segunda-feira, agosto 29
Exposição de alunos da ESAD-CR
Até 8 de Setembro, na galeria da Arquivo Livraria.
Horário: todos os dias das 10 às 20h30; domingos e feriados das 14h30 às 19h30.
quinta-feira, agosto 25
quarta-feira, agosto 24
Jorge Luis Borges [Buenos Aires, 24 Agosto 1899 | Genebra, 14 de Junho 1986]
«Dos diversos instrumentos do homem, o mais assombroso é, indubitavelmente, o livro. Os outros são extensões do seu corpo. O microscópio e o telescópio são extensões da vista; o telefone é o prolongamento da voz; seguem-se o arado e a espada, extensões do seu braço. Mas o livro é outra coisa: o livro é uma extensão da memória e da imaginação.
Em 'César e Cleópatra' de... Shaw, quando se fala da biblioteca de Alexandria, diz-se que ela é a memória da humanidade. O livro é isso e também algo mais: a imaginação. Pois o que é o nosso passado senão uma série de sonhos? Que diferença pode haver entre recordar sonhos e recordar o passado? Tal é a função que o livro realiza.
(...) Se lemos um livro antigo, é como se lêssemos todo o tempo que transcorreu até nós desde o dia em que ele foi escrito. Por isso convém manter o culto do livro. O livro pode estar cheio de coisas erradas, podemos não estar de acordo com as opiniões do autor, mas mesmo assim conserva alguma coisa de sagrado, algo de divino, não para ser objecto de respeito supersticioso, mas para que o abordemos com o desejo de encontrar felicidade, de encontrar sabedoria.»
Jorge Luis Borges, in 'Ensaio: O Livro'
terça-feira, agosto 23
A História do Mundo em 50 Frases
A HISTÓRIA DO MUNDO EM 50 FRASES
Helge Hesse
Editora: Casa das Letras
Uma Viagem à história da humanidade, desde o nosso passado mais remoto ao presente, através de cinquenta frases célebres.
Este livro convida a uma viagem diferente através da História Universal: partindo de cinquenta frases célebres distribuídas ao longo de dois mil e seiscentos anos, leva-nos aos momentos-chave e retrata, de um modo vivido, as diversas épocas, desde a Antiguidade aos nossos dias. Helge Hesse ilumina o Império romano com os dados que César lançou, a política do Renascimento com a aposta de Maquiavel num fim sem olhar a meios, ou na Guerra Fria com o discurso berlinense de Kennedy. Cada um destes aforismos representa uma época da História Universal que o leitor pode visitar em cinquenta instrutivos capítulos.
Helge Hesse
Editora: Casa das Letras
Uma Viagem à história da humanidade, desde o nosso passado mais remoto ao presente, através de cinquenta frases célebres.
Este livro convida a uma viagem diferente através da História Universal: partindo de cinquenta frases célebres distribuídas ao longo de dois mil e seiscentos anos, leva-nos aos momentos-chave e retrata, de um modo vivido, as diversas épocas, desde a Antiguidade aos nossos dias. Helge Hesse ilumina o Império romano com os dados que César lançou, a política do Renascimento com a aposta de Maquiavel num fim sem olhar a meios, ou na Guerra Fria com o discurso berlinense de Kennedy. Cada um destes aforismos representa uma época da História Universal que o leitor pode visitar em cinquenta instrutivos capítulos.
Fartos de tudo aos 30 e tal
Sabia que:
• 98% das pessoas admite estar infeliz no seu emprego?
• 26% das mulheres que ocupam posições de direção não ambicionam ser promovidas?
• 1 em cada 15 pessoas abaixo dos 35 anos já abandonou um trabalho pago para se dedicar a atividades de «desenvolvimento pessoal» -- e metade dessas pessoas tenciona fazê-lo em breve?
O que se passa com a nova geração de trabalhadores? Todos nós já tivemos aquela sensação de acordar sem vontade de ir para o trabalho; afinal, há tanta coisa interessante que se pode fazer das 9:00 às 5:00 (ou, como é o caso da maior parte dos horários de trabalho hoje em dia, das 8:00 às 22:00).
Mas o que acontece quando não se tem vontade de ir para o trabalho – nunca mais? Ao longo dos últimos anos tem-se verificado, mais do que uns casos isolados de desmotivação, uma verdadeira epidemia de descontentamento geral. As condições de trabalho são mais precárias, os ambientes mais competitivos e as pessoas cada vez menos dispostas a tolerá-los pelo objetivo de «ganhar a vida». Ser empreendedor e ter um projeto próprio parece estar cada vez mais ao nosso alcance – e deixar tudo para começar uma vida nova já não é uma utopia. Kasey Edwards, uma consultora de sucesso, passou por este processo e, ao longo desta divertida e provocante memória, explica o que acontece, e o que se deve ou não fazer, quando a procura pelo sentido da vida se sobrepõe à «caça» da próxima promoção.
FARTOS DE TUDO
AOS 30 E TAL
O que acontece quando se acorda sem vontade de trabalhar...nunca mais!
Kesey Edwards
Editora Pergaminho
segunda-feira, agosto 22
workshop de Escrita Criativa orientado por João Tordo
WORKSHOP DE ESCRITA CRIATIVA
ESCRITA DE ROMANCE
Orientado por JOÃO TORDO
24 setembro 2011 - Arquivo Livraria
Neste workshop irá falar-se da ideia original ao tratamento dessa ideia. O plot/enredo e desenvolvimento do plot. A diferença entre storyline e plotline. A importância dos pontos de viragem. O parágrafo inicial e os plot points ao longo do enredo; armadilhas, ganchos, flashbacks e outras técnicas. Divisão de um romance em três actos: o significado de cada acto. Os momentos fundamentais: crise inicial, desenvolvimento, clímax e resolução; a revelação das personagens. Noção de mudança e importância do arco narrativo. As cinco componentes do romance: descrição, diálogo, acção, pensamento, exposição. A importância do ponto de vista em literatura. A voz narrativa: primeira e terceira pessoa. Anatomia de uma cena: construção do mundo narrativo. Exposição vs Informação; Narrativa vs Diálogo. Caixa de ferramentas. A viagem emocional do protagonista.
A QUEM SE DESTINA: estudantes, professores, profissionais da área da escrita, romancistas e aspirantes a romancistas. Ou simplesmente a quem gosta de escrever e a quem ambiciona começar ou trabalhar num romance ou tem algumas dúvidas sobre a execução do mesmo.
BIOGRAFIA:
JOÃO TORDO nasceu em Lisboa em 1975. Formou-se em Filosofia e estudou Jornalismo e Escrita Criativa em Londres e em Nova Iorque. Trabalha como tradutor, guionista, cronista e formador, depois de ter passado pelo jornalismo, tendo publicado, entre outros, n’O Independente, Sábado, JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias, ELLE e na revista Egoísta. Escreveu uma longa-metragem e várias séries televisivas. Foi vencedor do prémio Jovens Criadores em 2001. Publicou três romances, O Livro dos Homens Sem Luz (2004), Hotel Memória (2006) e As Três Vidas (2008), que recebeu o Prémio José Saramago em 2009. Em Setembro de 2010 publicou o romance, "O Bom Inverno".
DATA E HORÁRIO: 24 setembro (sábado) | Das 10h às 13h | Das 14h30 às 18h00.
PREÇO: 55,00€
NÚMERO DE INSCRIÇÕES: 12 | Data Limite inscrição: 20 de Setembro
LOCAL: Livraria Arquivo – Av. Combatentes da Grande Guerra, 53, Leiria
Mais informações: Paula Carvalho | 244 822 225 | agenda@arquivolivraria.pt
Ficha de Inscrição:
Nome:_____________________________________________________
N.º Contribuinte:_____________________________________________
Formação Académica:_________________________________________
Profissão:___________________________________________________
Morada de Contacto:
__________________________________________________________
__________________________________________________________
Código Postal: ______________________________________________
Tel./ Telemóvel*: ____________________________
Principais interesses:___________________________________________
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_______________________________________________________
E-mail*: _________________________________________________
Assinatura:__________________________
Data: ________________
*preenchimento obrigatório
As inscrições poderão ser feitas ao balcão da Livraria Arquivo, por telefone e por e-mail, só sendo consideradas válidas após oficialização do pagamento, que poderá ser efectuado ao balcão ou por transferência bancária para através do Nib Livraria Arquivo : 0035 2044 00043076930 03. Agradecemos o envio do comprovativo da transferência para agenda@arquivolivraria.pt .
sexta-feira, agosto 19
Mochilas Eastpak na Arquivo
Alguns dos modelos e padrões para o Regresso às Aulas das Mochilas Eastpak. Qual é a tua cara? Visita-nos e poderás encontrar outras que te agradem mais. E, com um bocadinho de sorte no tempo, ainda levas a tua EASTPAK à praia antes do regresso às aulas.
Hoje há Bolo Fofo de Chocolate na Arquivo
A fotografia, que tal como o bolo é caseira, pode não transmitir a maravilha que é este bolo (em especial para os amantes de chocolate). Por isso nada como vir hoje à Arquivo e (com)prová-lo!
quarta-feira, agosto 17
O FILÓSOFO E O LOBO
Mark Rowlands
Editora: Lua de Papel
Mark Rowlands
Editora: Lua de Papel
No dia em que Mark Rowlands comprou um lobo, teve a sua primeira grande lição sobre a espécie: os lobos não gostam de ficar sozinhos. Ao regressar a casa, encontrou-a completamente destruída: dos forros do sofá, às tubagens do ar condicionado, nada restava inteiro. Naquele dia, Mark fez um pacto com Brenin: nunca mais o abandonaria. Começava assim a estranha amizade de um professor de filosofia, misógino e alcoólico, e o seu imponente lobo de 70 quilos. Não mais se separaram. Iam juntos para todo o lado: os jogos de râguebi, as festas na universidade, e até às aulas - onde Brenin ocasionalmente uivava, ao ouvir dissertações chatas sobre filósofos herméticos.
"O Filósofo e o Lobo" é a história real de uma relação de doze anos entre um homem e um lobo. É um ensaio sobre o que nos separa (e aproxima) dos animais, um tratado sobre a lealdade, o companheirismo e o amor. Mas é também, acima de tudo, uma narrativa comovedora, pungente, sobre o que significa ser-se humano - e sobre o que podemos aprender com os lobos.
VIVER NO FIM DOS TEMPOS
Slavoj Zizek
Editora: Relógio d'Água
O capitalismo global está a chegar à sua crise final e Zizek aponta os quatro cavaleiros deste futuro apocalipse: a crise económica mundial; os desequilibrios do sistema económico; a revolução biogenética; e as divisões sociais explosivas. Como está a sociedade ocidental a gerir as nossas vidas durante este período? Numa análise de situação global, Zizek argumenta que as nossas respostas colectivas a este Armagedão económico correspondem às etapas do luto: negação ideológica, explosões de raiva e tentativa de regatear, seguidas de depressão e aceitação. Depois de ultrapassar este ponto-zero, podemos começar a entender a crise como uma oportunidade para um novo começo.
Slavoj Zizek (1949) é psicanalista, filósofo, investigador do Instituto de Sociologia da Universidade de Liubliana, na Eslovénia, e professor visitante na New School for Social Research, em Nova Iorque.
DA FAMÍLIA, DA ESCOLA
e umas quantas coisas mais
Daniel Sampaio
Editora: Caminho
Uma selecção das crónicas de Daniel Sampaio publicadas na revista Pública, entre 2010 e 2011, divididas por quatro capitulos: Da Familia, Da Escola, Da Família e da Escola e Compromisso.
e umas quantas coisas mais
Daniel Sampaio
Editora: Caminho
Uma selecção das crónicas de Daniel Sampaio publicadas na revista Pública, entre 2010 e 2011, divididas por quatro capitulos: Da Familia, Da Escola, Da Família e da Escola e Compromisso.
"A linha de força deste livro pode resumir-se no meu gosto em participar e nos compromissos que assumo semanalmente. Não pretendo ser neutro, nem busco consensos a todo o custo. Defendo a necessidade de nos preocupar-nos com o que nos rodeia, com especial atenção para os que estão próximos, sobretudo se forem mais vulneráveis. E acredito na possibilidade de conseguirmos melhorar as famílias e as escolas se nos dedicarmos de facto à sua transformação quotidiana."
A UM METRO DO CHÃO
Como as Crianças Vêem o Mundo
Inês Teotónio Pereira
Editora: Oficina do Livro
Quem são essas pessoas pequenas a que chamamos crianças: como pensam, como agem, que dúvidas têm, o que ambicionam? Como vêem este mundo controlado por pessoas maiores? Que impacto têm nelas palavras como Deus, terrorismo ou crise financeira? Oriunda de uma família de nove irmãos e mãe de cinco filhos, Inês Teotónio Pereira responde a estas e outras perguntas com ironia, perspicácia e optimismo - e, acima de tudo, com a sabedoria que só a experiência consegue proporcionar. A Um Metro do Chão, firmemente ancorado em casos concretos do dia-a-dia, é uma ferramenta fundamental para percebermos melhor a personalidade de cada um dos nossos filhos, para os valorizarmos nas suas particularidades individuais e, em última análise, para simplificarmos as nossas vidas de adultos. Mais do que um manual, uma obra inspiradora para todos os pais.
Como as Crianças Vêem o Mundo
Inês Teotónio Pereira
Editora: Oficina do Livro
Quem são essas pessoas pequenas a que chamamos crianças: como pensam, como agem, que dúvidas têm, o que ambicionam? Como vêem este mundo controlado por pessoas maiores? Que impacto têm nelas palavras como Deus, terrorismo ou crise financeira? Oriunda de uma família de nove irmãos e mãe de cinco filhos, Inês Teotónio Pereira responde a estas e outras perguntas com ironia, perspicácia e optimismo - e, acima de tudo, com a sabedoria que só a experiência consegue proporcionar. A Um Metro do Chão, firmemente ancorado em casos concretos do dia-a-dia, é uma ferramenta fundamental para percebermos melhor a personalidade de cada um dos nossos filhos, para os valorizarmos nas suas particularidades individuais e, em última análise, para simplificarmos as nossas vidas de adultos. Mais do que um manual, uma obra inspiradora para todos os pais.
terça-feira, agosto 16
sexta-feira, agosto 12
Ler na nossa língua: Ana Teresa Pereira e A Pantera
A PANTERA
Ana Teresa Pereira
Editora: Relógio d'Água
«Como descrever um livro de Ana Teresa Pereira? Um homem e uma mulher, uma casa, muito nevoeiro, alguns fantasmas, várias obras de arte que remetem a narrativa para o mundo do cinema, do teatro, da música e das artes plásticas. É um universo único no panorama literário português e tem muito de labiríntico. É fácil entrar, mas difícil de sair. E no seu interior é possível encontrar múltiplos sentidos.» Nuno Cruz, em http://anateresapereira.wordpress.com/2011/04/01/novo-livro-a-pantera/
Ana Teresa Pereira
Editora: Relógio d'Água
«Como descrever um livro de Ana Teresa Pereira? Um homem e uma mulher, uma casa, muito nevoeiro, alguns fantasmas, várias obras de arte que remetem a narrativa para o mundo do cinema, do teatro, da música e das artes plásticas. É um universo único no panorama literário português e tem muito de labiríntico. É fácil entrar, mas difícil de sair. E no seu interior é possível encontrar múltiplos sentidos.» Nuno Cruz, em http://anateresapereira.wordpress.com/2011/04/01/novo-livro-a-pantera/
Ler na nossa Língua: Moita Flores, Paulo Castilho Richard Zimler
ILHA TERESA
Richard Zimler
Editora: Dom Quixote
Richard Zimler
Editora: Dom Quixote
A vida de Teresa muda radicalmente quando os pais deixam Lisboa para irem viver em Nova Iorque. Não estando preparada para a vida na América, com dificuldade para se exprimir em inglês, Teresa encontra refúgio no seu particular sentido de humor e no único amigo, Angel, um rapaz brasileiro de 16 anos, bonito, mas desastrado, que adora John Lennon e a sua música. Mas o mundo de Teresa desmorona-se completamente quando o pai morre e a deixa, a ela e ao irmão mais novo, com uma mãe negligente e consumista. Os problemas de Teresa confluem para um clímax de desespero no dia 8 de Dezembro de 2009 - aniversário da morte de John Lennon - quando ela e Angel fazem uma peregrinação ao Memorial Strawberry Fields Forever em Central Park. Aí, um terrível acontecimento que nunca poderia ter previsto devolve-a à vida e ao amor.
Em "Ilha Teresa", Richard Zimler conta-nos num estilo inteligente, irreverente e com uma certa dose de humor negro a história de Teresa, uma rapariga de 15 anos, sensível e espirituosa, cujo equilíbrio e sentido de identidade se vêem ameaçados quando a sua família deixa Lisboa para ir viver nos subúrbios de Nova Iorque. Num registo um pouco diferente do habitual, mas igualmente brilhante, Richard Zimler continua a maravilhar-nos pela forma convincente como nos transporta para o admirável mundo das suas personagens.
DOMÍNIO PÚBLICO
Paulo Castilho
Editora: D. Quixote
Um olhar irónico e inteligente sobre uma sociedade em crise - Um olhar irónico e inteligente sobre a sociedade em crise. Uma história divertida, cheia de diálogos animados sobre a actual situação portuguesa e que se passa entre Lisboa, o Alentejo e o Douro entre gente da classe média com mais ou menos recursos económicos. Uma sátira aos tempos que vivemos protagonizada por mulheres jovens, com os seus dramas: carreira profissional, casamentos falhados, ligações esporádicas e todas as suas dúvidas, certezas e incoerências.
«Também já pensei em ir para fora, se calhar concorro à Comissão. Bruxelas não me diz muito – disse a Rita – estou a pensar na Irlanda, tenho um amigo na Google em Dublin; apesar da crise, parece que vão recrutar mais portugueses. Apoiei, boa ideia: Bélgica, Irlanda, tudo menos isto. Ficamos ao balcão – disse a Rita quando entrámos na pastelaria – estou atrasada, já devia estar em casa. A Rita pediu uma brisa e eu escolhi um pastel de nata, que é a especialidade da casa. Vieram, cada um em seu pratinho, pousados num guardanapo de papel. Estaladiços, fresquíssimos, acabados de fazer. Com as mãos pegajosas, a boca cheia, o açúcar a escorregar-lhe pelos lábios, a Rita virou-se para mim: isto é que me reconcilia com a vida. Acenei com a cabeça: estive na Irlanda, país lindíssimo, bolos péssimos.»
A OPERETA DOS VADIOS
Francisco Moita Flores
Editora: Casa das Letras
Depois de dois romances históricos - "A Fúria das Vinhas" e "Mataram o Sidónio!", Moita Flores apresenta, agora, uma farsa política de grande actualidade, onde o humor e a ironia conduzem o leitor na estonteante caminhada de um grupo de velhos amigos que se junta e cria um partido político para concorrer às eleições.
A acção decorre depois de Portugal ter atingido a bancarrota e os seus governantes e opositores se encontrarem em permanente desvario. É neste cenário singular que surge o PUN, um jovem partido que aborda as eleições pelo lado mais absurdo e inesperado, complicando cálculos e sondagens.
"A Opereta dos Vadios" apresenta sequências narrativas verdadeiramente hilariantes e confirma Francisco Moita Flores como uma das vozes literárias de referência no panorama nacional.
Vamos de fim-de-semana para o BAMBI (S. Pedro de Muel)
Este fim-de-semana vamos estar novamente no Bambi Café, em S. Pedro de Muel, com muitas e variadas sugestões de leitura (e não só) para todas as idades. Visite-nos por lá (das 14h30 às 20h).
quarta-feira, agosto 10
J. Rentes de Carvalho: Um excepcional contador de histórias
OS LINDOS BRAÇOS DA JÚLIA DA FARMÁCIA
J. Rentes de Carvalho
Editora: Quetzal
J. Rentes de Carvalho
Editora: Quetzal
Uma paixão tórrida em Sevilha; a crueldade de um filantropo inglês; o crime passional de Bebé Almeida; uma fria manhã de Paris de 1955; o afamado bordel de Madame Blanche enquadram algumas das extraordinárias histórias que compõem Os Lindos Braços da Júlia da Farmácia, o mais recente livro de ficção de de José Rentes de Carvalho.
«O que aqui interessa, porém, é o dia de Primavera de 1937 em que chega a Sevilha sob nome falso, tendo por ordem hospedar-se em determinado hotel e aguardar que lhe entreguem aí informações sobre as tropas de Franco. (…) da mulher que uma tarde entrou no bar e se sentou junto dele - Visivelmente rapariga da vida. Simpática." - nunca saberemos mais: nem a idade, o porte, nada do seu rosto. Talvez devido às circunstâncias, ou ao perigo que os rodeava - a cidade não tardaria a revoltar-se a favor dos nacionalistas e vivia-se um ambiente de catástrofe - estalou entre aquele rapaz de vinte e seis anos e a mulher incógnita uma paixão única, tão devoradora que, dentro de dias, a ele pouco sobrava do sentido da realidade. Todos os desejos da carne se lhe realizavam, mesmo os nunca sonhados; nenhuma loucura parecia impossível; abria-se-lhe, repentina, uma vastidão insuspeita de felicidade e prazer. E o passado: amigos, família, trabalho, as horas de tertúlia, o pudor da esposa, tudo isso parecia extremamente monótono e desagradável, um planeta longínquo. A guerra? Que lhe interessava a guerra?»
«O que aqui interessa, porém, é o dia de Primavera de 1937 em que chega a Sevilha sob nome falso, tendo por ordem hospedar-se em determinado hotel e aguardar que lhe entreguem aí informações sobre as tropas de Franco. (…) da mulher que uma tarde entrou no bar e se sentou junto dele - Visivelmente rapariga da vida. Simpática." - nunca saberemos mais: nem a idade, o porte, nada do seu rosto. Talvez devido às circunstâncias, ou ao perigo que os rodeava - a cidade não tardaria a revoltar-se a favor dos nacionalistas e vivia-se um ambiente de catástrofe - estalou entre aquele rapaz de vinte e seis anos e a mulher incógnita uma paixão única, tão devoradora que, dentro de dias, a ele pouco sobrava do sentido da realidade. Todos os desejos da carne se lhe realizavam, mesmo os nunca sonhados; nenhuma loucura parecia impossível; abria-se-lhe, repentina, uma vastidão insuspeita de felicidade e prazer. E o passado: amigos, família, trabalho, as horas de tertúlia, o pudor da esposa, tudo isso parecia extremamente monótono e desagradável, um planeta longínquo. A guerra? Que lhe interessava a guerra?»
Uma sugestão
O MUSEU DA RENDIÇÃO INCONDICIONAL
Dubravka Ugresic
Editora: Cavalo de Ferro
No jardim Zoológico de Berlim, dentro de um expositor de vidro, estão exibidos todos os objectos encontrados no interior do estômago de Roland, a Morsa (que morreu em 1961). É com este catálogo insólito que Dubravka Ugrešic inicia o seu livro: também ele um mosaico de fragmentos narrativos, recordações e reflexões, descritos pela protagonista, uma quinquagenária croata exilada em Berlim. Fala-se de fotografias antigas, de cartas de tarot, de histórias de família, de amor (com passagem por Lisboa), de guerra e de exílio; pedaços de um puzzle que comporá, numa única imagem final, o retrato da cultura e identidade europeias. O Museu da Rendição Incondicional foi recebido pela crítica internacional como uma obra universal e um dos mais importantes romances contemporâneos europeus das últimas décadas.
Dubravka Ugrešić (Ex-Jugoslávia, actual Croácia, 1949-) é considerada como uma das mais importantes escritoras europeias da actualidade. Foi vencedora, entre outros, do Prémio Pen 2006, shortlist do Prémio Internacional Man Booker 2009 e do Prémio Impac 2011. De entre as suas obras ficcionais, traduzidas em mais de vinte idiomas O Museu da Rendição Incondicional é considerado como uma das mais importantes.
Entre as suas obras ficcionais, traduzidas em mais de vinte idiomas, destacam-se também Baba Jaga je snijela jaje (Baba Yaga pôs um Ovo), Ministarstvo boli (Ministry of pain) e Nikog nema doma (Nobody’s Home).
terça-feira, agosto 9
Obrigatório usar este Verão
A Arquivo recomenda : Para usar neste ou noutro Verão qualquer!
T´shirt criarte:... com ilustração Mariana Santos e poema de Casimiro de Brito.
sexta-feira, agosto 5
Vamos ao Bambi!
Nos primeiros fins-de-semana de Agosto a Arquivo Livraria vai estar no Bambi, em S. Pedro de Muel com propostas de leitura para todas as idades. Visite-nos por lá!
segunda-feira, agosto 1
E o de Agosto vem com salpicos da chuva... e cheiro a férias....
LIVRO DO MÊS DE AGOSTO
A Viagem do Elefante
Editora: Caminho
Preço Especial Livro do Mês: 12,37 €.
Em meados do século XVI o rei D. João III oferece a seu primo, o arquiduque Maximiliano da Áustria, genro do imperador Carlos V, um elefante indiano que há dois anos se encontra em Belém, vindo da Índia.
Do facto histórico que foi essa oferta não abundam os testemunhos. Mas há alguns. Com base nesses escassos elementos, e sobretudo com uma poderosa imaginação de ficcionista que já nos deu obras-primas como Memorial do Convento ou O Ano da Morte de Ricardo Reis, José Saramago coloca agora nas mãos dos leitores esta obra excepcional que é A Viagem do Elefante.
Neste livro, escrito em condições de saúde muito precárias não sabemos o que mais admirar - o estilo pessoal do autor exercido ao nível das suas melhores obras; uma combinação de personagens reais e inventadas que nos faz viver simultaneamente na realidade e na ficção; um olhar sobre a humanidade em que a ironia e o sarcasmo, marcas da lucidez implacável do autor, se combinam com a compaixão solidária com que o autor observa as fraquezas humanas.
Escrita dez anos após a atribuição do Prémio Nobel, A Viagem do Elefante mostra-nos um Saramago em todo o seu esplendor literário.
A Viagem do Elefante
Editora: Caminho
Preço Especial Livro do Mês: 12,37 €.
Em meados do século XVI o rei D. João III oferece a seu primo, o arquiduque Maximiliano da Áustria, genro do imperador Carlos V, um elefante indiano que há dois anos se encontra em Belém, vindo da Índia.
Do facto histórico que foi essa oferta não abundam os testemunhos. Mas há alguns. Com base nesses escassos elementos, e sobretudo com uma poderosa imaginação de ficcionista que já nos deu obras-primas como Memorial do Convento ou O Ano da Morte de Ricardo Reis, José Saramago coloca agora nas mãos dos leitores esta obra excepcional que é A Viagem do Elefante.
Neste livro, escrito em condições de saúde muito precárias não sabemos o que mais admirar - o estilo pessoal do autor exercido ao nível das suas melhores obras; uma combinação de personagens reais e inventadas que nos faz viver simultaneamente na realidade e na ficção; um olhar sobre a humanidade em que a ironia e o sarcasmo, marcas da lucidez implacável do autor, se combinam com a compaixão solidária com que o autor observa as fraquezas humanas.
Escrita dez anos após a atribuição do Prémio Nobel, A Viagem do Elefante mostra-nos um Saramago em todo o seu esplendor literário.
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