quarta-feira, maio 23
Sugestão de leitura
«Quando naquela tarde, no Conservatório, eu a vi, disse ao Armando Cortêz, vês
aquela miúda, gostava que fosse a minha mulher, a mãe dos meus filhos... e foi!
Ela escolheu-me. Estivemos casados 53 anos. Foi uma vida. » «Já estou na idade
dos balanços, e por isso dou por mim a medir algumas das minhas acções. Às
vezes, erramos por ingenuidade, por desconhecimento, e penso que disso não
seremos culpados. Errar sem querer, não é errar, é por vezes, aprender.»
terça-feira, maio 22
Hoje

Jornada de Homenagem ao Eng. José Ribeiro Vieira
22 maio | 15h00 | Ed. NERLEI
seguida da apresentação do livro
"Crónicas sem título
18h30 | Livraria Arquivo
... Com o mote "Cidadania e Empreendedorismo", a sessão conta com testemunhos e intervenções de diversas personalidades que conviveram de perto com o homenageado e que irão evidenciar o seu mérito nas diversas áreas em que se envolveu.
Programa
15h00
Abertura
Rui Filinto Stoffel
15h15
Um Homem Comum
Coordenador: Orlando Cardoso
Villalobos, Amado da Silva, Teófio Santos, Daniel Madeira de Castro
16h00
Cidadania, Cultura e Política
Coordenador: António Sequeira
Tomás Oliveira Dias, Henrique Neto, Isabel Damasceno.
16h40
Região, Desenvolvimento e Empreendedorismo
Coordenador: Pedro Faria
Nuno Mangas, José Eduardo Carvalho, António Saraiva, Arnaldo Sapinho
17h20
Encerramento
Mensagem de General António Ramalho Eanes lida por João Botequilha
18h30
Lançamento do Livro
"Crónicas sem Título" de José Ribeiro Vieira
Livraria ArquivoVer mais
quarta-feira, maio 16
Já à venda na Arquivo
O mais recente número da revista PLI arte & design, uma publicação da ESAD, Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos, foi apresentado no dia 27 de Abril de 2012. Dedicada ao tema do Entusiasmo, nesta PLI pode reconhecer-se uma vontade de afirmar a força das artes e do design em tempos de crise.
Trata-se de um número duplo (números 2/3), que conta com um largo leque de colaboradores nacionais e internacionais como Steven McCarthy, Paolo Deganello, Luís Miguel Castro, Brad Freeman, Kiluanji Kia Henda, Mário Moura ou o Atelier do Corvo, num total de 36 autores ligados às áreas do design, arquitectura, fotografia e pensamento contemporâneo.
Para além dos conteúdos, distribuídos ao longo de mais de 200 páginas, este número da PLI destaca-se pela dimensão formal que o torna numa verdadeira peça de design (com direcção de arte de João Martino, do prestigiado atelier Martino&Jaña), integrando 5 formatos diferentes, diversos tipos de papéis e explorando diversas soluções gráficas com uma grande força visual.
Sugestão de leitura
ADÃO NO ÉDEN
Carlos Fuentes
Editora: Porto Editora
E que outra coisa merecem os criminosos senão um criminoso mais criminoso do que eles?
Cidades perdidas, bairros de lata, favelas: é tudo a mesma coisa. Ou vives aí, ou és um dos responsáveis pela sua existência. Conscientes disso estão Adão Gorozpe - homem ambicioso que passou de estudante de Direito pobretão a figura de destaque na sociedade mexicana - e Adão Góngora - ministro da Administração Interna, corrupto e violento, que, enquanto finge combater o narcotráfico, não faz mais do que promover uma política que pune inocentes e beneficia criminosos.
Quando Góngora propõe a Gorozpe uma aliança para que este ocupe a Presidência da República e seja seu testa de ferro, a rivalidade entre os dois transforma-se numa batalha cega pelo poder. Como agir contra Adão Góngora, um adversário tão perigoso? Como deter o remoinho que arrasta o México para o esgoto? Num país em que o Estado, as instituições e a polícia não funcionam, há somente duas forças que se impõem de maneira implacável: a violência e a fraude.
"Adão no Éden" combina drama e comédia, ficção e crónica jornalística, terror e humor para traçar o mapa detalhado do poder, do narcotráfico e da violência na América Latina do século XXI.
Carlos Fuentes
Editora: Porto Editora
E que outra coisa merecem os criminosos senão um criminoso mais criminoso do que eles?
Cidades perdidas, bairros de lata, favelas: é tudo a mesma coisa. Ou vives aí, ou és um dos responsáveis pela sua existência. Conscientes disso estão Adão Gorozpe - homem ambicioso que passou de estudante de Direito pobretão a figura de destaque na sociedade mexicana - e Adão Góngora - ministro da Administração Interna, corrupto e violento, que, enquanto finge combater o narcotráfico, não faz mais do que promover uma política que pune inocentes e beneficia criminosos.
Quando Góngora propõe a Gorozpe uma aliança para que este ocupe a Presidência da República e seja seu testa de ferro, a rivalidade entre os dois transforma-se numa batalha cega pelo poder. Como agir contra Adão Góngora, um adversário tão perigoso? Como deter o remoinho que arrasta o México para o esgoto? Num país em que o Estado, as instituições e a polícia não funcionam, há somente duas forças que se impõem de maneira implacável: a violência e a fraude.
"Adão no Éden" combina drama e comédia, ficção e crónica jornalística, terror e humor para traçar o mapa detalhado do poder, do narcotráfico e da violência na América Latina do século XXI.
Morreu escritor Carlos Fuentes
Morreu escritor Carlos Fuentes
Carlos Fuentes, Prémio Cervantes (1987) e Prémio Príncipe das Astúrias (1994) morreu de problemas cardíacos, aos 83 anos. Tinha começado a escrever aos 29 anos e o seu último romance editado, “Adão no Éden”, foi publicado recentemente pela Porto Editora.
É autor de “O velho Gringo”; “Cristóvão Nonato”, “Constancia e outras Novelas para Virgens”, “Aura”, “A Laranjeira”, “Diana ou a Caçadora Solitária”, “A Campanha”, “Aquilo em que Acredito” (todos editados em Portugal pela Dom Quixote).
A Porto Editora, depois de ter lançado o seu último romance publicado, tem prontos a publicar dois volumes que reúnem os contos do autor: “Contos Naturais” e “Contos Sobrenaturais”. O editor Manuel Alberto Valente disse ao PÚBLICO que já estão traduzidos, estavam agendados para 2013 mas agora poderá vir a ser antecipada a sua publicação.
“Carlos Fuentes foi o mais ‘infeliz’ dos três grandes nomes do 'boom' da literatura latino-americana: Gabriel García Márquez, Mario Vargas Llosa e ele”, diz Manuel Alberto Valente. "Só que os outros dois ganharam o Prémio Nobel. Do Fuentes falava-se sempre que podia ser um candidato ao Nobel mas infelizmente não o teve". (cf jornal Público).
terça-feira, maio 15
Mais uma sugestão de leituta
São arte antiga
as técnicas de fuga aos credores por parte dos devedores que hoje bem podem ser
um qualquer cidadão anónimo, empresa, governo central, regional, autarquia. A
realidade não mudou muito quando comparada com o século XIX, altura em que esta
obra foi publicada pela primeira vez.
Num tom jocoso,
Balzac apresenta uma espécie de manual para orientar devedores nemos
experientes na arte de evitar os seus credores, e ainda assim continuar a viver
de crédito.
Este é um
retrato da sociedade de outros tempos que bem podia ser o nosso.
(Honoré de
Belzac 1799-1850)
Sugestões de leitura
Durante mais de quinze anos, Abhijit V. Banerjee e Esther Duflo trabalharam em dezenas de países dos cinco continentes, tentando compreender os problemas específicos que surgem com a pobreza e encontrar soluções consistentes.
O seu livro é, em simultâneo, radical, na medida em que repensa a economia da pobreza, e inteiramente prático nas sugestões que oferece, permitindo uma visão autêntica das vidas dos mais pobres do mundo.
«De leitura obrigatória para quem se preocupa com a pbreza no mundo.
Há anos que não lia um livro que me ensinasse tanto.
Sintetiza o melhor que há na economia»
Steven Levitt, autor de Freakonomics e Superfreakonomics
O futuro do
trabalho já chegou... Está preparado?
O trabalho define-nos. Consome uma
grande fatia da nossa vida, senão a maior fatia. A velocidade a que a natureza
do trabalho está a mudar é avassaladora - e está a ter um impacto
extraordinário na vida profissional em todo o mundo. A Mudança analisa as cinco
forças que irão mudar de forma substancial a forma como trabalhamos nos
próximos 10 a 15 anos e desvenda as três mudanças essenciais que precisa de
fazer para sobreviver e melhor preparar o seu futuro e o futuro daqueles que
ama.
Maria Teresa Horta na Arquivo
A Arquivo Livraria tem o prazer de convidar para
apresentação do livro "As Luzes de Leonor",
de Maria Teresa Horta
17 maio | quinta | 18h30
ACERCA DO
LIVRO:
Um romance sinfónico sobre a Marquesa de Alorna, Leonor de Almeida Portugal, neta dos Marqueses de Távora, uma figura feminina ímpar na história literária e política de Portugal. A grande escritora Maria Teresa Horta, persegue-a e vigia-a nos momentos mais íntimos, atraída pela desmesura de Leonor, no seu permanente conflito entre a razão e a emoção. Acompanha-a no voo de uma paixão, que seduz os espíritos mais cultos da época, o chamado "século das luzes", e abre as portas ao romantismo em Portugal.
Um maravilhoso e apaixonante romance sobre a extraordinária e aventurosa vida da Marquesa de Alorna, vencedor do Prémio Literário Dom Dinis 2011.
Um romance sinfónico sobre a Marquesa de Alorna, Leonor de Almeida Portugal, neta dos Marqueses de Távora, uma figura feminina ímpar na história literária e política de Portugal. A grande escritora Maria Teresa Horta, persegue-a e vigia-a nos momentos mais íntimos, atraída pela desmesura de Leonor, no seu permanente conflito entre a razão e a emoção. Acompanha-a no voo de uma paixão, que seduz os espíritos mais cultos da época, o chamado "século das luzes", e abre as portas ao romantismo em Portugal.
Um maravilhoso e apaixonante romance sobre a extraordinária e aventurosa vida da Marquesa de Alorna, vencedor do Prémio Literário Dom Dinis 2011.
Críticas de
imprensa
«[…] sem dúvida um dos maiores romances biográficos da literatura portuguesa e, também sem dúvida, uma narrativa que marcará doravante os estudos sobre o Iluminismo Português e as origens do Romantismo oitocentista em Portugal, para além de marcar profundamente os estudos sobre a marquesa de Alorna […] As Luzes de Leonor é uma biografia apaixonada, escrita num tom de ardente paixão pela vida e obra da biografada, mas, sobretudo, uma biografia apaixonante.» Miguel Real, [Jornal de Letras]
«[…] sem dúvida um dos maiores romances biográficos da literatura portuguesa e, também sem dúvida, uma narrativa que marcará doravante os estudos sobre o Iluminismo Português e as origens do Romantismo oitocentista em Portugal, para além de marcar profundamente os estudos sobre a marquesa de Alorna […] As Luzes de Leonor é uma biografia apaixonada, escrita num tom de ardente paixão pela vida e obra da biografada, mas, sobretudo, uma biografia apaixonante.» Miguel Real, [Jornal de Letras]
ACERCA DA AUTORA:
Maria Teresa Horta nasceu em Lisboa, onde frequentou a Faculdade de Letras. Escritora e jornalista, foi a primeira mulher a exercer funções dirigentes no cineclubismo em Portugal. É conhecida como uma das mais feministas portuguesas. Estreou-se na poesia em 1960, com Espelho Inicial, tendo participado, no ano seguinte, no volume Poesia 61, com Tatuagem. A sua obra poética está coligida em Poesia Reunida (2009), obra que lhe valeu o Prémio Máxima Vida Literária.
É autora dos romances "Ambas as mãos sobre o corpo", "Ema" (Prémio Ficção Revista Mulheres), e A Paixão segundo Constança H., e co-autora, com Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa, de "Novas Cartas Portuguesas".
Em 2004, foi condecorada pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio, com o grau de Grande Oficial da Ordem do Infante Dom Henrique.
Maria Teresa Horta nasceu em Lisboa, onde frequentou a Faculdade de Letras. Escritora e jornalista, foi a primeira mulher a exercer funções dirigentes no cineclubismo em Portugal. É conhecida como uma das mais feministas portuguesas. Estreou-se na poesia em 1960, com Espelho Inicial, tendo participado, no ano seguinte, no volume Poesia 61, com Tatuagem. A sua obra poética está coligida em Poesia Reunida (2009), obra que lhe valeu o Prémio Máxima Vida Literária.
É autora dos romances "Ambas as mãos sobre o corpo", "Ema" (Prémio Ficção Revista Mulheres), e A Paixão segundo Constança H., e co-autora, com Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa, de "Novas Cartas Portuguesas".
Em 2004, foi condecorada pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio, com o grau de Grande Oficial da Ordem do Infante Dom Henrique.
Apresentado por Alexandre Gama consultor do programa"Querido mudei a casa"
Feng-Shui –Aprenda a Criar Harmonia em Casa
Feng-Shui significa literalmente "vento e água". A sua definição mais simples pode ser o conhecimento de como os locais onde vivemos e trabalhamos influenciam a forma como nos sentimos. Assim, podemos melhorar e adequar os espaços aos nossos propósitos. Baseado na cosmologia oriental, que tem como princípio único as duas forças antagónicas do céu e da terra (yin/yang), o Feng-Shui teve origem na China há pelo menos três mil anos.
O conhecimento da forma como a energia ki flui pelo espaço circundante permite-nos analisar excessos e estagnações, assim como a qualidade desta energia vital e a sua interacção com os habitantes. Procedendo às necessárias correcções, é possível solucionar ou melhorar problemas em várias áreas da nossa vida, tais como relacionamentos, finanças e saúde. O simples facto de se alterar a cor duma parede, reordenar a disposição da mobília, colocar uma fonte numa determinada posição ou mudar o alinhamento da porta principal, pode mudar radicalmente, para melhor, a nossa experiência duma habitação.
Na sociedade moderna ocidental, o Feng-Shui está rapidamente a tornar-se uma alternativa válida que pode trazer mudanças reais para a vida das pessoas. As aplicações práticas nas áreas do design de interiores/exteriores, ideias e soluções de arquitectura, desenho de jardins e urbanismo, são cada vez mais procuradas tanto por particulares como pelas mais variadas empresas e multinacionais.
Alexandre Saldanha da Gama
A sua experiência pessoal e a sua sensibilidade à organização dos espaços, aliadas a uma crescente pesquisa no âmbito do Chi (energia universal), contribuíram para que se tornasse Consultor de Feng Shui, que é hoje a sua actividade principal.
Desenvolve e acompanha projectos, orienta seminários e ateliês, dá consultas, escreve para revistas especializadas, participou como decorador no programa de televisão “Querido Mudei a casa”.
Clube de Leitura Arquivo
Já
conhece o CLUBE DE LEITURA ARQUIVO?
O primeiro encontro vai ser dia 30 de maio, às 19h, aqui na Arquivo sobre o livro "O SENTIDO DO FIM", de Julian Barnes. Os anfitriões serão Álvaro Romão e Paulo Kellerman. Para participar basta inscrever-se ao balcão da Livraria ou enviar email para agenda@arquivolivraria.pt . E ler o livro antes da sessão.
CLUBE DE LEITURA ARQUIVO:
O QUE É:
... - um espaço que junta quem gosta de ler para, em ambiente informal, partilhar a experiência de leitura de um livro de ficção previamente escolhido. Em conjunto com o grupo informal que ali se reúne, lê-se excertos em voz alta, analisa-se, discutem-se diferentes ângulos de leitura e relacionam-se com outras leituras e as vivências de cada um. Porque sendo a leitura um ato solitário facilmente se pode tornar numa forma de partilha. E como diz Proust “cada leitor, quando lê, só está a ler sobre si próprio”
A QUEM SE DIRIGE:
- adultos (no mínimo 16 anos), que gostem de ler e estejam dispostos a ler os livros sugeridos para cada sessão; e que gostem de conversar e partilhar ideias, vivências, leituras.
QUEM MODERA:
Estes encontros serão conduzidos pelo escritor Paulo Kellerman e o cineasta Álvaro Romão, que conduzem as sessões.
PERIODICIDADE:
- ultima quarta-feira do mês.
Início: 18h30; Duração: até 2h
CONDIÇÕES DE PARTICIPAÇÃO:
Entrada gratuita (basta ter lido o livro escolhido para essa sessão) mas sujeita a inscrição prévia.
O primeiro encontro vai ser dia 30 de maio, às 19h, aqui na Arquivo sobre o livro "O SENTIDO DO FIM", de Julian Barnes. Os anfitriões serão Álvaro Romão e Paulo Kellerman. Para participar basta inscrever-se ao balcão da Livraria ou enviar email para agenda@arquivolivraria.pt . E ler o livro antes da sessão.
CLUBE DE LEITURA ARQUIVO:
O QUE É:
... - um espaço que junta quem gosta de ler para, em ambiente informal, partilhar a experiência de leitura de um livro de ficção previamente escolhido. Em conjunto com o grupo informal que ali se reúne, lê-se excertos em voz alta, analisa-se, discutem-se diferentes ângulos de leitura e relacionam-se com outras leituras e as vivências de cada um. Porque sendo a leitura um ato solitário facilmente se pode tornar numa forma de partilha. E como diz Proust “cada leitor, quando lê, só está a ler sobre si próprio”
A QUEM SE DIRIGE:
- adultos (no mínimo 16 anos), que gostem de ler e estejam dispostos a ler os livros sugeridos para cada sessão; e que gostem de conversar e partilhar ideias, vivências, leituras.
QUEM MODERA:
Estes encontros serão conduzidos pelo escritor Paulo Kellerman e o cineasta Álvaro Romão, que conduzem as sessões.
PERIODICIDADE:
- ultima quarta-feira do mês.
Início: 18h30; Duração: até 2h
CONDIÇÕES DE PARTICIPAÇÃO:
Entrada gratuita (basta ter lido o livro escolhido para essa sessão) mas sujeita a inscrição prévia.
O livro de mês
Caligrafia dos Sonhos – Juan Marsé

«Em meados dos anos quarenta, Ringo é um rapazinho de quinze anos que passa as horas mortas no bar da senhora Paquita, movendo os dedos sobre a mesa, como se praticasse as lições de piano que a família já não lhe pode pagar. Nessa taberna do bairro de Gracia, o miúdo é testemunha da história de amor de Vicky Mir e do senhor Alonso: ela, uma mulher entrada em anos e abundante de carnes, massagista de profissão, ingénua e apaixonadiça; ele, um cinquentão garboso que acabou por se instalar em sua casa. Ali vivem, junto de Violeta, a filha da senhora Mir, até que sucede algo inesperado: um domingo à tarde, Vicky deita-se nas linhas mortas de um elétrico tentando um suicídio impossível e patético, e o senhor Alonso desaparece para não voltar.»
O Autor
Juan Marsé nasceu em Barcelona em 1933.
A sua carreira literária começou em 1959, ano em que começou a publicar crónicas em revistas literárias e em que obteve o Prémio Sésamo de contos. Desde então publicou diversas obras, muitas delas premiadas: "Últimas Tardes com Teresa" (1966; Prémio Biblioteca Breve 1965), o ponto de partida de um universo narrativo que estará presente em toda a produção literária do autor a Barcelona do pós-guerra e o contraste entre a alta burguesia catalã e os emigrantes.
Foi-lhe atribuído o prémio Cervantes 2008.

«Em meados dos anos quarenta, Ringo é um rapazinho de quinze anos que passa as horas mortas no bar da senhora Paquita, movendo os dedos sobre a mesa, como se praticasse as lições de piano que a família já não lhe pode pagar. Nessa taberna do bairro de Gracia, o miúdo é testemunha da história de amor de Vicky Mir e do senhor Alonso: ela, uma mulher entrada em anos e abundante de carnes, massagista de profissão, ingénua e apaixonadiça; ele, um cinquentão garboso que acabou por se instalar em sua casa. Ali vivem, junto de Violeta, a filha da senhora Mir, até que sucede algo inesperado: um domingo à tarde, Vicky deita-se nas linhas mortas de um elétrico tentando um suicídio impossível e patético, e o senhor Alonso desaparece para não voltar.»
O Autor
Juan Marsé nasceu em Barcelona em 1933.
A sua carreira literária começou em 1959, ano em que começou a publicar crónicas em revistas literárias e em que obteve o Prémio Sésamo de contos. Desde então publicou diversas obras, muitas delas premiadas: "Últimas Tardes com Teresa" (1966; Prémio Biblioteca Breve 1965), o ponto de partida de um universo narrativo que estará presente em toda a produção literária do autor a Barcelona do pós-guerra e o contraste entre a alta burguesia catalã e os emigrantes.
Foi-lhe atribuído o prémio Cervantes 2008.
Sugestão para o calor
E com o calor, aqui fica uma sugestão fresca para o almoço:
a nossa Salada de agriões com laranja, queijo de cabra, amêndoas e vinagreta de mel com o sumo do dia (de manga, laranja e banana). Na Arquivo, claro!
Venha visitar a exposição de Alfredo Luz sobre desenhos de Mário Botas
Num mundo em constante mudança, num
ritmo acelerado, onde somos pressionados a ser mais ageis e melhores,
como podemos fazer a diferença?
Com atitude positiva! Com
atitude coach!
Pessoas conscientes das suas
capacidades são pessoas motivadas, focadas em objectivos e prontas a responder
positivamente às mudanças do dia-a-dia.
Junte-se a nós neste workshop que o
ajudará a focar nos seus objectivos, consciente do seu verdadeiro
potencial e a ter uma atitude positiva perante a vida e perante os outros.
OBJECTIVO
DO WORKSHOP | desenvolver o autoconhecimento e a atitude coach
PROGRAMA
|
A
metodologia do coaching
Desenvolvimento
pessoal e atitude coach
Dinâmica
role-play
O Workshop será conduzido por Sandrina Leal e Cristina Trovão
| Coaches & Coaching Trainers Certificadas pela ISPC (International School
of Professional Coaching).
Outros produtos... Marcadores /Bookmarks
Um marcador simples com um sistema incorporado para marcar a página.
Apresenta-se em vários padrões.
E ainda...
Vista o seu livro e leve-o a passear com dub, dressed up books.
Esta é uma capa adaptável, reutilizável e lavável para os seus livros. Escolha um tamanho, um padrão, siga as instruções e leve o seu livro a passear.
http://www.dub.com.pt/index.php/como
Pode encontra-los na Livraria Arquivo.
O que ainda vamos ter em Maio
17 Maio|
QUINTA |18h30
Apresentação do livro “As Luzes de Leonor”, de Maria Teresa Horta.
Apresentação do livro “As Luzes de Leonor”, de Maria Teresa Horta.
18 Maio
|SEXTA | 18H30
Conferência "Feng-Shui – Aprenda a Criar Harmonia em Casa", por Alexandre Gama (consultor do programa Querido Mudei a Casa).
Conferência "Feng-Shui – Aprenda a Criar Harmonia em Casa", por Alexandre Gama (consultor do programa Querido Mudei a Casa).
19 MAIO | sábado
Clube de Leitura Arquivinho*
22 MAIO | TERÇA (feriado)
18H30 – Lançamento do livro "Crónicas sem Título", de José Ribeiro Vieira.
26 MAIO |SÁBADO
9h30 - Workshop de Coaching “A Minha Roda da Vida” (todo o dia)*.
15h "Workshop Infantil Autores Portugueses: Sophia de Mello Breyner"*.
Orientado por Susana Neves
18h30
Apresentação do livro “As Coisas”, de Inês Fonseca Santos.
Com a participação de Manuel António Pina (sujeito a confirmação).
Com a participação de Manuel António Pina (sujeito a confirmação).
30 MAIO | QUARTA
19h Clube de Leitura Arquivo*
Livro a analisar "O sentido do Fim", de Julian Barnes.
[*sujeito a inscrição prévia.]
sexta-feira, abril 27
terça-feira, abril 10
Ciclo de Workshops
Autores Portugueses:
- Eça de Queirós - 21 de Abril
- Eça de Queirós - 21 de Abril
- Sophia de Mello B. Andresen - 26 de Maio
- Fernando Pessoa: 9 de Junho
Público: dos 8 e 14 anos.
Conceito Pedagógico: Tendo como base a colecção "O meu primeiro..." da D. Quixote o objectivo destes workshops é dar a a conhecer às crianças, quem foram Eça de Queirós, Sophia de M. B. A. e Fernando Pessoa, destacando alguns traços da sua personalidade e da sua obra, de forma a transmitir o seu testemunho pessoal.
Com uma linguagem simples, fazer uma breve cronologia destes 3 autores e destacar algumas obras lendo e pedindo para ler alguns excertos. O intuito é dar-lhes a conhecer quem foram estes autores e de que forma deixaram uma marca tão forte e perene na literatura portuguesa.
Duração máxima: 3 horas (inicio às 15h00).
Preço: 7,50€ (cada sessão)
terça-feira, abril 3
"Comissão das Lágrimas" é o livro do Mês na Arquivo Livraria
«Se perguntar como tudo começa nenhuma voz responde dado que não falam do passado ou no caso de falarem do passado usam uma linguagem que me escapa, confundindo a vid...a que me pertence com a vida dos outros, qual destas julgo ser eu no meio de centenas de pessoas que não cessam de incomodar-me exigindo que as oiça, aproximam-se-me do ouvido, pegam-me no braço, empurram-me, surge uma cara e logo outra se sobrepõe discursando por seu turno, às vezes não discursos, segredos, confidências, perguntas
- Vês o que trago na mão?(...)»
António Lobo Antunes, in "Comissão das Lágrimas", D. Quixote.
Agenda Cultural Abril Arquivo Livraria
Abril é o MÊS DO LIVRO, com o Dia Internacional do livro infantil (2 Abril) e do Livro em geral (23 de Abril). E a Arquivo Livraria vai estar em festa. Por aqui vão passar o escritor Mia Couto, para apresentar o seu mais recente livro, "A Confissão da Leoa" , António Costa, presidente da Câmara de Lisboa e o seu livro "Caminho Aberto" (uma espécie de autobiografia política na qual o autarca reúne as intervenções que fez nos últimos anos) e a psicóloga Eva Delgado-Martins, com o seu "Casa de Pais...Escola de Filhos".
Este é também o mês de apresentação do Clube de Leitura da Arquivo (para gente crescida) e no dia 23 de Abril estão todos convidados para nos virem ler um trecho do vosso livro preferido na nossa Maratona da Leitura.
E ainda uma espectacular agenda de eventos infantis, com o lançamento dos Workshops de escritores portugueses e outras actividades.
Bons motivos para nos visitar! Até breve!
AGENDA CULTURAL ARQUIVO LIVRARIA | ABRIL
DIA INTERNACIONAL DO LIVRO INFANTIL
2 abril | segunda | todo o dia
Animação de histórias infantis com o Jardim de Infância O Ninho.
Ajudar a ler é ajudar a ser feliz!
Passe pela Arquivo, o dia vai ser muito especial.
MÚSICA
7 abril | sábado | 17
Pequenos Artistas da Samp na Arquivo
APRESENTAÇÃO
13 abril | sexta | 18h
Apresentação do livro "Caminho Aberto", de António Costa.
Apresentação da obra a cargo de Vitor Faria.
CLUBE DE LEITURA ARQUIVINHO
14 abril | sábado | 15 horas
Clube de Leitura Arquivinho.
Animadora: Susana Neves.
16h30 - Animação da história infantil
"Sobe e Desce", de Oliver Jeffers
Animadora: Liliana Gonçalves
18h30 APRESENTAÇÃO
Apresentação do livro "Casa de Pais... Escola de Filhos",
de Eva Delgado-Martins.
Das birras dos mais novos, à questão do dinheiro ou da sexualidade dos mais velhos, passando pelas relações com a escola, com a família, com os psicólogos ou a importância dos modelos que se apresentam, um livro que nos ajudará a acompanhar os nossos filhos no caminho para a idade adulta.
CLUBE DE LEITURA DA ARQUIVO
18 abril | quarta | 19h
Sessão de Apresentação.
"A certeza de que as palavras tocaram o coração do mundo"(Stieg Dagerman).
Dinamização: Álvaro Romão e Paulo Kellerman.
(gratuito mas sujeito a inscrição prévia)
WORKSHOP21 | sábado | 15 H
Workshop Autores Portugueses:
Eça de Queirós
Orientado por Susana Neves. Público-alvo: 8 aos 14 anos.
(Sujeito a inscrição prévia).
Workshop de Ilustração (para adultos),
por André Letria
(sujeito a conf.)
DIA INTERNACIONAL DO LIVRO
E DO DIREITO DE AUTOR
23 | segunda |10h-22h
Maratona de Leitura
Amigos e clientes da Arquivo e quem mais o desejar, a ler em público, durante todo o dia, excertos dos livros da sua vida.
WORKSHOP
28 | sábado | todo dia
"A Atitude Coach na minha Vida",
orientado por Sandrina Leal.
(sujeito a inscrição prévia).
APRESENTAÇÃO
30 | segunda | 18h00
Apresentação do livro "A Confissão da Leoa", de Mia Couto
EXPOSIÇÃO
"Se eu fosse um livro"
Ilustrações de originais do livro "Se eu Fosse um livro", de André Letria
Este é também o mês de apresentação do Clube de Leitura da Arquivo (para gente crescida) e no dia 23 de Abril estão todos convidados para nos virem ler um trecho do vosso livro preferido na nossa Maratona da Leitura.
E ainda uma espectacular agenda de eventos infantis, com o lançamento dos Workshops de escritores portugueses e outras actividades.
Bons motivos para nos visitar! Até breve!
AGENDA CULTURAL ARQUIVO LIVRARIA | ABRIL
DIA INTERNACIONAL DO LIVRO INFANTIL
2 abril | segunda | todo o dia
Animação de histórias infantis com o Jardim de Infância O Ninho.
Ajudar a ler é ajudar a ser feliz!
Passe pela Arquivo, o dia vai ser muito especial.
MÚSICA
7 abril | sábado | 17
Pequenos Artistas da Samp na Arquivo
APRESENTAÇÃO
13 abril | sexta | 18h
Apresentação do livro "Caminho Aberto", de António Costa.
Apresentação da obra a cargo de Vitor Faria.
CLUBE DE LEITURA ARQUIVINHO
14 abril | sábado | 15 horas
Clube de Leitura Arquivinho.
Animadora: Susana Neves.
16h30 - Animação da história infantil
"Sobe e Desce", de Oliver Jeffers
Animadora: Liliana Gonçalves
18h30 APRESENTAÇÃO
Apresentação do livro "Casa de Pais... Escola de Filhos",
de Eva Delgado-Martins.
Das birras dos mais novos, à questão do dinheiro ou da sexualidade dos mais velhos, passando pelas relações com a escola, com a família, com os psicólogos ou a importância dos modelos que se apresentam, um livro que nos ajudará a acompanhar os nossos filhos no caminho para a idade adulta.
CLUBE DE LEITURA DA ARQUIVO
18 abril | quarta | 19h
Sessão de Apresentação.
"A certeza de que as palavras tocaram o coração do mundo"(Stieg Dagerman).
Dinamização: Álvaro Romão e Paulo Kellerman.
(gratuito mas sujeito a inscrição prévia)
WORKSHOP21 | sábado | 15 H
Workshop Autores Portugueses:
Eça de Queirós
Orientado por Susana Neves. Público-alvo: 8 aos 14 anos.
(Sujeito a inscrição prévia).
Workshop de Ilustração (para adultos),
por André Letria
(sujeito a conf.)
DIA INTERNACIONAL DO LIVRO
E DO DIREITO DE AUTOR
23 | segunda |10h-22h
Maratona de Leitura
Amigos e clientes da Arquivo e quem mais o desejar, a ler em público, durante todo o dia, excertos dos livros da sua vida.
WORKSHOP
28 | sábado | todo dia
"A Atitude Coach na minha Vida",
orientado por Sandrina Leal.
(sujeito a inscrição prévia).
APRESENTAÇÃO
30 | segunda | 18h00
Apresentação do livro "A Confissão da Leoa", de Mia Couto
EXPOSIÇÃO
"Se eu fosse um livro"
Ilustrações de originais do livro "Se eu Fosse um livro", de André Letria
segunda-feira, abril 2
"Colectivos de Animais e outros Mais" é o Livro do Mês do Clube Arquivinho
Entre rebanhos, matilhas, Manadas e ninhadas Que vivem em ilhas, Em pomares Ou em florestas encantadas, Há flores, aromas e cores, E mais coisas mencionadas. Como orquestras, equipas E até um elenco, O que aqui vais ver É fruto de muito talento.
COLECTIVOS DE ANIMAIS E OUTROS MAIS
Texto de José Jorge Letria e ilustração de Afonso Cruz
Editora: Texto
Agora apenas 9,03€ (em vez de 12,90€)
Dia Internacional do Livro Infantil
MENSAGEM DO DIA INTERNACIONAL DO LIVRO INFANTIL
por Francisco Hinojosa, México
Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro
Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro. Na verdade não era só um, mas muitos os contos que enchiam o mundo com as suas histórias de meninas desobedientes e lobos sedutores, de sapatinhos de cristal e príncipes apaixonados, de gatos astutos e soldadinhos de chum...bo, de gigantes bonacheirões e fábricas de chocolate. Encheram o mundo de palavras, de inteligência, de imagens, de personagens extraordinárias. Permitiram risos, encantos e convívios. Carregaram-no de significado. E desde então os contos continuam a multiplicar-se para nos dizerem mil e uma vezes: “Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro…”
Quando lemos, contamos ou ouvimos contos, cultivamos a imaginação, como se fosse necessário dar-lhe treino para a mantermos em forma. Um dia, sem que o saibamos certamente, uma dessas histórias entrará na nossa vida para arranjar soluções originais para os obstáculos que se nos coloquem no caminho.
Quando lemos, contamos ou ouvimos contos em voz alta, estamos a repetir um ritual muito antigo que cumpriu um papel fundamental na história da civilização: construir uma comunidade. À volta dos contos reuniram-se as culturas, as épocas e as gerações, para nos dizerem que japoneses, alemães e mexicanos são um só; como um só são os que viveram no século XVII e nós mesmos, que lemos um conto na Internet; e os avós, os pais e os filhos. Os contos chegam iguais aos seres humanos, apesar das nossas grandes diferenças, porque no fundo todos somos os seus protagonistas.
Ao contrário dos organismos vivos, que nascem, reproduzem-se e morrem, os contos são fecundos e imortais, em especial os da tradição oral, que se adequam às circunstâncias e ao contexto do momento em que são contados ou rescritos. E são contos que nos tornam seus autores quando os recontamos ou ouvimos.
E também era uma vez um país cheio de mitos, contos e lendas que viajaram durante séculos, de boca em boca, para mostrar a sua ideia de criação, para narrar a sua história, para oferecer a sua riqueza cultural, para aguçar a curiosidade e levar sorrisos aos lábios. Era igualmente um país onde poucos habitantes tinham acesso aos livros. Mas isso é uma história que já começou a mudar. Hoje os contos estão a chegar cada vez mais aos lugares distantes do meu país, o México. E, ao encontrarem os seus leitores, estão a cumprir o seu papel de criar comunidades, de criar famílias e de criar indivíduos com maior possibilidade de serem felizes.
Francisco Hinojosa
(trad. Maria Carlos Loureiro)
por Francisco Hinojosa, México
Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro
Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro. Na verdade não era só um, mas muitos os contos que enchiam o mundo com as suas histórias de meninas desobedientes e lobos sedutores, de sapatinhos de cristal e príncipes apaixonados, de gatos astutos e soldadinhos de chum...bo, de gigantes bonacheirões e fábricas de chocolate. Encheram o mundo de palavras, de inteligência, de imagens, de personagens extraordinárias. Permitiram risos, encantos e convívios. Carregaram-no de significado. E desde então os contos continuam a multiplicar-se para nos dizerem mil e uma vezes: “Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro…”
Quando lemos, contamos ou ouvimos contos, cultivamos a imaginação, como se fosse necessário dar-lhe treino para a mantermos em forma. Um dia, sem que o saibamos certamente, uma dessas histórias entrará na nossa vida para arranjar soluções originais para os obstáculos que se nos coloquem no caminho.
Quando lemos, contamos ou ouvimos contos em voz alta, estamos a repetir um ritual muito antigo que cumpriu um papel fundamental na história da civilização: construir uma comunidade. À volta dos contos reuniram-se as culturas, as épocas e as gerações, para nos dizerem que japoneses, alemães e mexicanos são um só; como um só são os que viveram no século XVII e nós mesmos, que lemos um conto na Internet; e os avós, os pais e os filhos. Os contos chegam iguais aos seres humanos, apesar das nossas grandes diferenças, porque no fundo todos somos os seus protagonistas.
Ao contrário dos organismos vivos, que nascem, reproduzem-se e morrem, os contos são fecundos e imortais, em especial os da tradição oral, que se adequam às circunstâncias e ao contexto do momento em que são contados ou rescritos. E são contos que nos tornam seus autores quando os recontamos ou ouvimos.
E também era uma vez um país cheio de mitos, contos e lendas que viajaram durante séculos, de boca em boca, para mostrar a sua ideia de criação, para narrar a sua história, para oferecer a sua riqueza cultural, para aguçar a curiosidade e levar sorrisos aos lábios. Era igualmente um país onde poucos habitantes tinham acesso aos livros. Mas isso é uma história que já começou a mudar. Hoje os contos estão a chegar cada vez mais aos lugares distantes do meu país, o México. E, ao encontrarem os seus leitores, estão a cumprir o seu papel de criar comunidades, de criar famílias e de criar indivíduos com maior possibilidade de serem felizes.
Francisco Hinojosa
(trad. Maria Carlos Loureiro)
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