhar tem ainda outra particularidade: conduz-nos com exatidão pelos mesmos caminhos que o autor percorreu. Neste livro, Gonçalo M. Tavares permite-nos partilhar a sua forma de alcançar esse seu tão exclusivo olhar. Um privilégio literário e humano para qualquer leitor.

«Ler, isto é: ver. Ou seja: deixar de ler. Tentativa de levar a escrita aos olhos e não a deixar sair daí. Evitar que se pense - transferir tudo para uma questão óptica. Não penses, vê - vê, não penses. Ver o que nos é mostrado - e também o resto. Ao lado, em cima, em baixo, antes, depois.».,
 in Short Movies.

Gonçalo M. Tavares, escritor português, nasceu em 1970.
Os seus livros deram origem, em diferentes países, a peças de teatro, peças radiofónicas, curtas metragens e objectos de artes plásticas, vídeos de arte, ópera, performances, projectos de arquitectura, teses académicas, etc.E stão em curso cerca de 220 traduções com edição em quarenta e cinco países.
Em Portugal recebeu vários prémios entre os quais o Prémio José Saramago 2005 e o Prémio LER/Millennium BCP 2004, com o romance - "Jerusalém" (Caminho); o Grande Prémio de Conto da Associação Portuguesa de Escritores "Camilo Castelo Branco" com "água, cão, cavalo, cabeça" 2007( Caminho). Prémio Branquinho da Fonseca/Fundação Calouste Gulbenkain com "O Senhor Valéry", Prémio Revelação APE com "Investigações. Novalis".

Outros prémios:
com "Uma Viagem à Índia"

- Prémio Melhor narrativa Ficcional 2010 da Sociedade Portuguesa de Autores

- Prémio Especial de Imprensa Melhor Livro 2010 Ler/Booktailors

- GRANDE PRÉMIO ROMANCE E NOVELA da Associação Portuguesa de Autores, 2011

- Prémio Fernando Namora/Casino do Estoril, Melhor Livro Ficção 2011

- Premiado no Portugal Telecom (Brasil, 2011)

- Prémio Fundação Inês de Castro
PRÉMIOS INTERNACIONAIS:

- Prémio Portugal Telecom 2007 (Brasil).

-Prémio Internazionale Trieste 2008 (Itália).

-Prémio Belgrado Poesia 2009 (Sérvia).

- Prix du Meilleur Livre Étranger 2010 (França)

- Grand Prix Littéraire du Web - Culture 2010 (França)

- Finalista do Prix Femina (2010, França)

- Finalista do Prix Médicis (2010, França), com "Aprender a Rezar na Era da Técnica"

- Prix Littéraire Européens 2011, "Étudiants Francophones" (França), com "O Senhor Kraus e a Política".
com "Jerusalém"
- Nomeado para o Prix Cévennes 2009, Prémio para o melhor romance europeu (França) com "Jerusalém"


quarta-feira, junho 6

Marc Roche e "O Banco"


O BANCO
Como o Goldman Sachs dirige o Mundo
Marc Roche
Editora: Esfera dos Livros

Edição Revista e atualizada para Portugal

«Eu faço o trabalho de Deus.» Mesmo que seja suposto ser uma piada, esta frase do diretorexecutivo do Goldman Sachs, Lloyd Blankfein, resume a sede de poder de O Banco: a firma que dirige o mundo no maior secretismo. Por detrás de uma lei do silêncio que nunca alguém ousou quebrar desde a sua fundação em 1868, o Goldman, ou GS, como se diz em Wall Street ou na City londrina - as duas grandes praças financeiras mundiais - pode realmente dominar o planeta? E se a resposta é «sim»? Como? A crise económica que começou no outono de 2008 atirou o Goldman Sachs, para as primeiras páginas dos jornais. O banco está em todo o lado: a falência do banco Lehman Brothers, a crise grega, a queda do euro, a resistência da finança a toda a regulação, o financiamento dos défices e até a maré negra do golfo do México. Sabia que o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, foi vice-presidente do Goldman Sachs International para a Europa entre 2002 e 2005. Ele era o «sócio» encarregado das «empresas e países soberanos», o departamento que tinha, pouco antes da sua chegada, ajudado a Grécia a maquilhar as suas contas graças ao produto financeiro «swap» sobre a dívida soberana. Que António Borges, dirigente da GS entre 2000 e 2008, foi diretor do Fundo Monetário Internacional, em 2010, funções que o levaram a supervisionar alguns dos maiores empréstimos da história da instituição: à Grécia e à Irlanda. Sabia que o atual presidente do Conselho italiano, Mario Monti, foi consultor internacional do Goldman de 2005 até à sua nomeação para a chefia do governo italiano

terça-feira, junho 5

à conversa com Dulce Maria Cardoso

À conversa com...
Dulce Maria Cardoso na Livraria Arquivo
a propósito do livro "O Retorno"

14 junho | quinta | 18h30


ACERCA DO LIVRO

O RETORNO
«Os retornados que conheço e de que posso falar foram os mais injustiçados. Os bem-sucedidos seriam bem-sucedidos em qualquer parte do mundo porque eram pessoas muito fortes e capazes. A maior parte não foi muito bem-sucedida, só que dos fracos não reza a História. [...] Pensei numa proposta de reflexão sobre a perda, sobre o que terá sido o colonialismo, nas suas raízes mais subterrâneas. [...] Nunca deixei de ser uma retornada.» Dulce Maria Cardoso em entrevista à revista LER de Outubro de 2011.
"O Retorno" é a narração da saga dos retornados de 1975, centrado numa família de quatro elementos (pai, mãe, filha mais velha e um rapaz mais novo, o Rui).
1975 – Luanda. A descolonização instiga ódios e guerras. Os brancos debandam e em poucos meses chegam a Portugal mais de meio milhão de pessoas. O processo revolucionário está no seu auge e os retornados são recebidos com desconfiança e hostilidade. Muitos não têm para onde ir nem do que viver. Rui tem 15 anos e é um deles. 1975. Lisboa.
Durante mais de um ano, Rui e a família vivem num quarto de um hotel de 5 estrelas a abarrotar de retonrados – um improvável purgatório sem salvação garantida que se degrada de dia para dia.
A adolescência torna-se uma espera assustada pela idade adulta: aprender o desespero e a raiva, reaprender o amor, inventar a esperança.
África sempre presente mas cada vez mais longe.

ACERCA DA AUTORA:
Dulce Maria Cardoso publicou em 2011 o seu romance de estreia, Campo de Sangue, Grande Prémio Acontece, escrito na sequência de uma bolsa de criação literária do Ministério da Cultura. Desde então publicou os romances Os meus sentimentos (2005), prémio da União Europeia para a Literatura, e O Chão dos Pardais (2009), prémio Pen Club. A antologia de contos Até Nós foi publicada em 2008.
A sua obra está traduzida numa dezena de países e é estudada em diversas universidades. Estão em curso proposta de alguns dos seus contos e romances.

Novo livro de Martin Amis


A INFORMAÇÃO
MARTIN AMIS
Editora: Quetzal

Gwyn Barry e Richard Tull são dois romancistas na casa dos quarenta e amigos desde a faculdade. Richard Tull tinha pela frente um futuro brilhante, mas a sua carreira não evoluiu e agora tem um emprego medíocre na imprensa e escreve recensões críticas para um pequeno jornal literário. Gwyn Barry, por seu turno, sem o talento literário do amigo, fez um romance que alcançou grande sucesso, e lhe granjeou dinheiro e um prémio respeitado.

Tull avança com esforço de fracasso em fracasso e assiste, com inveja, ao percurso fácil e radioso do amigo - e irá fazer tudo para lhe destruir a reputação.
Mas estas patéticas manipulações que, no início, significavam para Barry apenas inconveniência passarão mais tarde a constituir um perigo incontrolável.
Este romance sobre a inimizade literária e, cujos protagonistas, segundo o autor, são inspirados em si próprio, deu origem a excelentes críticas e a grande celeuma no meio editorial e do agenciamento literário - o livro recebeu o adiantamento mais avultado da história, até então, e a mudança de agente provocou uma rutura pública com o seu grande amigo Julian Barnes.



2.ª Sessão CLUBE DE LEITURA DA ARQUIVO

A próxima sessão do CLUBE DE LEITURA DA ARQUIVO decorre (como combinado) na última quarta-feira do mês, desta feita, a 27 de Junho pelas 19h e o livro a ser debatido é "A Zona de Desconforto", de Jonathan Franzen. A entrada é gratuita, apenas pedimos que se inscreva antes. E que tenha lido o livro, claro, para poder participar de forma activa na conversa. Até lá!

quarta-feira, maio 30

É já hoje!!

É já hoje. Primeira sessão do Clube de Leitura da Arquivo Livraria. Com Àlvaro Romão e Paulo Kellerman.
Será o nosso presente condicionado pelos acontecimentos que vivemos no passado ou é mais contagiado pela memória que guardamos desses acontecimentos? Somos influenciados pelos factos que ocorreram ou pelas interpretações subjectivas que formámos após a vivência desses factos? Somos manipulados pelo nosso passado ou manipulamos a memória que formámos desse passado de acordo com as necessidades do p...resente?
Eis algumas das múltiplas questões que saltam do livro “O sentido do fim”, de Julian Barnes. Uma excelente escolha para a abertura do Clube de Leitura da Arquivo - Bens Culturais, Lda (quarta, às 19h). Lá estarei com o Alvaro Romão, a moderar um debate que quanto menos certezas alcançar mais enriquecedor será.

segunda-feira, maio 28

Maratona de Leitura

E desta vez a Maratona de Leitura vai ser para os mais pequenos:

1 junho | Maratona de Leitura Infantil | Arquivo
Das 10h00 às 20h00

Vem ler em voz alta com os teus amigos.
Podes trazer o teu livro ou escolher um dos da nossa selecção. Basta fazer a inscrição ao balcão da livraria, individualmente ou em grupo (no caso das escolas).
Vem! Vais ver que vai ser muito divertido!

E que tal um "Amor de Perdição" para almoço?

Sugestão de leitura

Pode um segredo perpetuar-se por cem anos?
Grania Ryan tem em Nova Iorque a vida com que sempre sonhou. Tudo é perfeito até ao dia em que o seu desejo mais íntimo é brutalmente estilhaçado. Arrasada, Grania decide voltar à Irlanda e aos braços da sua adorada família. E é aqui, à beira de uma falésia, que conhece Aurora Lisle, a menina que vai mudar profundamente a sua vida.
A ligação entre ambas é imediata e profunda. Pouco a pouco, Grania descobre que as histórias das suas duas famílias estão estranha e intrinsecamente ligadas…
De um agridoce romance na Londres do tempo da grande guerra a uma relação tempestuosa na Nova Iorque contemporânea; da devoção a uma criança terna e carente a memórias esquecidas de um irmão perdido, o passado e o presente das famílias Ryan e Lisle estão unidos há um século. Cem longos anos de equívocos e segredos, paixões e ódios… Apenas a intuição e a coragem de Aurora poderão quebrar o feitiço e vencer as barreiras que o passado ergueu.
Assombrosa, terna e comovente, a história de Aurora é uma inspiração para todos nós. Um exemplo de como a esperança e o amor podem ultrapassar todas as perdas.

Sugestão de leitura

Neste romance, Jodi Picoult entrelaça cinco vozes que contam uma história de amor, perda e autodescoberta. As vozes pertencem a uma mãe, à sua filha e a três homens muito diferentes.

Durante anos, Jane Jones viveu na sombra do marido, Oliver Jones, um conhecido oceanógrafo de San Diego.
Mas na sequência de uma acesa discussão, Jane parte com a filha adolescente, Rebecca, numa odisseia pelo país, orientada pelas cartas do irmão Joley, que as guia até ao seu pomar de macieiras em Massachusetts, onde a esperam algumas revelações surpreendentes sobre si própria.

Oliver, especializado em seguir baleias-de-bossa pelos vastos oceanos, irá agora seguir a mulher através de um continente e descobrir uma nova forma de ver o mundo, a família e a si próprio: através dos olhos de Jane.

quarta-feira, maio 23

Para os mais novos

E o próximo é sobre Sophia. Vens?

«Agora já sei o que é a terra. Agora já sei o que é o sabor da Primavera, do Verão e do Outono. Já sei o que é o sabor dos frutos. Já sei o que é a frescura das árvores. Já sei como é o calor de uma montanha ao sol. Leva-me a ver a terra. Eu quero ir ver a terra. Há tantas coisas que eu não sei.» in "A Menina do Mar".
Vem aprender de forma simples e divertida, quem são Eça de Queirós, Sophia de Mello Breyner e Fernando Pessoa, autores portugueses, que deixaram uma marca forte na nossa literatura

Mais uma sugestão de leitura...

Numa altura em que só se fala em crise, crise e mais crise, quem explica às crianças o que é essa coisa que a todos nos aflige? Este livro explica. E explica de acordo com a ideologia favorita de cada leitor: se prefere as justificações defendidas pela esquerda começa a ler o livro por um lado, se prefere as justificações defendidas pela direita começa a ler o livro por outro.
Os protagonistas são os mesmos dos dois lados – um urso gordo (o défice) e um enxame de abelhas furiosas (os mercados) –, mas as explicações para o estado a que o país chegou mudam bastante consoante o ponto de vista favorito do leitor e o sentido da sua leitura.
Escrito por João Miguel Tavares (autor de Os Homens Precisam de Mimo, membro do Governo Sombra e colunista do Correio da Manhã) e ilustrado por Nuno Saraiva (co-autor de Filosofia de Ponta e um dos mais prestigiados ilustradores portugueses), A Crise Explicada às Crianças é o livro que Vítor Gaspar gostaria de ter escrito para ler aos seus filhos antes de os pôr na cama.

Sugestão de leitura

Número 1do The New York Times durante mais de um ano, mais de 5 milhões de cópias a circular por todo o mundo e recomendado pela comunidade de leitores da Oprah Winfrey, é obra! E a obra de Elizabeth Gilbert é digna de se ler e de reler sempre que sentir a necessidade de se auto-motivar, de encontrar sentido no meio do caos.

Uma história verídica, o livro “Comer, Orar, Amar” relata o ano sabático que a escritora e jornalista americana, Elizabeth Gilbert, deu a si própria depois de aos 30 anos ter renunciado à sua vida “perfeita” nos subúrbios de Nova Iorque onde tinha a casa dos seus sonhos, um apartamento em Manhattan e um marido que achava que amava. Foi o divórcio tumultuoso, o falhanço de uma nova relação amorosa e uma depressão iminente que “obrigaram” Elizabeth a fazer uma pausa na sua vida e partir à descoberta de si própria, da sua felicidade e de um novo sentido para a sua existência

Sugestão de leitura

«Quando naquela tarde, no Conservatório, eu a vi, disse ao Armando Cortêz, vês aquela miúda, gostava que fosse a minha mulher, a mãe dos meus filhos... e foi! Ela escolheu-me. Estivemos casados 53 anos. Foi uma vida. » «Já estou na idade dos balanços, e por isso dou por mim a medir algumas das minhas acções. Às vezes, erramos por ingenuidade, por desconhecimento, e penso que disso não seremos culpados. Errar sem querer, não é errar, é por vezes, aprender.»

terça-feira, maio 22

Hoje


 Jornada de Homenagem ao Eng. José Ribeiro Vieira
22 maio | 15h00 | Ed. NERLEI

seguida da apresentação do livro
"Crónicas sem título
18h30 | Livraria Arquivo

... Com o mote "Cidadania e Empreendedorismo", a sessão conta com testemunhos e intervenções de diversas personalidades que conviveram de perto com o homenageado e que irão evidenciar o seu mérito nas diversas áreas em que se envolveu.

Programa

15h00
Abertura
Rui Filinto Stoffel

15h15
Um Homem Comum
Coordenador: Orlando Cardoso
Villalobos, Amado da Silva, Teófio Santos, Daniel Madeira de Castro

16h00
Cidadania, Cultura e Política
Coordenador: António Sequeira
Tomás Oliveira Dias, Henrique Neto, Isabel Damasceno.

16h40
Região, Desenvolvimento e Empreendedorismo
Coordenador: Pedro Faria
Nuno Mangas, José Eduardo Carvalho, António Saraiva, Arnaldo Sapinho

17h20
Encerramento
Mensagem de General António Ramalho Eanes lida por João Botequilha

18h30
Lançamento do Livro
"Crónicas sem Título" de José Ribeiro Vieira
Livraria Arquivo
Ver mais

quarta-feira, maio 16

Já à venda na Arquivo



    O mais recente número da revista PLI arte & design, uma publicação da ESAD, Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos, foi apresentado no dia 27 de Abril de 2012. Dedicada ao tema do Entusiasmo, nesta PLI pode reconhecer-se uma vontade de afirmar a força das artes e do design em tempos de crise.
Trata-se de um número duplo (números 2/3), que conta com um largo leque de colaboradores nacionais e internacionais como Steven McCarthy, Paolo Deganello, Luís Miguel Castro, Brad Freeman, Kiluanji Kia Henda, Mário Moura ou o Atelier do Corvo, num total de 36 autores ligados às áreas do design, arquitectura, fotografia e pensamento contemporâneo.

Para além dos conteúdos, distribuídos ao longo de mais de 200 páginas, este número da PLI destaca-se pela dimensão formal que o torna numa verdadeira peça de design (com direcção de arte de João Martino, do prestigiado atelier Martino&Jaña), integrando 5 formatos diferentes, diversos tipos de papéis e explorando diversas soluções gráficas com uma grande força visual. 

Sugestão de leitura

ADÃO NO ÉDEN
Carlos Fuentes
Editora: Porto Editora

 E que outra coisa merecem os criminosos senão um criminoso mais criminoso do que eles?
Cidades perdidas, bairros de lata, favelas: é tudo a mesma coisa. Ou vives aí, ou és um dos responsáveis pela sua existência. Conscientes disso estão Adão Gorozpe - homem ambicioso que passou de estudante de Direito pobretão a figura de destaque na sociedade mexicana - e Adão Góngora - ministro da Administração Interna, corrupto e violento, que, enquanto finge combater o narcotráfico, não faz mais do que promover uma política que pune inocentes e beneficia criminosos.
Quando Góngora propõe a Gorozpe uma aliança para que este ocupe a Presidência da República e seja seu testa de ferro, a rivalidade entre os dois transforma-se numa batalha cega pelo poder. Como agir contra Adão Góngora, um adversário tão perigoso? Como deter o remoinho que arrasta o México para o esgoto? Num país em que o Estado, as instituições e a polícia não funcionam, há somente duas forças que se impõem de maneira implacável: a violência e a fraude.
"Adão no Éden" combina drama e comédia, ficção e crónica jornalística, terror e humor para traçar o mapa detalhado do poder, do narcotráfico e da violência na América Latina do século XXI.

Morreu escritor Carlos Fuentes



Morreu escritor Carlos Fuentes 

          Carlos Fuentes, Prémio Cervantes (1987) e Prémio Príncipe das Astúrias (1994) morreu de problemas cardíacos, aos 83 anos. Tinha começado a escrever aos 29 anos e o seu último romance editado, “Adão no Éden”, foi publicado recentemente pela Porto Editora.

É autor de “O velho Gringo”; “Cristóvão Nonato”, “Constancia e outras Novelas para Virgens”, “Aura”, “A Laranjeira”, “Diana ou a Caçadora Solitária”, “A Campanha”, “Aquilo em que Acredito” (todos editados em Portugal pela Dom Quixote).

A Porto Editora, depois de ter lançado o seu último romance publicado, tem prontos a publicar dois volumes que reúnem os contos do autor: “Contos Naturais” e “Contos Sobrenaturais”. O editor Manuel Alberto Valente disse ao PÚBLICO que já estão traduzidos, estavam agendados para 2013 mas agora poderá vir a ser antecipada a sua publicação.

“Carlos Fuentes foi o mais ‘infeliz’ dos três grandes nomes do 'boom' da literatura latino-americana: Gabriel García Márquez, Mario Vargas Llosa e ele”, diz Manuel Alberto Valente. "Só que os outros dois ganharam o Prémio Nobel. Do Fuentes falava-se sempre que podia ser um candidato ao Nobel mas infelizmente não o teve". (cf jornal Público).