terça-feira, dezembro 13

O SENTIDO DO FIM
Julian Barnes
Editora: Quetzal
Tradução de Helena Cardoso
Vencedor do Man Booker Prize 2011.

«A escrita de Barnes - com as suas frases perfeitas, por vezes a raiar o sublime - faz deste livro uma obra-prima.» José Mário Silva, Expresso.


«Naquele tempo imaginávamo-nos fechados numa espécie de redil, à espera que nos soltassem para a vida. E, quando o momento chegasse, as nossas vidas - e o próprio tempo - acelerariam. Como podíamos saber que, de qualquer modo, as nossas vidas já haviam começado, que já levávamos vantagem, que algum dano já fora infligido? E também que a nossa libertaçaõ seria simplesmente para um redil maior, cujas fronteiras eram no início indiscerníveis. Entretanto tínhamos fome de livros, fome de sexo, éramos adeptos do mérito e da anarquia» Julian Barnes, in "O Sentido do Fim"

Tony Webster só conheceu Adrian Finn no fim do liceu. Famintos de livros e de sexo, e sem namoradas, viviam esses dias em conjunto, trocando afetações, piadas privativas, rumores, e mordacidades de todo o género. Talvez Adrian fosse mais sério do que os outros, e seria certamente mais inteligente. Mesmo assim juraram que ficariam amigos para o resto da vida. Tony está agora reformado. Teve uma carreira, um casamento e um divórcio amigável. E nunca fez nada para magoar ninguém - ou pelo menos acredita nisso. Mas a chegada da carta de uma advogada desencadeia uma série de surpresas e acontecimentos inesperados que lhe vão mostrar que a memória é afinal uma coisa altamente imperfeita.
"O Sentido do Fim", o mais recente romance de Julian Barnes e livro recém-galardoado com o Man Booker Prize 2011 - é a história de um homem que se confronta com o seu passado mutável. Com marcas da literatura inglesa clássica - na apreciação do júri que o distinguiu - "O Sentido do Fim" constrói, com grande delicadeza e precisão, uma trama tensa, forte, e revela a mestria de um dos maiores escritores dos nossos tempos.

Julian Barnes nasceu em Leicester em 1946. É autor de mais de uma dezena de livros, alguns publicados pela Quetzal como O Papagaio de Flaubert e Nada a Temer. A sua obra está traduzida em trinta idiomas, e três dos seus romances foram finalistas do Booker Prize. Barnes foi o único escritor galardoado com o Prémio Medicis e o Prémio Femina (com O Papagaio de Flaubert). Foi ainda distinguido com o Prémio do Estado da Áustria para escritores estrangeiros e, mais recentemente, com o David Cohen Prize. O Sentido do Fim, o seu mais recente romance agora publicado pela Quetzal, acaba de receber o Man Booker Prize 2011.Julian Barnes foi casado com a agente literária Pat Kavanagh até à morte desta, em 2008, e vive em Londres.
O escritor José Luís Peixoto vai estar na Arquivo no próximo dia 20 de Dezembro para uma conversa com os leitores sobre os seus livros, em especial "Abraço" e "Livro".

Eduardo Sá e "Nunca se perde uma Paixão"


à conversa com Eduardo Sá estará a socióloga Patrícia Ervilha.

ACERCA DE

Nunca se Perde uma Paixão
Histórias e Ensaios sobre o Amor
«Nunca estamos preparados para o amor. Porque ele exige muitos momentos de ambivalência, de contradições e interpelações sucessivas até que seja mesmo ... amor. Todo o amor é, de certo modo, o primeiro. Outra vez!
Porque não há nada como nos perdermos em alguém para nos encontrarmos a nós. E dois mundos que se abrem um para o outro são duas comunidades de experiências e duas multidões de pessoas dispostas a ligar-se. Como podíamos então, diante de uma complexidade tão significativa de apelos, estar preparados para o amor?»

Eduardo Sá é psicólogo e psicanalista. Professor de Psicologia Clínica e Psicanálise na Universidade de Coimbra e no ISPA, em Lisboa. Autor de livros de divulgação e de textos psicanalíticos.
Colabora, actualmente, na revista Pais & Filhos e desde há vários anos, diariamente, na Antena 1. Nunca se Perde uma Paixão é o seu mais recente livro.

Outros títulos publicados pelo autor:
Os Dias do Avesso; Tudo o que o Amor não É; Más Maneiras de Sermos Bons Pais; Livro de Reclamações das Crianças; Crianças para Sempre; Chega-te a Mim e Deixa-te Estar; A Vida Não se Aprende nos Livros.

Tiago Baptista à conversa com Isabel Baraona na Arquivo



Tiago Baptista tem um livro de banda desenhada com o título "Fábricas, Baldios, Fé e pedras atiradas à Lama", editado numa parceria entre o a9)))) e a Oficina do Cego.
Sexta-feira, dia 16 de Dezembro, Tiago Baptista conversará com Isabel Baraona acerca deste livro, na Arquivo Livraria.

O Livro do Tiago Baptista
“Fábricas, Baldios, Fé e Pedras atiradas à Lama”
As pinturas e os desenhos do Tiago Baptista são obras maiores da arte de colocar umas coisas com as outras, ou daquilo a que Alberti chamou “história”. A “história” é a criação de uma história através da disposição das suas partes com vista à criação de um efeito visual (a pintura).
A nossa visão devora constantemente as histórias do mundo e com elas as do Tiago Baptista, e com um gozo grande por serem tão bem feitas.
O Tiago Baptista é um artista de Leiria que pinta e desenha como poucos artistas fazem em Portugal (e em Espanha e nos outros países).
O que pinta e desenha não são coisas fáceis de pensar e ainda menos de dizer e deve ser por isso que as pinta e desenha.
O desenho é uma maneira de pensar, é uma maneira complicada de pensar por camadas (não são camadas distintas, são nevoeiros de partículas) que podem não ficar presas na folha do papel e que podem parecer não ter uma ordem quando tentamos criar a nossa coerência a partir das suas marcas.
O que sei é que são desenhos que não me deixam indiferentes e que são desenhos de um desenhador que sabe cada vez melhor que o é.
Os desenhos do Tiago Baptista são feitos não sei como, mas pressinto que às vezes lhe deve custar muito pô-los cá fora e deve ser por isso que os faz tão presentes ao nosso reconhecimento, como uma ilusão (como deve ser). Estes desenhos contam sempre uma história e são as legendas desenhadas por cima dos desenhos desenhados que nos colocam numa posição que por vezes preferíamos que fosse só do Tiago, presentes no mundo como ele é quando o Tiago o pensa,
Os desenhos são bons, tão bons que o a9)))) e a Oficina do Cego se juntaram para editar um livro com eles.
João dos Santos

quarta-feira, dezembro 7

Os livros, esses bens essenciais...

«Em tempo de austeridade e desesperança, é bom não subestimar a capacidade de consolo ou de evasão de uma criação literária. Histórias exemplares, narrativas mais ou menso convencionais, opiniões, subversões, inspirações, todas estas eswcolhas cabem debaixo da nossa árvore natalícia. E como sabemos agora que os bolsos estão mais vazios, o verdadeiro lixo pode ser escolher, oferecer, e ler, um bom livroSilvia Souto e Cunha, in revista Visão (8 a 14 de dezembro 2011).





terça-feira, dezembro 6

Sábado há História Infantil na Arquivo: O crocodilo e a girafa - uma família igual às outras"


"CROCODILO E GIRAFA: UMA FAMILIA IGUAL ÀS OUTRAS
Daniela Kulot
Editora: Kalandraka
A família que Crocodilo e Girafa acabam por constituir e pois ampliada, e todos juntos mostram que não só conseguem manter uma convivência perfeitamente normal, como também, além disso, formam uma boa equipa, capaz de sair airosa de qualquer peripécia. Esta aventura tem lugar na piscina da casa onde vivem, uma casa à medida de Crocodilo e Girafa: uma manhã, ao pequeno-almoço, surge uma avaria inesperada que provoca um enorme reboliço e da qual conseguem sair graças ao engenho e a audácia dos bebés, Krokira e Raffolo...

quinta-feira, dezembro 1

Pequenos Artistas da SAMP na Arquivo

3 dez | sábado | 17h
Pequenos Artistas
Especial Aniversário SAMP

Numa sala onde os graúdos costumam ter conversas muito sérias, ou apresentam os seus livros, quadros e fotografias, dá-se lugar à música dos pequenos músicos SAMP. Eles enriquecem as tardes culturais da Arquivo com os seus instrumentos, cada um ao seu estilo! Antes de procurar a próxima leitura do seu pequerrucho pode agora ouvir Bach, Mozart, ou até mesmo uma bonita canção infantil. Sempre no primeiro sábado de cada mês á hora do lanche, para abrir o apetite musical dos mais novos…

segunda-feira, novembro 28

Sérgio Godinho apresenta "Sérgio Godinho e as 40 Ilustrações"

3 dezembro | sábado | 18h30

à conversa com... Sérgio Godinho
e João Paulo Cotrim

a propósito do livro "Sérgio Godinho e as 40 ilustrações"

Sérgio Godinho, que comemora 40 anos de canções, escolheu 40 músicas do seu espólio para serem depois “reinterpretadas” por outros tantos ilustradores de muitas gerações e todos os estilos, sob orientação de João Paulo Cotrim. O resultado desta união entre letras e desenhos ajudou o autor, compositor e cantor português, como revela no prefácio, a “perceber melhor o que dizem as palavras. A música pura diz tudo sem mostrar nada, e só depois as frases da palavra lhe dão percursos, caras e intenções. Uma canção pronta é indiciada apenas como versão primeira de uma que se irá seguir. Por isso gosto tanto da ideia de versão, onde de repente fica provada a profunda essência plástica de uma melodia e de um verso. É, no limite, uma história sem fim, que se desdobra e se desfia, como o infinito sempre à mão. No caso, a música semeou-se em manchas e riscos, e eu fui descobrindo, atónito, as novas caríssimas versões das minhas inesperadas canções. Sinto-me brindado, e orgulhoso por ser o veículo em que se mostra o ardor criativo da ilustração portuguesa. Em plurais viagens, quarenta porque não há lugar para mais.”
O livro foi editado por João Paulo Cotrim, a escolha das músicas foi de Sérgio Godinho, e as ilustrações são de 40 conhecidos ilustradores, pertencendo a edição gráfica à Silva Designers.

Dezembro na Arquivo



AGENDA CULTURAL
ARQUIVO LIVRARIA
3 dezembro | sábado |17h
Pequenos Artistas "Especial Aniversário" SAMP.

3 dezembro | sábado | 18h30
À conversa com...Sérgio Godinho e João Paulo Cotrim
a propósito do livro "Sérgio Godinho e as 40 ilustrações".

8 dezembro | quinta  | 17h30
Palestra "A saúde nas suas mãos", por Francisco Varatojo.

10 dezembro | sábado | 16h30
Animação de história infantil "Crocodilo e girafa. Uma família igual às outras", de Daniela Kulot.
Animadora: Liliana Gonçalves.

17 dezembro | sábado | 15h00
Clube de Leitura Arquivinho
Moderadora: Susana Neves.

A partir de 8 de dezembro:
Exposição Colectiva de Ilustração Infantil.

17 de Dezembro | sábado | 17h30
À conversa com.... Eduardo Sá
a propósito do livro "Nunca se perde uma paixão".

sexta-feira, novembro 25

O Nome da Rosa, de Umberto Eco

Uma reedição há muito aguardada
O NOME DA ROSA
Umberto Eco
Trad. Jorge Vaz de Carvalho
Editora: Gradiva
Primeira edição em todo o mundo da versão revista pelo autor. Numa nova tradução, admirável, do Professor Jorge Vaz de Carvalho que acaba de ser galardoado com o Prémio PEN Clube Português 2010 na categoria de ensaio, com a obra Jorge de Sena: "Sinais de Fogo" como Romance de Formação.

Indignai-vos!, de Stéphane Hessel

INDIGNAI-VOS!
Stéphane Hessel
Prefácio de Mário Soares
Editora: Objectiva

«O ambiente social português, fustigado por uma crise económica e finaceira gravíssima, que obriga a medidas de austeridade que doem no bolso dos cidadãos, não pode ser resolvido com manifestações nem, muito menos, com revoltas de rua, embora legítimas, desde que pacíficas.(...) Mas os portugueses tê, obivamente, o direito à indignação, como sempre disse. É um dos atributos da Democracia. E mais do que isso: têm o direito a ser informados pelos Partidos e pelos Governos das dificuldades do País e da marcha da governação, em debates esclarecedores, que estimulem a participação dos cidadãos. Só assim os portugueses poderão ser mobilizados", Mário Soares, no Prefácio, Janeiro 2011.

«A minha longa vida deu-me uma série de motivos para me indignar». Quem escreve é Stéphane Hessel, 93 anos, herói da Resistência francesa, sobrevivente dos campos de concentração nazis e um dos redactores da Declaração Universal dos Direitos Humanos. É com a autoridade moral de um resistente inconformado e de um lutador visionário que Stéphane Hessel nos alerta, neste breve manifesto, para o facto de existirem hoje tantos e tão sérios motivos para a indignação como no tempo em que o nacionalsocialismo ameaçava o mundo livre. Se procurarmos, certamente encontraremos razões para a indignação: o fosso crescente entre muito pobres e muito ricos, o estado do planeta, o desrespeito pelos emigrantes e pelos direitos humanos, a ditadura intolerável dos mercados financeiros, a injustiça social, entre tantos outros. Aceitemos o desafio de Stéphane Hessel, procurando neste livro e no mundo que nos rodeia os motivos para a insurreição pacífica, pois "cabe-nos a todos em conjunto zelar para que a nossa sociedade se mantenha uma sociedade da qual nos orgulhemos."

sábado, novembro 19

Exposição de Catarina Domingues na Arquivo

«O que é que ouço no silência da noite? Neste lugar enfeitiçado pelos sons da vida. Ouco os pássaros, parece-se com um mar de som, uma mais aqui, um mais ali, um gato ao longe, uma mosca inexistente.(...)»

Catarina Domingues nasceu em Lisboa decorria o ano de 1987.

Licenciou-se em Artes Plásticas na Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha, em 2010. De momento frequenta o Mestrado em Pintura na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa.
Em 2010 e 2011participou na exposição colectiva Nada em Comum, em Leiria, e em 2009 participou na Exposição de Finalistas, na ESAD. Em 2011 fez a sua primeira exposição individual na SEDE do a9)))), em Leiria, intitulada Encontro.
catarinadomingues@live.com.pt

Exposição patente até 8 de dezembro.

Rui Zink e O Amante é sempre o último a saber na Arquivo Livraria

CRÍTICAS
«Rui Zink é hábil na forma como "esgrime" com a linguagem e é magistral no uso do humor, tanto em situações absurdas como em momentos trágicos e violentos.(...) mas Zink é, também, um escritor terno e preocupado, que não se esque da sua missão: fazer reflectir sobre as culturas e identidades, sobre o impossível equlíbrio entre tradição e modernidade, entre a sobrevivência feroz e a expressão dos afectos, entre o ritual e a pesquisa cientifica, entre a ética e a ganância.. No final, fica-se com o riso de Koharu, a menina atómica: um futuro brilhantes ou o nosso maior pesadeloHelena Vasconcelos, in ípsilon, suplemento Público de 11 de Novembro de 2011.

«À imagem de um Orwell, de um Zaimiatine ou de um Huxley, o escritor português constróis um conto satírico de grande alcance político e filosófico.[...] Uma obra veemente, um pesadelo que nos interpela com uma virulência que rareia no actual panorama literário.», L'accoudoir

«Guy Debord teorizou a sociedade do espectáculo, Rui Zink concretizou-a'», La cause littéraire.
ACERCA DO LIVRO:
Teresa, uma mulher forte e poderosa, vai ao Japão procurar o filho há muito perdido. Tano, o professor de artes marciais do jovem e seu mentor, é forçado a acompanhá-la, regressando a contragosto ao páis natal que há muito não visitava. Duas pessoas e dois universos culturais que parecem muito distantes, mas que, afinal têm mais pontos em comum do que poderíamos pensar.
História de desencontros e da possibilidade de encontros felizes, O Amante é sempre o último a saber, fala-nos de um mundo em mudança, onde o amor toma novas qualidfades e a esperança é a última a morrer.
Três anos depois de O Destino Turístico, Rui Zink regressa com um romance que no põe perante questões com que, cedo ou mais tarde, todos nos confrontamos. Por vezes cedo e tarde, por vezes mesmo a tempo. O amor é uma dança incurável. E uma cura para o mal que nos mata.

ACERCA DO AUTOR:
Rui Zink nasceu em Lisboa em 1961. É escritor e professor no Departamento de Estudos Portugueses da Universidade Nova de Lisboa.
Estreou-se como ficcionista em 1986 e desde então publicou mauis de duas dezenas de obras, entre ficção, ensaio, literatura para a infância, BD e Teatro. Alguns dos seus livros encontram-se traduzidos para inglês, alemão, hebraico, japonês, romeno, sérvio, croata e francês.

José e Pilar, de Miguel Gonçalves Mendes

JOSÉ E PILAR
Conversas Inéditas
Miguel Gonçalves Mendes
Prefácio de Valter Hugo Mãe
Editora: Quetzal
Durante quantro anos, Miguel Gonçalves Mendes filmou José saramago e Pilar del Rio, na intimidade de Lanzarote, em viagens de trabalho por todo o mundo, em festas com os amigos e a família. Desse intenso registo resultaram, primeiro, o filme José e Pilar, e agora o livro, que se compõe, essencialmente, de material inédito: centenas de horas de conversa que exploram grandes questões como a política, o amor, o trabalho, a literatura e a morte.

«A celebração da vida de alguém que, a partir de agora, todos podem conhecer de perto, pelo lado íntimo dos seus gestos, o lado sempre menino, despido, do seu discurso.»
«Amplo e universal. Tão delicado quanto forte. Muito honesto.». Valter Hugo Mãe

quinta-feira, novembro 17

O Mapa e o Território, de Michel Houllebecq (Prémio Goncourt)

O MAPA E O TERRITÓRIO
Michel Houellebecq
Editora: Alfaguara
Tradução de Pedro Tamen

Se a história deste romance nos fosse contada por Jed Martin, talvez ele começasse por falar da avaria da caldeira do seu apartamento, num dia 15 de Dezembro. Ou dos solitários Natais passados com o pai, um arquitecto famoso que sonha construir cidades fantásticas mas ganha a vida a projectar resorts de férias. Talvez não falasse do suicídio da mãe quando tinha apenas sete anos, porque são muito ténues as recordações que dela guarda. Mas mencionaria certamente Olga, uma lindíssima russa, que conheceu por ocasião da primeira exposição do seu trabalho fotográfico baseado nos mapas de estradas Michelin. Apesar de indiferente à fama e à fortuna, Jed poderia mencionar o êxito estrondoso que alcançou com uma série de quadros de célebres personalidades de todos os meios, retratadas no exercício da sua profissão. Um dos retratados é Michel Houellebecq (sim, o autor), num trabalho conjunto que mudará a vida de ambos: fonte de vida para um e razão de morte para outro. Confrontado com o homicídio de uma pessoa próxima de si, Jed não poderia deixar de incluir no seu relato como ajudou o comissário Jasselin a esclarecer esse crime hediondo, cujo cenário aterrador deixou marcas profundas nas equipas da Polícia.

Michel Houllebecq, unanimamente considerado como um dos mais importantes escritores europeus deste século, regressa em "O mapa e o território" aos temas que lhe são mais caros - a solidão, os limites das relações amorosas, o absurdo mundo em que vivemos - para pintar um retrato mordaz mas contido da sociedade contemporânea.

Os Diálogos dos Amantes, de Francesco Alberoni

OS DIÁLOGOS DOS AMANTES
Francesco Alberoni
Editora: Bertrand
Tradução de Maria Nóvoa

A primeira obra de ficção do autor de O Erotismo, A Amizade, Sexo e Amor, e Lições de Vida
Num futuro próximo, em que a manipulação genética a neurociência ameaçam a autoridade do indivíduo e a unidade da espécie humana, Sakùntala e Rogan exploram desejos e paixões através de um diálogo sem tabus nem inibições. O seu amor, exclusivo e fiel, constrói-se à medida que se vão conhecendo e que vão vivendo experiências eróticas e sentimentais sempre novas. Através dos seus diálogos, vamos descobrindo um mundo no qual a programação genética vai conduzindo a humanidade a um sistema de castas e à abolição da liberdade de escolha individual, um sistema contra o qual se batem os protagonistas, arriscando a própria vida.
Acima de tudo, exploramos com os dois amantes o derradeiro reduto que é o sexo, o meio através do qual homens e mulheres podem alcançar a mais profunda das intimidades.

O Arranca Corações, de Boris Vian

O ARRANCA CORAÇÕES
Boris Vian
Editora: Relógio d'Água
Tradução: Luíza Neto Jorge
Jacquemort, psiquiatra, chega a casa de Angel e Clémentine, que está em final de gravidez. Jacquemort vai então ajudá-la a dar à luz três rapazes gémeos, Noël, Joël e Citroën, que, ao contrário dos irmãos, nunca grita. Angel está fechado em casa há dois meses pela mulher, que aceitou mal a gravidez. Só depois do parto é libertado. Jacquemort revela-lhe as razões que o levaram a este recanto aparentemente tranquilo. Ele possui uma capacidade de vazio e procura preenchê-la psicanalisando as pessoas e assimilando os seus sentimentos através de uma psicanálise «integral». Neste romance, Boris Vian revela um universo terrível, o dos desejos mais implacáveis, em que todo o amor esconde o ódio.
Como escreveu Gilbert Pestureau, no prefácio à edição francesa, neste romance em que o número três desempenha um papel central, «os adultos são selvagens, ferozes ou infelizes, condenados à solidão, enquanto as crianças, cúmplices na magia, procuram secretamente a sua paixão de viver». Tudo isto numa «aldeia entorpecida na vergonha e na religião», onde «os trigémeos exploram o seu universo feérico enquanto uma mãe, que os ama demasiado, lhes reduz inexoravelmente o espaço».

quarta-feira, novembro 16

Arquivo apoia o IV Encontro da Rede Concelhia de Bibliotecas Escolares

Realiza-se nos dias 18 e 19 de Novembro, na Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira, e na Arquivo Livraria, em Leiria, o IV Encontro da Rede Concelhia de Bibliotecas Escolares. Com o mote «wwwlerpontoescola», este encontro pretende reflectir sobre a questão da leitura digital, a gestão de conteúdos electrónicos, a dimensão ética de pesquisa e os vários suportes físicos da leitura de ecrã. Consulte o programa aqui:
http://www.cm-leiria.pt/files/2/documentos/20111031164306640078.pdf

terça-feira, novembro 15

Rui Zink e O Amante é sempre o último a saber na Arquivo Livraria

"Para que servem as imagens?", de Eva Mejuto

Entrada gratuita, mas é necessária inscrição prévia.

Para que servem as imagens?

«Para que serve um livro se não tem desenhos Alice in wonderland, Lewis Carrol
O álbum ilustrado oferece-nos infinitas possibilidades de trabalho e de lazer. Dotar a leitura de imagens para as crianças mostra-se, numa sociedade cada vez mais centrada em parâmetros visuais (publicidade, internet, televisão, videojogos…), cada vez mais necessária. As ilustrações dos álbuns, para além de apoiarem, complementarem e enriquecerem a leitura do texto, permitem que os mais pequenos entrem em contacto com a arte, desenvolvam um critério estético próprio, aprendam a descodificar símbolos, desenvolvam a sua capacidade criativa e desfrutem da leitura com uma nova forma de olhar.
Neste ateliê falamos da importância de proporcionar às crianças ilustrações que abranjam diferentes sensibilidades plásticas, imagens artísticas que ofereçam uma segunda leitura da narração, com intenção de educar a sensibilidade das crianças na fruição da imagem.
Fazemos uma abordagem à história da ilustração infantil, à sua evolução e efetuamos uma análise de diversas técnicas e estilos de ilustração (colagem, acrílico, fotomontagem, escultura...), assim como da narração e das metáforas visuais das imagens presentes nos livros, a partir de ilustrações de diversos livros da OQO.
Abordamos a diferença entre livro ilustrado e álbum ilustrado e as diversas funções que as imagens exercem relativamente ao texto e às suas várias aplicações na aula.
Eva Mejuto

António Mota hoje no Agrupamento de Escolas de Caranguejeira

Organizado pela Arquivo Livraria, o escritor António Mota está hoje num encontro com os alunos do agrupamento de escolas de Caranguejeira.

segunda-feira, novembro 14

Paulo Moreiras e "O Ouro dos Corcundas "na Arquivo Livraria

1Q84
Haruki Murakami
Editora: Casa das Letras
Trad. de Maria João Lourenço e Maria João da rocha Afonso
1.ª edição: Nov. 2011

Num mundo aparentemente normal e de contornos reconhecíveis, movem-se duas personagens centrais: Aomame, uma mulher independente, professora de artes marciais, e Tengo, professor de matemática. Os dois estão quase a entrar na casa dos trinta anos, têm ambos vidas solitárias e ambos se dão conta de ligeiros desajustamentos à sua volta, que os conduzirão fatalmente a um destino comum. Falta dizer que tanto um como o outro são mais do que parecem: a bela Aomame, nas horas vagas, é uam assassína que mata as suas vítimas sem deixar vestígios,, levando toda a gente a pensar que morrreram de morte natural; o apagado Tengo, um escritor em construção a quem o editor, Komatsu de seu nome, encarregou de trabalhar na edição de Crisálida de Ar, obra prometedora, nascida da imaginação (ou talvez não...) de uma adolescente engimática, Fuku-Eri.
Como pano de fundo, o universo típico da melhor ficçãoassinada por Murakami.
As seitas religiosas, qeu o autor investigou a fundo para escrever um livro de não-ficção, os maus-tratos infligidos às mulheres na sociedade actual, e a corrupção que grassa um pouco por toda a parte, são tudo temas poderosos, entre outros, naturalmente que o narrador disseca com precisão orwelliana.
Em 1Q84, Murakami constrói um universo romanesco em que se cruzam histórias inesquecíveis e personagens cativantes. Onde acaba o Japão e começa o admirável mundo novo em que vivemos? Uma ficção que ilumina de forma transversal a aldeia global em que vivemos.