quarta-feira, setembro 22

«Está o livro morto?»

«(...) "Mais um milhão de novos livros serão publicados este ano em todo o mundo. É absurdo declarar que o livro está morto! se olharmos para a história do livro e da comunicação, uma das lições a tirar é que um media não substitui outros. ", diz [Robert Darnton, director da Biblioteca da Universidade de Harvard]. A rádio não matou os jornais, a televisão não matou a rádio, o cinema ainda continua forte apesar de termos a internet. Claro que é importante que o futuro será digital, acredita, mas isso não significa que o livro impresso esteja morto. Acha que vamos passar por um período de transição e que teremos de inventar novas formas em que o livro digital e o livro analogico se completam. Para Robert Darnton, esse vai ser o futuro dos próximos 20 anos: "Depois disso, quem sabe?"(...)»
Leia mais deste artigo de Isabel Coutinho publicado no Ipsilon de 17 de Setembro de 2010 em http://ipsilon.publico.pt/livros/texto.aspx?id=265234

Exposição de João dos Santos

"The creator has a master plan (passo 1: como o scanner é fraquinho corta-se o que parece mal)

the creator has a master plan
peace and happiness for everyone
Pharoah Sanders"

Este disco do Pharoah Sanders é importante porque:
- chama-se Karma
- é uma edição da Impulse!
- tem uma música que se chama the creator has a master plan
- estava a ouvi-lo no momento em que decidi fazer esta exposição

Estava a ouvi-lo nos headphones enquanto tentava desenhar um auto-retrato com uma Camera Lucida.
Todos os trabalhos para esta exposição começam com um desenho feito com recurso à Camera Lucida.
Quando desenho com a Camera Lucida estou demasiado atento e não consigo ouvir nada.

João dos Santos

Exposição patente até 9 de Outubro.


segunda-feira, setembro 20

Marinho e Pinto na Livraria Arquivo


«Este livro é constituído por algumas das minhas intervenções, quer em artigos de opinião publicados em jornais, quer em discursos proferidos em cerimónias oficiais, quer em simples reflexões feitas solitariamente onde abordo algumas das mais relevantes questões da Ordem dos Advogados, da advocacia, da justiça, do Estado de direito e da cidadania em geral.
É também um testemunho do que se passou durante os primeiros trinta meses do meu mandato como Bastonário da Ordem dos Advogados Portugueses, sobretudo das adversidades, dos ataques, das calúnias e infâmias que tive de ultrapassar, bem como das reformas que, apesar de tudo, consegui efectuar contra ventos e marés, e ainda do que pretendo fazer num eventual segundo mandato. É ainda uma acusação contra aqueles que protagonizaram essas campanhas ou lhes deram cobertura.
Agora, que finalmente posso defender-me, espero que os advogados portugueses e a opinião pública nos julguem a todos sem complacências.» in Introdução, A. Marinho e Pinto
António de Sousa Marinho e Pinto nasceu a 10 de Setembro de 1950, na freguesia de Vila Chã do Marão, concelho de Amarante, distrito do Porto e reside em Coimbra há 40 anos.
Licenciou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Foi advogado, jornalista e professor auxiliar convidado da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra onde leccionou as cadeiras de Deontologia do Jornalismo, Direito da Comunicação e Noções Fundamentais de Direito na Licenciatura de Jornalismo.
Enquanto estudante da Universidade de Coimbra, com apenas vinte anos, foi preso pela polícia política do Estado Novo, tendo estado dois meses na prisão de Caxias sem culpa formada. Ao longo do seu percurso ligado à Comunicação Social, foi jornalista, director regional da ANOP e da LUSA, membro do Conselho de Redacção do jornal EXPRESSO, membro da Direcção do Sindicato dos jornalistas e, para além da sua intervenção em múltiplos congressos e colóquios, proferiu dezenas de conferências e comunicações individuais, nas áreas dos direitos humanos e do Direito da Informação. Como docente desempenhou funções em diversas escolas do ensino secundário e do ensino superior (Politécnico e Universitário), leccionando matérias que vão desde a Filosofia e Literatura ao Direito da Comunicação, Direito de Autor e Deontologia jornalística, tendo também orientado seminários e pós-graduações com a mesma temática jurídica. Enquanto advogado foi membro do Conselho Geral da Ordem dos Advogados, presidente da Comissão de Direitos Humanos e Patrono Formador.Foi eleito Bastonário dos Advogados em 2007 e está neste momento a candidatar-se ao segundo mandato.

domingo, setembro 19

O regresso de António Lobo Antunes

Nas livrarias a partir de 18 de Outubro
«Entre os últimos dias de Março e os primeiros de Abril de 2007, depois de uma operação grave, o narrador entre as dores e a confusão provocada pela anestesia e pelos medicamentos, recupera fragmentos da sua vida e de pessoas que a atravessaram: os pais e os avós, a vila da sua infância, amores e desamores. Como um rio que corre, vamos vivendo com ele as humilhações da doença, a proximidade da morte e o chamamento da vida.»
Em Novembro contamos receber António Lobo Antunes na Arquivo, a propósito deste seu "Sôbolos rios que vão".

Nós também gostamos muito de o ter por cá. Apareça sempre!

Na edição de Setembro da Revista LER, Francisco José Viegas fala sobre o prazer de escrever à mão e os cadernos que ao longo do tempo o têm acompanhado, a começar pelos da Papelaria Emílio Braga, e outros manufactarados por tipografias que os faziam com bastante primor. E, claro, dos Moleskine e da Livraria Arquivo.

«Escrever à mão, em cadernos que se vão guardando, é hoje uma prazer cada vez maior. Obriga-nos a cuidar da caligrafia, a treinar a mão para linhas perfeitas, a manter um certo rigor no desenho, a não desperdiçar papel, a conservar esses cadernos como uma espécie de conta-corrente pessoal onde tudo fica registado... de notas breves, pessoais, a um texto maior ou incompleto, uma cópia do artigo que gostámos, etc. Muita gente descobriu este prazer, ou redescobriu-o, com o sucesso dos Moleskinepopularizado pela ideia de que Bruce Chatwin os usava permanentemente e tinha uma reserva substancial, sem a qual se sentia perdido para a escrita e sem apoio nas suas viagens. Periodicamente, aliás, vou à livraria Arquivo, de Leiria, onde há todos os formatos, e todas as possibilidades de encomenda. Vejo esta prática como uma forma de resistir ao teclado permanente que cerca as nossas vidas.(...)»
Caro Francisco, para nós é sempre um prazer tê-lo por cá. Apareça sempre. E obrigada pelas suas generosas palavras.

Para saber mais sobre a Moleskine, distribuído em Portugal pela Arquivo Bens Culturais, clique em
http://www.moleskine.pt/moleskine

Livro, de José Luís Peixoto, quase a chegar...

sexta-feira, setembro 17

Já podem concorrer...

Consultem o regulamento (cliquem no cartaz na coluna lateral) para verem como podem participar e mãos à obra!

A Livraria Arquivo está a promover um concurso literário dirigido às escolas do concelho de Leiria (1.º, 2.º e 3.º ciclos) que tem como tema “O Livro: ler, ouvir e sentir” e como principal objectivo sensibilizar as crianças e jovens para a importância da escrita e da leitura.
O prémio será a oferta de livros para a Biblioteca da Escola. Através deste prémios, a Livraria Arquivo e os seus parceiros neste concurso, a Fundação Caixa Agrícola de Leiria e as empresas Caiado SA e Roca estão a contribuir francamente para aumentar a oferta das Bibliotecas Escolares vencedoras.
Os alunos são assim desafiados a produzirem um texto livre no âmbito daquele tema, trabalho que deverá ser feito em grupo e que deverá ser proposto pela escola que frequentam. Além da escrita, com a participação neste concurso são postos em prática outros aspectos importantes, como os de desenvolver um trabalho em grupo e o da união em torno de um objectivo e causa comuns.
Contamos com a vossa participação!
Em cada ciclo de ensino haverá apenas um texto vencedor, cujo prémio será a oferta de um cheque-livro no valor de 750,00€, emitido pela Livraria Arquivo e que será oferecido pela Fundação Caixa Agrícola, Caiado S.A. e ROCA S.A.(respectivamente aos 1., 2. e 3.º ciclo).  Os trabalhos podem ser entregues desde o primeiro dia de aulas do primeiro período do ano lectivo 2010/2011 até 5 de Novembro de 2010.

sexta-feira, setembro 10

E o de Setembro é...


O MIÚDO QUE PREGAVA PREGOS NUMA TÁBUA
Manuel Alegre
Editora: D. Quixote
PVP: 12,00€
Preço Livro do Mês Arquivo: 8,40€


Enquanto o miúdo cresceu, quer seja o que pregava regos muito direitinhos numa tábua, quer seja o que engoliu os comprimidos do avó, quer o que se rebelou contra a humilhação das mangas curtas, quer os outros todos ou eu próprio, que não sei se fui cada um deles menos um, este que conta e tem tendência ora a efabular ora a querer ser tão verdadeiro que põe em dúvida o que de facto foi e até de si mesmo suspeita. Seja ele quem for, o certo é que o miúdo cresceu. E agora está aqui (mas ainda será ele?) a ver se consegue escrever um livro, sem saber quê nem como. Pois que outro livro pode escrever-ser? Vida de tantas vidas na tão curta vida.


Manuel Alegre de Melo Duarte nasceu a 12 de Maio em 1936, em Águeda. Estudou em Lisboa, no Porto e na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Foi campeão de natação e actor do Teatro Universitário de Coimbra (TEUC).
Em 1961 é mobilizado para Angola. Preso pela PIDE, passa seis meses na Fortaleza de S. Paulo, em Luanda, onde escreve grande parte dos poemas do seu primeiro livro, Praça da Canção.
A sua vasta obra literária, que inclui o romance, o conto, o ensaio, mas sobretudo a poesia, tem sido amplamente difundida e aclamada.
Foram-lhe atribuídos os mais distintos prémios literários: Grande Prémio da Poesia APE-CTT, Prémio da Crítica Literária da AICL, Prémio Fernando Namora, Prémio Pessoa, em 1999 e, mais recentemente o Prémio Dom Dinis, ao livro de poemas Doze Naus.

quinta-feira, setembro 9

Quartos Imperiais

25 anos depois, o novo bestseller do autor do aclamado Menos que Zero.
QUARTOS IMPERIAIS
Bret Easton Ellis
Tradução de José Luís Luna
Editora: Teorema

Clay (o protagonista e narrador de Menos que Zero, que é agora um argumentista de relativo sucesso), regressa a Los Angeles, depois de um trabalho em Nova Iorque, para colaborar no casting de The Listeners, filme que adaptou de um romance popular.
Clay mergulha no seu antigo círculo de amizades, reencontrando velhos amigos que são agora 25 anos mais velhos do que quando os encontrámos pela primeira vez e mais cínicos e infelizes do que durante a sua adolescência narcisista e despida de sentimentos. Quando Clay começa uma relação manipuladora com uma jovem que se candidata a um papel em The Listeners, atola-se inadvertidamente numa rede perigosa e complicada que prende o leitor até às páginas finais. Hollywood, quando vista pelos olhos dos seus protagonistas, já não é um túmulo brilhante e superficialmente pintado de branco, mas transformou-se num mundo, negro e miserável, de vácuo, violência e traição. Clay já não é aquele adolescente mais ou menos simpático da Hollywood dos anos 80; é agora um homem monstruoso por baixo de uma aparência vazia, e a sua capacidade para o impensável vai-se revelando à medida que a história foge ao seu controlo.
Mais maduro, mas mantendo a mesma frescura e o mesmo estilo, Quartos Imperiais está destinado certamente ao mesmo sucesso de Menos que Zero.

Bret Easton Ellis nasceu em 1964, em Los Angeles e vive em Nova Iorque. É autor de Menos que Zero, As Regras da Atracção, Os Confidentes, Psicopata Americano, Glamorama e Lunar Park.

quarta-feira, setembro 8

Meninos e meninas, é já no sábado...


Depois das férias a história infantil está de regresso à Arquivo!

CROCO vai ter um irmão...
CROCO é um simpático crocodilo que sempre foi o ai jesus da sua mamã. A chegada de um irmãozinho parece vir pertubar  a rotina de CROCO, que está habituado a ter a sua mãe só para si. Mas quando CROCO percebe que também os afectos podem ser partihados, tudo fica mais simples. E, afinal, o nascimento de um maninho traz muitas coisas boas!

Vem ouvir a história de CROCO e de seguida poderás participar nas actividades dinamizadas pela
revista Palmo e Meio especialmente para ti!

Alteração na data da vinda do Dr. Marinho e Pinto à Livraria Arquivo


Aqui fica a Agenda Cultural da Livraria Arquivo, com um pequena alteração face ao que já havia sido divulgado: a vinda do dr. António Marinho e Pinto à Livraria Arquivo, prevista para dia 1 de Outubro, foi antecipada para dia 29 de Setembro, à mesma hora (18h00).

sábado, setembro 4

Regresso às aulas

Agenda Cultural Arquivo Setembro

Em Setembro a nossa primeira actividade é dedicada às crianças, com a animação da história infantil "Croco", dia 11.
João Ermida e António Marinho Pinto apresentam os seus últimos livros, "Agarrem o Futuro" e "Combate Desigual", respectivamente. Duas boas conversas, decerto.
No espaço galeria poderá apreciar a exposição de João dos Santos.
Tudo bons motivos para nos visitar.
Até breve!

agenda Setembro

hora do conto
Animação da história infantil “CROCO”, de Roberto Alliaga e Minako Chiba
Seguida de uma actividade da revista Palmo e Meio
Animadora: Liliana Gonçalves
data: sábado | 11 de setembro | 16h30

exposição
"The creator has a master plan" (passo 1: como o scanner é fraquinho corta-se o que parece mal)"

""The creator has a master plan
peace and happiness for everyone.."
Pharoah Sanders""
Exposição de João dos Santos
data: 9 de setembro | quinta
Patente até 7 de outubro

à conversa com...

à conversa com .. António Marinho e Pinto
a propósito do livro “Um Combate Desigual”
data: quarta | 29 de setembro | 18h30


apresentação
Sessão de apresentação do livro
“Agarrem o Futuro! Palavras de um executivo para as novas gerações”,
de João Ermida
data: quinta | 30 de setembro | 18h30



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Programação da
LIVRARIA ARQUIVO
O Instituto Politécnico de Leiria apoia a agenda cultural da Livraria Arquivo.
Apoios: Te-ato, grupo de teatro de Leiria; Portal Orelhas.


Siga-nos em
http://www.facebook.com/arquivo.livraria?ref=ts

quinta-feira, setembro 2

A escolha do Obrigatório no Jornal de Leiria

Há muito que são as preferidas dos jovens e também da rubrica Obrigatório, do Jornal de Leiria. A novidade é que agora e até dia 15 de Setembro, na Livraria Arquivo, as mochilas Eastpak estão com 10% de desconto. O desconto é extensível a outras marcas de material escolar. Aproveita e começa o novo ano lectivo da melhor maneira.
APROVEITEM A VIDA
António Feio
Com a colaboração de Maria João Costa
Editora: Livros d'Hoje
Data publicação: setembro 2010

Tenho um tumor gigante no pâncreas. Alguns dos tratamentos conseguiram reduzir um pouco o seu tamanho, mas não o suficiente para poder ser operado. Sei bem o que isso significa.
Neste momento, e porque não há outra forma, vivo um dia de cada vez. Deixei de fazer planos para a frente. Não sei o que me espera no futuro, mas isso agora também não importa, o que interessa é aqui e agora.
Ao longo deste quase último ano e meio percebi que o meu estado de saúde deixou de ser um tema que me diz respeito apenas a mim, à minha família, aos meus amigos e àqueles de quem sou próximo. A minha doença deixou de ser apenas um problema que é meu, de alguma forma deixou de me pertencer. E isto sucedeu aos poucos, à medida que a onda de apoio e solidariedade à minha volta foi crescendo e ganhando forma. Assim nasceu a ideia deste livro.
A mensagem principal que quero deixar às pessoas é que se há um problema é preciso resolvê-lo da melhor maneira, há que não ficar quieto, há que tentar de tudo primeiro, nunca desistir.
Se as pessoas começarem a parar por um momento para olhar para casos como o meu, ou, simplesmente, para a sua própria vida com olhos de ver, talvez comecem a relativizar os seus próprios problemas e possam perceber o que de facto vale a pena na vida. Talvez assim consigem aproveitar melhor.
Aproveitem a vida e ajudem-se uns aos outros!”
António Feio

terça-feira, agosto 31

Obra reunida de Mário de Sá-Carneiro


«Neste volume se reúnem os livros de Mário de Sá-Carneiro, por ele publicados, Princípio, de 1912, Dispersão e A Confissão de Lúcio, ambos de 1913, e ainda Céu em Fogo, de 1915. Acrescenta-se o livro Indícios de Oiro, datado de 1915 e publicado postumamente em 1937 pela editora da revista presença, e juntam-se ainda vários poemas e textos soltos, publicados dispersamente ou enviados em cartas a Fernando Pessoa — tal como em notas finais se esclarece.
Fica, assim, composto um conjunto coerente de textos que integra o que de mais marcante escreve, em verso e prosa, um autor capital da nossa modernidade.
Não se inclui a escrita anterior a 1910, sobretudo a juvenília poética e os primeiros contos, e que representa a fase de construção de uma voz que só a partir de Princípio se constitui em toda a singularidade. Também não se incluem as peças de teatro que escreveu e chegaram até nós, e cujo interesse é apenas acessório relativamente à sua obra poética e narrativa. E, finalmente, também ficam de fora as cartas, que têm, sobretudo as que enviou de Paris a Fernando Pessoa, uma enorme importância literária e testemunhal, mas que formam um vasto conjunto à parte.» [da Apresentação] em http://assirioealvim.blogspot.com/2010/08/mario-de-sa-carneiro.html

segunda-feira, agosto 30

Já chegou o Inverno...

Vencedor do Prémio Literário
JOSÉ SARAMAGO

"Um enorme romancista que nos redime do horror, como os grandes mestres, pela força misteriosa da escrita."
 António Pedro-Vasconcelos, Sol

"O novo romance do século XXI em Portugal."
João Céu e Silva, Diário de Notícias

"Estamos diante de um escritor cuja notável vocação narradora não se furta em nenhum momento de analisar a brutalidade da vida que nos habitua" Nelida Piñon

O BOM INVERNO
AUTOR: João Tordo
EDITORA: Dom Quixote
data edição: Agosto 2010

Quando o narrador, um escritor prematuramente frustrado e hipocondríaco, viaja até Budapeste para um encontro literário, está longe de imaginar até onde a literatura o pode levar. Coxo, portador de uma bengala, e planeando uma viagem rápida e sem contratempos, acaba por conhecer Vincenzo Gentile, um escritor italiano mais jovem, mais enérgico, e muito pouco sensato, que o convence a ir da Hungria até Itália, onde um famoso produtor de cinema tem uma casa de província no meio de um bosque, escondida de olhares curiosos, e onde passa a temporada de Verão à qual chama, enigmaticamente, de O Bom Inverno. O produtor, Don Metzger, tem duas obsessões: cinema e balões de ar quente. Entre personagens inusitadas, estranhos acontecimentos, e um corpo que o atraiçoa constantemente, o narrador apercebe-se que em casa de Metzger as coisas não são bem o que parecem. Depois de uma noite agitada, aquilo que podia parecer uma comédia transforma-se em tragédia: Metzger é encontrado morto no seu próprio lago. Porém, cada um dos doze presentes tem uma versão diferente dos acontecimentos. Andrés Bosco, um catalão enorme e ameaçador, que constrói os balões de ar quente de Metzger, toma nas suas mãos a tarefa de descobrir o culpado e isola os presentes na casa do bosque. Assustadas, frágeis, e egoístas, as personagens começam a desabar, atraiçoando-se e acusando-se mutuamente, sob a influência do carismático e perigoso Bosco, que desaparece para o interior do bosque, dando início a um cerco. E, um a um, os protagonistas vão ser confrontados com os seus piores medos, num pesadelo assassino que parece só poder terminar quando não sobrar ninguém para contar a história.

JOÃO TORDO nasceu em Lisboa. Formou-se em Filosofia e estudou Jornalismo e Escrita Criativa em Londres e Nova Iorque. Em 2009 ganhou o Prémio Literário José Satramago com o romance As Três Vidas (2008) depois de, em 2001, ter vencido o Prémio Jovens Criadores na categoria de Literatura. O seu primeiro romance, O Livro dos Homens sem Luz, a reeditar em breve nesta colecção, foi publicado em 2004 e o segundo, Hotel Memória, em 2007; todos os seus livros foram sucessos da crítica.  Trabalha como guionista, tradutor, cronista e formador em workshops de ficção. Escreveu contos para diversas colectâneas, bem como séries de televisão e uma longa metragem. Os seus textos apareceram em publicações como o Jornal de Letras, ELLE, Egosísta, Semanário económico, Diario de Notícias e O Independente. Está, de momento, a terminar um  novo romance curto e vertiginoso.

segunda-feira, agosto 23

O Grupo

O GRUPO
AUTOR: Mary McCarthy
TRADUÇÃO DE : Daniela Carvalhal Garcia
EDITORA: D. Quixote
Data de edição: Junho 2010
 
«O melhor livro de Mary McCarthy… maravilhoso… um livro profético que prepara o terreno para os romances de protesto e libertação da década seguinte.» The Independent
 
O Grupo relata a vida de oito jovens licenciadas nos anos 30 em Vassar, uma das mais elitistas e conceituadas universidades femininas americanas.
Oito jovens de diferentes níveis sociais e personalidades muito diversas – conhecidas como O Grupo – encontram-se uma semana depois de terem terminado o curso para assistir ao casamento de Kay. A cerimónia é o ponto de partida para as suas vidas de adultas nas suas alegrias e tristezas – no trabalho, no amor, no sexo, ou num quotidiano mais ou menos convencional.
Ao longo dos anos seguem percursos distintos, mas todas têm como objectivo comum serem diferentes dos pais.
A Introdução é de Candace Bushnell, autora de O Sexo e a Cidade e aborda exactamente a influência que o livro teve na sua obra.

Mary McCarthy (1912-1989) nasceu em Seatle, Washington. Ficou orfã aos seis anos, quando os pais morreram durante a grande epidemia em 1918. Tanto ela como os irmãos foram criados, em circunstâncias muito infelizes, pelos avós paternos, numa ambiente rigidamente católico. Quando a situação se tornou intolerável, foi viver para Seattle com os avós maternos, cujas ideias liberais foram decisivas na sua formação.
Mary McCarthy estudou inicialmente em Seattle e formou-se na prestigiosa Universidade de Vassar, em Poughkeepsie, Nova Iorque, em 1933. Em Nova Iorque, no início da década de 1930, fez parte dos círculos comunistas, mas no final desta década repudiou o comunismo soviético, exprimindo a sua solidariedade a Trotsky depois dos Processos de Moscovo e criticou vigorosamente os dramaturgos e escritores que considerava favoráveis ao estalinismo.
Escreveu para as mais importantes revistas e jornais americanos, advogando a liberdade criativa face à doutrina e criticando tanto o McCarthismo como o comunismo. Foi uma opositora empenhada à guerra do Vietname. O seu primeiro romance The Company She Keeps foi publicado em 1942. Foi também autora de Memoirs of a Catholic Girldwood, The Stones of Florence, Venice Observed e Birds of America, entre outros títulos.

terça-feira, agosto 17

Regresso às aulas

Brincar com Coisas Sérias


Um livro para todos:
Pais e filhos, família e amigos, professores e alunos.
Brincar com coisas sérias
é um livro a pensar em si e nos outros.
Junte os amigos ou a família, encontre-se consigo mesmo, leia a primeira história e faça a primeira pergunta. Depois, deixe-se surpreender pelo resultado final.
Está disposto a arriscar?

Brincar com Coisas Sérias
Viver através dos Contos
Margarida Fonseca Santos; Rita Vilela
Editora: Oficina do Livro

A partir da sua experiência, e contando com o poder das palavras, Margarida Fonseca Santos e Rita Vilela escreveram, em 2008, Histórias para contar consigo. Dois anos depois, repetem a brincadeira e dão a conhecer novos contos que desafiam o leitor a conhecer-se melhor.
Brincar com coisas sérias é um livro que se torna num jogo e que proporciona momentos divertidos e de grande cumplicidade. Ao acabar uma história há várias perguntas e uma escolha; e outra história, e mais perguntas e mais escolhas, e no final... está preparado para o que vai ouvir?

Margarida Fonseca Santos nasceu em Lisboa, em 1960. Completou o curso superior de piano com um objectivo: dar aulas de formação musical. Assim fez até a escrita aparecer no seu caminho, em 1993.
Começou por publicar livros infantis, passando depois para os juvenis e para a ficção para adultos. Costuma dizer, a brincar, que tropeça em inícios de histórias todos os dias, mas a verdade é que... isso acontece mesmo. A escrita criativa transformou-se numa paixão, trabalhando regularmente com professores, jovens e adultos. O teatro está presente na sua produção desde 1998.
Na Oficina do Livro publicou Quero ser Escritor! (em co-autoria com Elsa Serra), Histórias para contar consigo (com Rita Vilela), a colecção 7Irmãos (com Maria João Lopo de Carvalho) e os romances Começa de Novo e Uma pedra sobre o rio (Prémio APE/IPLB Revelação em Ficção).

Rita Vilela é licenciada em Psicologia e desenvolveu o seu percurso profissional na área de formação. Hoje, conjuga esse trabalho com a actividade de terapeuta, a escrita, e outros desafios ligados às palavras... e às pessoas.
Descobriu tarde a sua vocação de escritora, mas, uma vez iniciada, nunca mais parou. Nascida em 1964, publicou o seu primeiro livro em Maio de 2008 e, dois anos depois, lançou o décimo segundo. Escrever revelou-se um vício que não quer largar. A inspiração? Encontra-a nas pessoas que conhece, no mundo que a rodeia e dentro de si.
Na Oficina do livro, além da saga de fantasia e aventura dedicada ao Mundo de Oníris (As 7 Cores de Oniris, Oniris – o Grande Desafio e Oniris – a Dádiva dos Deuses), partilha com Margarida Fonseca Santos o livro Histórias para Contar Consigo.

quinta-feira, agosto 12

Exposição ESAD-CR

"Sem Título", de Cristiana Fernandes
Está patente na galeria da Livraria Arquivo uma exposição de trabalhos realizados no âmbito do curso de licenciatura e de mestrado em Artes Plásticas, da Escola Superior de Artes e Design-Caldas da Rainha, do Instituto Politécnico de Leiria. Os trabalhos expostos, da autoria de Telmo Chaparra, Cristiana Fernandes e Marisa Piló, poderão ser apreciados de segunda a sábado, das 10 às 20h30 e aos domingos e feriados, das 14h30 às 19h30, até ao próximo dia 2 de Setembro.
Chaparra
“S/Título”
acrílico, xilogravura sobre tela, 150x150 cm, 2010
Cristiana Fernandes
“S/Título”,
xilogravura, 140x180 cm, 2010

Marisa Piló
“Incisão #1”,
acrílico sobre tela, 100x100 cm, 2010
“Incisão #2”,
acrílico sobre tela, 100x81,5 cm, 2010

“Incisão #3”,
acrílico sobre tela, 100x100 cm, 2010

Telmo CHAPARRA
Nasceu em Lisboa em 1985, actualmente vive e trabalha nas Caldas da Rainha.
Formação:
2009/2010 Conclusão da licenciatura do curso de Artes Plásticas na Escola Superior de Artes e
Design das Caldas da Rainha (ESAD.CR)
2006 Curso de Banda Desenhada ministrado pelo Centro de Investigação e Estudos de Arte e Multimédia (CIEAM) da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa
2000/2004 Frequentou a Escola Secundária Artística António Arroio
Exposições colectivas:

2010 Pintura, IKAS-ART 2010 Bilbau, Espanha
Pintura, Finalistas 2010, Ilhavo
Pintura, Casa das Artes Anazart ”A7(+2)”, Nazaré
Pintura, Exposição mensal, ESAD.CR (Abril)
Pintura, FITEC, Exposalão, Batalha
Pintura, Bienal Jovens Valoures, Loures

Pintura, Museu Bernardo “4/Q”, Caldas da Rainha
2009 Gravura, 6.º Festival de Gravura de Évora, Bienal Internacional
Pintura, Exposição mensal, ESAD.CR (Dezembro)
Pintura, Hotel GolfMar, Vimeiro, Torres Vedras
Pintura, Museu Bernardo “Bolonhesa”, Caldas da Rainha
Pintura, FITEC, Exposalão, Batalha
2008 Pintura, PRAGA, Évora
2007 Pintura, ExpoArte, Forte da Casa
Exposições individuais:
2009 Gravura, 3.ª Feira da Sobreira Formosa, Proença a Nova
Pintura e Gravura, Mazagran Caffé “Infantilpopulos”, Caldas da Rainha
2008 Pintura, 2.ª Feira da Sobreira Formosa, Proença a Nova
Outras participações:
2004 Ilustração para o texto “Lisbon Revisited ”, Câmara Municipal de Lisboa

CRISTIANA FERNANDES
Nasceu em Ferreira do Zêzere no ano de 1986.
Formação:
Licenciada em Artes Plásticas na Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha em 2009, actualmente frequenta o segundo ano do Mestrado de Artes Plásticas na mesma escola.
Exposições Colectivas

2010
IKAS ART, Bilbao.
Exposição Colectiva, Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha.
FITEC, Batalha.
2009
Exposição de Pintura, Gravura e Fotografia, Biblioteca Municipal de Ferreira do Zêzere.
Exposição de Finalistas da Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha.

MARISA PILÓ
nasceu na Nazaré em 1984.
Concluiu em Julho de 2010, a licenciatura em Artes Plásticas, da Escola Superior de Artes e Design (ESAD), das Caldas da Rainha.É sócia da Casa da Artes, ANAZART, Associação Nazarena de Artes Plásticas, desde Dezembro de 2009.
Em Maio de 2009, realizou o Workshop de animação de recortes com Isabelle Favez, na Escola superior de Artes de Design (ESAD), Caldas da Rainha.
Exposições:
Julho de 2010, participação na exposição, alunos finalistas da Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha.
Maio de 2010, participação e organização, da exposição A7+(2), de alunos finalistas do curso de Artes Plásticas da ESAD, Caldas da Rainha, na Associação Nazarena de Artes Plásticas, Anazart.

Dezembro de 2009, colaboração na feira de Arte, da ANAZART, Associação nazarena de artes Plásticas.
Setembro de 2009, participação na (4º edição), da mostra de arte experimental, Rabiscuits, em Alcobaça.
Março de 2009, participação na exposição colectiva da Fitec, na Expo-salão Batalha.
Abril de 2009, participação na exposição colectiva Praga, em Guimarães organizada pelos alunos da ESAD das Caldas da Rainha.

E o de Agosto é ....


Uma escrita soberba. Uma leitura quase imposssível de interromper.
The Guardian

Um livro destinado a tornar-se uma clássico.
USA Today


A RAPARIGA QUE ROUBAVA LIVROS
Markus Zusak
Editora: Editorial Presença
Preço (antes): 22,00€
Preço Livro do Mês Arquivo: 15,54€

Molching, um pequeno subúrbio de Munique, durante a Segunda Guerra Mundial. Na Rua Himmel as pessoas vivem um dia-a-dia penoso, sob o peso da suástica e dos bombardeamentos cada vez mais frequentes, mas não deixaram de sonhar. A Morte, narradora omnipresente e omnisciente, cansada de recolher almas, observa com compaixão e fascínio a estranha natureza dos humanos. A través do seu olhar intemporal, é-nos contada a hisória da pequena Liesel e dos seus pais adoptivos, Hans, o pintor acordeonista de olhos de prata, e Rosa, a mulher com cara de cartão amarrotado, do pequeno Rudy, cujo herói era o atleta negro Jesse Owen, e de Max, o pugilista judeu, que um dia veio esconder-se na cave da família Hubermann e que escreveu e ilustrou livros, para oferecer à rapariga que roubava livros, sobre as páginas de Mein Kampf recuperadas com tinta branca, ou ainda a história da mulher que convidou Liesel a frequentar a sua biblioteca enquanto os nazis queimavam livros proibidos em grandes fogueiras.
Um livro luminosos e leve como um poema, que se lê com deslumbramento e emoção.

Markus Suzak nasceu em 1975, na Austrália. É filho de mãe alemã e pai austríaco, cujas memórias da Segunda Guerra o inspiraram a escrever este livro. Este é o seu quinto romance e foi distinguido com vários importantes prémios e nomeações internacionais. Permaneceu 40 semanas no top dos livros mais vendidos do New York Times, tendo chegado ao 1.º lugar, e 40 toi também o número de semanas de permanência na lista de bestsellers da revista Veja (Brasil). Inicialmente classificado como juvenil, este livro tem conquistado leitores de todas as faixas etárias em perto de 30 páises do mundo.

segunda-feira, agosto 9

O Papagaio de Flaubert

O PAPAGAIO DE FLAUBERT
AUTOR: Julian Barnes
TRADUÇÃO DE Ana Maria Amador
EDITORA: Quetzal
Data de edição: Julho 2010

Um romance magistral sobre literatura, talento, comboios, compotas de groselha, ursos, ficção, vestidos de mulher, George Sand, política, século XIX, absurdo, morte, solidão, escritores, crítica literária, - e beleza. A obra-prima de Julian Barnes.
“Uma pérola.” John Irving

O inglês Geoffrey Braithwaite atravessa o Canal da Mancha e dirige-se a Rouen, a terra natal de Gustave Flaubert. A intenção é a de ver o papagaio embalsamado que serviu de modelo a Flaubert durante a escrita de um dos seus livros. Mas o que é apenas uma viagem transforma-se, lentamente, numa lição maravilhosa e genial sobre o autor de Madame Bovary – o seu talento indiscutível mas também os seus defeitos, manias, tiques insuportáveis, vaidades e medos -, sobre literatura, sobre o amor (entre ele mesmo e a sua mulher Helen, que morreu recentemente; entre Flaubert e Louise Colet), sobre o que falha e o que não tem sentido na vida, sobre os segredos que a rodeiam e lhe dão sentido. Tudo para concluir que a vida verdadeira é a vida que vem nos livros. Porque é a única que se pode interrogar.

Julian Barnes nasceu em Leicester, Inglaterra, a 9 de Janeiro de 1946. Estudou em Londres e em Oxford – e, antes de se dedicar exclusivamente à escrita, foi lexicógrafo (no Dicionário de Oxford), editor e crítico de cinema. Considerado um dos mais relevantes escritores britânicos do nosso tempo, Julian Barnes é também autor de vários romances policiais, assinados por Dan Kavanagh. Recebeu, entre outros, os prémios Somerset Maugham, Geoffrey Faber Memorial, E. M. Forster, Fémina, Médicis e Shakespeare, além de ter sido por três vezes finalista do Booker.

Na Arquivo a campanha escolar já começou...

A campanha escolar na Arquivo já começou! Colecções: Eastpak, Kukuxumusu, Hello Kitty, Elena Corredoira, Agatha Ruiz de la Prada...
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