segunda-feira, maio 24

Esta semana


ACERCA DO LIVRO:
«Os testemunhos recolhidos neste livro mostraram-me que não sou a única a sentir que “morrer é só não ser visto”. São relatos de quem passou pela perda e que, em vez de cruzar os braços e se render à tragédia, se predispôs a procurar um sentido para a dor e uma saída para a luz. Cada um no seu tempo, cada um no seu ritmo, todos eles contaram como fizeram o luto – e como o fazem ainda -, onde vão buscar forças, em que ponto é que quebram, como vivenciam a perda e, sobretudo, como é que superam tantas saudades... A curva poderá não ser a mesma para todos e, sobretudo ao princípio, pode parecer tão apertada que negamos que possa seguir para algum para outro lugar. Mas, como diz o poeta, «Nunca ninguém se perdeu, tudo é verdade e caminho.

O luto foi duro, demorado, difícil. Eu tinha trinta e dois anos e o Pyppo estava a um mês de completar trinta e três. A meias, tínhamos uma filha com cinco anos e um filho a caminho dos dois. Nunca, até então, a morte tinha sido tão implacável, tão definitiva, tão trágica. De um momento para o outro, deixou-me sem chão, sem marido, sem pai, sem as canções que embalavam o sono dos filhos, sem abraços, sem companhia. E, no entanto, eu sabia -e, acima de tudo, sentia – que o Pyppo não tinha morrido, mas apenas mudado de latitude, de vibração, de frequência e que, de onde quer que estivesse, velaria por nós.

«A morte é, hoje em dia, um tabu muito maior do que o sexo. E, por isso, as pessoas espantam-se quando alguém fala sobre a morte, quando alguém fala abertamente sobre a morte, as pessoas acham que há ali qualquer coisa que não está certa e eu tenho muita experiência disso.» José Luís Peixoto

«Se uma perda é difícil, imagine-se o que não é perder a família inteira! Entrei em fase de negação. Não queria acreditar, não podia acreditar que fosse verdade. Como é que aquilo tinha acontecido?! A par da negação, sentia uma raiva enorme. Como é que eles se tinham ido embora todos sem mim?» Maria Costa.

 
ACERCA DA AUTORA:
Inês de Barros Baptista nasceu em Lisboa a 29 de Dezembro de 1966. Publicou o primeiro livro aos dezasseis anos, O Dia e a Menina Fada, vencedor do Prémio Revelação de Literatura Infantil da Fundação Calouste Gulbenkian. Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas, pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa. Trabalhou como jornalista durante vários anos, foi directora da revista Pais & Filhos e colaboradora da revista Pública. Ao longo dos últimos dois anos, publicou seis livros: Pede um Desejo, Os Dias da Luz, Quem era eu antes de Mim? O Tesouro da Moura Encantada, Indigo - o Mistério do Rapaz de Luz e O Cromossoma do Amor. É mãe da Francisca, do Lucas, da Madalena e da Luísa

quarta-feira, maio 19

Mário de Sá-Carneiro [Lisboa, 19 de Maio de 1890 – Paris, 26 de Abril de 1916]

MARIO DE SÁ-CARNEIRO
19 de Maio de 1890

Com uma cerveja fresca junto ao mar (o inferno hoje que fique todo para o Rimbaud), no aniversário de Mário de Sá-Carneiro...


Quase
Um pouco mais de sol ? eu era brasa,
Um pouco mais de azul ? eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe d´asa?
Se ao menos eu permanecesse aquém..
Assombro ou paz? Em vão? Tudo esvaído
Num baixo mar enganador d´espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho ? ó dor! ? quase vivido?
Quase o amor, quase o triunfo e a chama.
Quase o princípio e o fim ? quase a expansão?
Mas na minh´alma tudo se derrama?
Entanto nada foi só ilusão!
De tudo houve um começo? e tudo errou?
- Ai a dor de ser-quase, dor sem fim? -
Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim,
Asa que se elançou mas não voou?
Momentos d´alma que desbaratei?
Templos aonde nunca pus um altar?
Rios que perdi sem os levar ao mar?
Ânsias que foram mas que não fixei?
Se me vagueio, encontro só indícios?
Ogivas para o sol ? vejo-as cerradas;
E mãos d´herói, sem fé, acobardadas.
Puseram grades sobre os precipícios?
Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí?
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi?
Um pouco mais de sol ? e fora brasa.
Um pouco mais de azul ? e fora além.
Para atingir, faltou-me um golpe d´asa?
Se ao menos eu permanecesse aquém?

Paris, Maio de 1913


Nascido em Lisboa em 19 de Maio de 1890, Mário de Sá-Carneiro viveu a sua infância e adolescência de forma angustiada e solitária. Matriculou-se na Faculdade de Direito de Coimbra em 1911, mas não chegou a completar o primeiro ano, decidindo posteriormente ir para Paris, para a Sorbonne, com um objectivo semelhante, que novamente não viu realizado, não chegando a acabar o curso, devido aos problemas mentais e materiais que atravessou.

Foi, juntamente com Fernando Pessoa e Almada Negreiros, entre outros, um poeta de Orpheu, a conhecida revista portuguesa divulgadora das vanguardas artísticas e literárias de inícios do século XX que tanto choque e entusiasmo provocou em Lisboa no seio das elites cultas. No entanto, o seu estado mental deteriorava-se cada vez mais, situação que culminou com o seu suicídio, em 1916, no momento em que o terceiro número do Orpheu estava pronto para ser publicado.
A escrita de Sá-Carneiro, maravilhosamente profunda e reflexiva, é marcada por um tom intimista, assim como pela sua neurose e dilemas existenciais. São várias as obras da sua autoria publicadas pela Assírio & Alvim, entre as quais se encontram A Confissão de Lúcio e Céu em Fogo.

sexta-feira, maio 14

Heidegger e um Hipopótamos chegam às portas do paraíso


Através da Filosofia (e de piadas!), explica-se a Vida, a Morte,
 a Vida depos da Morte e todos os entretantos.

Morte. A grande M. tem cativado, obcecado, fascinado o Homem desde o início dos tempos, e grandes pensadores como São Paulo, Schopenahuer, Descartes, Dylan Thomas, Platão e Peggy Leel tentaram tudo para a explicar, desde anjos até zombies, entre outras coisas. Desta vez os nossos destemidos autores propõem-nos explicar a história de como encaramos a morte, e de como é que abraçamos a vida, e revelar se sempre é verdade que existe uma vida para além da morte. Não há melhores guias que Thomas Cathcart e Daniel Klein.

Grandes pensadores sobre a vida e a morte:
«Vive de fomra a que o teu maior desejo seja viver outra vez, pois, quer queira quer não, viverás novamente!» Friedrich Nietzsche sobre o Eterno Retorno.

«Óptimo! Lá vou teu ter de aguentar a patinagem no gelo outra vez.» Woody Allen.

«Só há um problema filosófico verdadeiramente sério: é o suicidio». Albert Camus

«O suicidio é a nossa maneira de dizer a Deus "Não me podes despedir, eu desisto!"» Bill Maher

HEIDEGGER E UM HIPOPÓTAMO
chegam às Portas do Paraíso
AUTORES: Thomas Cathcart e Daniel Klein
EDITORA: Dom Quixote
Data de edição: Abril de 2010

quarta-feira, maio 12

Porque o pensamento é um rendado de emoções feito em palavras...


Tudo a postos para mais uma Conversa entre Pais, já no próximo sábado, 15 de Maio, pelas 14h30.
O mote para a conversa é
 "...........................................
.... sabes o que estou a pensar!?"
- Comunicar/imaginar
- O mundo interno
- Neuroses e psicoses.
e estão todos convidados (pais, avós, tios, padrinhos, amigos, educadores, animadores, estudantes ou interessados nestes assuntos) a participar. Porque o pensamento é um rendado de emoções feito em palavras, há que as cuidar para que não se desmanchem.
Venham e tragam as vossas experiências, dúvidas e anseios que gostassem de partilhar. Ou venham, simplesmente, ouvir.
A ENTRADA é LIVRE (inscrição gratuita).
Qualquer dúvida não hesitem em nos contactar!

segunda-feira, maio 10

O MUSEU DA INOCÊNCIA, de Orhan Pamuk


O Museu da Inocência é uma história de amor, passada em Istambul, entre a Primavera de 1975 e os últimos anos do século XX, e conta a história da paixão obsessiva do herdeiro de uma família rica, Kemal, por uma prima afastada, Füsun, de um meio social menos favorecido. Kemal está noivo da filha de umas das famílias da elite istambulense, mas a sua paixão por Füsun floresce até à esplenderosa festa que oficializa o noivado de Kemal com Sibel. Durante todo esse tempo, Kemal começa a coleccionar objectos pessoais e outros que lhe fazem lembrar a sua amada, desde um brinco ou um gancho de cabelo até bilhetes de cinema, procelana ou mesmo as beatas de cigarros que Füsun fuma. Estes objectos são simultaneamente um fetiche e uma crónica daquele seu amor, um mapa de sinaisde todos os sítios onde estiveram juntos. Com o tempo, esta compulsão de coleccionador acabará por dar origem a um verdadeiro monumento, um museu que também permite explorar um Istambul meio ocidental e meio tradicional, a sua emergente modernidade e a sua vastíssima história e cultura.

Orhan Pamuk nasceu na Turquia, em 1952. Começou por estudar Arquitectura, mas acabou por se licenciar em jornalismo pela Universidade de Istambul, profissão que nunca exerceu. Grande estudioso e leitor insaciável, escreve desde os 23 anos, uma actividade que o tornou conhecido em mais de 50 países e lhe valeu inúmeros prémios e distinções. Em 2006 foi agraciado com o Novel da Literatura. Orhan Pamuk começou a escrever O Museu da Inocência em 2002 e fez dele também uma homenagem a Proust, um dos autores que mais o influenciaram.

O MUSEU DA INOCÊNCIA
AUTOR: Orhan Pamuk
EDITORA: Editorial Presença
Data de edição: Maio 2010

quinta-feira, maio 6

É já este sábado...

Em Maio vamos ter....


agenda Maio
exposição"Recantos", exposição de fotografia de Gilberto Ginja
De 7 a 23 de Maio.

hora do conto
Animação da história infantil “A Mãe Galinha”
Animadora: Liliana Gonçalves
data: sábado . 8 de Maio .16h30

conversas entre pais
“................ sabes o que estou a pensar?”
- Comunicar/imaginar; o mundo interno; neuroses e psicoses.
Moderação: “João Lázaro Clínica de Psicologia
* inscrição prévia.
data: sábado . 15 de Maio . 14h30

comunidade de leitores
Comunidade de Leitores Alma Azul/ Livraria Arquivo
O Tempo e a Leitura
“Eu não sou eu nem sou o outro” - Mário de Sá-Carneiro
Apoio: Academia de Cultura e Cooperação de Leiria
data: quinta . 20 de Maio .18h30

exposição bd
“Histórias2”
Conversa com ilustrador e exposição de escultura e banda desenhada por alunos do 12.º H da Escola Secundária Francisco Rodrigues Lobo (espaço cafetaria até 31 de Maio).
Data: segunda . 24 de Maio .15h

curta metragem
“Erro de Produção” - apresentação pública de curta metragem, por alunos do 12.º H da Escola Secundária Francisco Rodrigues Lobo.
A exposição e instalação vídeo estará patente de 24 a 31 de Maio
Data: quarta . 26 de Maio .18h30

à conversa com
À conversa com... Inês de Barros Baptista
a propósito do livro “Morrer é só não ser visto”
Falar do luto de coração aberto
data: quinta . 27 de Maio .18h30

apresentação
Apresentação do livro “Olhares Montanheiros”,
de João M. Gil e Nuno Verdasca
data: sábado . 29 de Maio . 17h30

De 29 de Maio a 6 de Junho estaremos também na Feira do Livro de Leiria, na Praça Rodrigues Lobo.
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Programação da
LIVRARIA ARQUIVO
O Instituto Politécnico de Leiria apoia a agenda cultural da Livraria Arquivo.
Apoios: Te-ato, grupo de teatro de Leiria; Portal Orelhas.

Livraria Arquivo
horário : segunda a sábado:10h-20h30
domingos e feriados: 14h30-19h30

terça-feira, maio 4

VIDAS, de Maria Filomena Mónica

MARIA FILOMENA MÓNICA aborda aqui, mais uma vez, o género biográfico, depois dos seus Cesários Verde e Fontes Pereira de Melo, para além da sua própria autobiografia, Bilhete de Identidade, Memórias 1943-76, todos publicados pela Alêtheia Editores.

Plémica, a autora pretendeu «demolir heróis, esquadrinhar as suas vidas, desvendar sentimentos». Dividido em duas partes, o século XIX e o século XX, este livro recupera textos sobre personagens tão díspares comoa burguesa família Dabney, do Faial, os reis D. pedro V e D. Luís, o capitalista conde de Burnay, os «Vencidos da Vida» ou os operários do têxtil, passando depois a retratar os casos reais de um menor em risco e de uma imigrante em Inglaterra, e acabando com uma série de perfis masculinos, entre os quais o papa Bento XVI, o reu Juan Carlos, Clint Eastwood, José Sócrates, Francisco Louçã e Aníbal Cavaco Silva. 

VIDAS
Biografias, Perfis e Encontros
AUTOR: Maria Filomena Mónica
EDITORA: Aletheia
Data edição: Abril 2010

quinta-feira, abril 22

Há Crocodilos na Livraria Arquivo.... Cuidado!


«- Lágrimas de crocodilo!
- O que é que são LÁGRIMAS DE CROCODILO?
- Tu estás a chorar lágrimas de crocodilo.
- Mas o que é que são LÁGRIMAS DE CROCODILO?
- Eu vou explicar-te o que são lágrimas de crocodilo.»
Assim começa o livro escrito e ilustrado por André François e publicado em 1956 pelo seu grande amigo Robert Delpire, uma lenda viva da edição e da fotografia francesa. "Lágrimas de Crocodilo" é unanimamente considerada como uma obra que ainda hoje se destaca pela sua qualidade artísitica e indiscutível originalidade. Ler mais...

quarta-feira, abril 21

A Mão do Arquitecto


Muito bonita esta nova edição limitada Moleskine, que inclui 378 ilustrações e desenhos, assinados por alguns dos mais conceituados arquitectos do mundo contemporâneo.
A Mão do Arquitecto é uma homenagem a Piero Portaluppi, o arquitecto que projectou a Milanese Villa Necchi Campiglio, em 1932, em Milão. Os 110 arquitectos que participaram neste projecto doaram os seus trabalhos à FAI (Fundo italiano para o meio ambiente) que organizou uma exposição, um leilão e editou este livro-catálogo, para angariar fundos para restaurar a Villa Necchi. Felipe Assadi, Gae Aulenti, Mario Botta, Aldo Cibic, Massimiliano Fuksas, Michael Graves, Vittorio Gregotti, Zaha Hadid, Alessandro Mendini, Renzo Piano, Paolo Portoghesi, Matteo Thun, são alguns dos arquitectos participantes.
O Moleskine A Mão do Arquitecto vem acompanhado de um Moleskine Cahier Jornal (120 páginas, tamanho A4).
Já os pode apreciar, ao vivo, na Livraria Arquivo. Para saber mais sobre o projecto, clique em Moleskine.

terça-feira, abril 20

CLUBE ARQUIVINHO















Quem são a MOCHINHA e o GATINHO do CLUBE ARQUIVINHO...?
Afinal, o que dizer sobre eles? Como eles são? São cinzentos e pretos? é isso? Só isso?
Eles podem ser dessas cores - cinzento e preto (e vice - versa )... mas não sobre
vivem sem cores lindas à volta e dentro deles (eles são fluorescentes por dentro, no coração!)... sabiam?
adoram ler... livros azuis e laranjas e de muitas cores imaginárias... livros com muita fantasia, aventuras...e livros de amor.
Estes são as mascotes do CLUBE aRQUIVINHO. Eles são felizes porque, como lêem muito, mesmo sendo cinzentos e pretos, por fora, são de ouro com brilhantes e foguetes, por dentro.
A alma deles vê-se ao longe e faz companhia ao sono dos mais pequeninos.
Certo?
Já gostam muito deles? E já agora, um segredo: onde vivem eles?
Vivem com a Zarah na biblioteca do castelo da Arquivo. E dão-se muito bem com todas as meninas que lá vivem de dia e que vestem t´shirts pretas... ; (são como eles!)


OLÁ, o CLUBE ARQUIVINHO está de regresso e traz com ele inúmeras vantagens para os sócios, como podes ler abaixo. E estes são os nossos cartões. Giros, não?








✔ 15% de desconto em livros infanto-juvenis;
✔ vale de oferta de 15,00€ como presente de aniversário, que poderá ser desconto até 4 meses após o dia de aniversário;
✔ informação sobre as novidades infanto-juvenis;
✔ participação em passatempos organizados periodicamente e oferta de prémios aos vencedores.
NOTA: Este desconto não é acumulável com outras promoções e/ou descontos; o CLUBE ARQUIVINHO admite sóciosentre os 0 e os 12 anos de idade.

Para te inscreveres é fácil: basta passar pela Livraria Arquivo e preencher uma ficha ao balcão ou, mais rápido, preencher os dados abaixo e enviares para clubearquivinho@arquivolivraria.pt e em breve receberás o teu cartão de sócio por correio.

Ficha de inscrição Clube Arquivinho:

NOME: _________________________________________________________

DATA DE NASCIMENTO: _____/______/______

MORADA: _______________________________________________________

CÓDIGO POSTAL: ________- _____

e-mail:_______________________________________

ESCOLA :_____________________________________
copia os dados da Ficha de Inscrição e envia-os para
clubearquivinho@arquivolivraria.pt .



A Cultura-Mundo

A NOÇÃO DE CULTURA alterou-se profundamente. Nos nossos dias, moda, publicidade, turismo, arte, urbanismo...nada escapa ao domínio da cultura. Esta transformou-se numa cultura-mundo, a do tecno-capitalismo generalizado, das indústrias culturais, do consumismo à escalaglobal, dos media, e das redes digitais. Ao transcender agora todas as fronteiras, e tornando mais confusas as antigas dicotomias entre "civilização" das élites e a "barbárie" da populaça, ela manifesta uma vocação planetária e permeira todos os sectores de actividade.
Ao analisarem esta transformação, os autores avançam pistas para um possível curso de acção que enfrente o primado, em crescimento, do consumismo e a desorientação generalizada desta época.
E se os anos vindouros fossem, paradoxalmente, os da «vingança da cultura»?

«ESTE LIVRO parte da hipótese de que há duas ou três décadas se instalou um terceiro modelo que constitui o horizonte cultural das sociedades contemporâneas na época da globalização. Nesta última, as grandes utopias, os contramodelos de sociedade, evaporaram-se, tendo perdido o essencial da sua credibilidade. Assim, a sobrevalorização do futuro deu lugar ao investimento excessivo no presente e no curto prazo. Ao mesmo tempo, a erradicação do passado deixou de estar na ordem do dia: a época dedica-se à reabilitação do passado, ao culto do autêntico, ao mobilizar de novo as memórias religiosas e identitárias, às reinvidicações particularistas. São outras tantas modificações ue permitem que se fale dum novo regime de cultura, o da hipermodernidade.(...)»

Gilles Lipovetsky é um reputado e filósofo francês, autor de vasta obra sobre as transformações da sociedade contemporânea. Publicou (na editora Edições 70) A Felicidade Paradoxal. Ensaio sobre a Sociedade do Hiperconsumo (2006) e O Ecrã Global, em co-autoria com Jean Serroy. Da sua obra, destaque para A Era do Vazio, O Império do efémero, Os Tempos Hipermodernos e A Terceira Mulher.

Jean Serroy é um professor universitário e autor de várias obras sobre a literatura do século XVIII e sobre cinema, com especial realce para Entre deux siècles, obra monumental dedicada à produção cinematográfica mundial dos últimos vinte anos. È também co-autor (com Lipovetsky) de O Ecrã-Global.
TITULO: A Cultura-Mundo, Resposta a uma sociedade desorientada
AUTORES: Gilles Lipovetsky, Jean Serroy
EDITORA: Edições 70
ANO DE EDIÇÃO: 2010

segunda-feira, abril 19

Bem que já tínhamos desconfiado...afinal, Não Há Familias Perfeitas




TESTEMUNHOS:
Juro ter os meus filhos penteados, limpos, bem vestidos, unhas cortadas, vacinas a tempo. Juro brincar com eles, ser uma mãe divertida, não andar em cima deles, ter vida própria... Juro ter a casa arrumada a cheirar a limpo, aquecida, moderna, com design, velas de cheiro... Juro ser sexy, gira, vestir-me bem, ter um rabo brasileiro, fazer sexo, comprar algemas... Juro ser companheira do meu marido, seduzir o meu marido, pôr baton para o meu maridos... Juro solenemente.”

«Nesse dia a minha psicóloga disse-me que na minha família não havia nada mais errado do que nas dos outros. Citou Douglas Coupland num livro chamado Todas as famílias são psicóticas: « Todos temos basicamente a mesma família [...] só que as famílias têm uma configuração ligeiramente diferente.» Na rua, no metro, no trânsito, assumimos a simplicidade das pessoas e o seu modo de vida sossegado, as, se por acaso tivermos a oportunidade de nos aproximar, de conhecer essas pessoas, de dormir nas suas casas, podemos ver que ninguém neste mundo conseguiu a proeza de atingir o elevado padrão que lhes atribuímos: a normalidade. De perto, ninguém é normal. Uma amiga dela até diz a rir que, quando vistas de perto, todas as famílias são muito esquisitas (...)»

“Não me apetece compreender,não me apetece ser companheira, não me apetece brincar. Não me apetece mandá-los estar direitos na cadeira, dizer “come!”, arrumar a cozinha, pensar no jantar de amanhã, pôr bifes a descongelar, escolher roupas para o dia seguinte...”

O LIVRO:
Não há famílias perfeitas vem destruir o mito da família perfeita.
Pressionadas por um sem-fim de teorias que não conseguem adaptar à sua realidade por fadiga, inadequação ou falta de tempo, as mães dos nossos dias vêem-se a braços com a olímpica missão de cumprir a perfeição em todas as áreas da sua vida e, sobretudo, na tarefa suprema da maternidade.
Num tom confessional e genuíno com que todas as mães se identificarão, a psicóloga Marta Gautier pretende alertar para certos vícios e equívocos que se instalam nas relações familiares, e que, sem uma tomada de consciência, podem avolumar-se e agravar-se com o tempo.
Com a ajuda deste livros, as mulheres e mães (e porque não os homens e os pais) de hoje perceberão, com alívio, que não há famílias perfeitas.

A AUTORA:
Marta Gautier nasceu em Lisboa e é Psicóloga Clínica. A par da terapia individual, tem sido procurada na área das Competências Parentais por pais que desejam melhorar a relação com os filhos e conhecer formas de mudar comportamentos que desorganizam a dinâmica familiar.
Este livro resulta da sua experiência e formação específica nesta área.

Adoecer


«(...) Adoecer, constituído exclusivamente por personagens reais, nao se alimenta da realidade social, como se tratasse de mais um romance histórico, mas da exposição e vivência de paixões que aclaram e ensombram a alma das personagens. É um romance não sentimental, mas de sentimentos genuínos, que intenta resgatar a vida de Lízzie, personagem principal, seja pela eternidade da arte, iluminando-a, seja pela manifestação de uma personalidade singular entre os pré-rafaelistas, eles próprios cúmulo da singularidade na Inglaterra de meados do século XIX.
(...) Este novo romance de Hélia Correia deveria ser de obrigatória leitura para todos os aspirantes à arte da escrita literária, não para ser imitado, mas para que todos tomassem consciência da diferença abissal entre o realismo descritivo, primeiro patamar da escrita de um romance, e a obra de arte. Neste sentido,publicado quando o romance português é maioritariamente realista, Adoecer - título de profunda auto-referencialidade para a autora e, admitamos, catarse e expurgo -, afirmando o imperativo da intemporalidade e da independência da arte face à realidade conjuntural,não podia ser mais actual, demarcando com nitidez as fronteiras entre a pulsão, o trabalho e o resultado estéticos e a mera descrição sociológica e documentaristica da vida social, que hoje passa, aos olhos do leitor incauto, por romance de costumes.(...)» Miguel Real, em Os dias da Prosa, Jornal de Letras n.º 1030, de 24 de Março a 6 de Abril 2010.

Título: Adoecer
Autora: Hélia Correia
Editora: Relógio d´Água
Ano de edição: 2010


sábado, abril 17

Vencedor do Man Booker Prize 2009


A escolha de Vasco Pulido Valente para melhor livro de 2009.


Inglaterra, década de 1520.
Henrique VII está no trono, mas não tem herdeiros. O cardeal Wolsey é o conselheiro do rei encarregue de obter o divórcio que o papa recusa conceder. Neste ambiente de desconfiança e necessidade aparece Thomas Cromwell, primeiro como secretário de Wolsey, e depois como seu sucessor. Cromwell é um homem muito original: filho de um ferreiro bruta, é um génio da política, um subornador, uma galanteador, um arrivista, um homem com uma habilidade incrível para manipular pessoas e aproveitar ocasiões. Implacável na procura dos seus proprios interesses, Cromwell é tão ambicioso nos seus objectivos políticos como nos seus objectivos pessoais O seu plano de reformas é implementado perante um parlamento que apenas zela pelos seus interesses e um rei que flutua entre paixões românticas e fúrias brutais.
De uma das melhores ecritoras contemporâneas, Wolf Hall explora a intersecção de psicologia individual com objectivos políticos. Com uma grande variedade de personagens e uma rica sucessão de incidentes, recua na história para nos mostrar a Inglaterra dos Tudor como uma sociedade em formação, que se molda a si própria com grande paixão, sofrimento e coragem
Hilary Mantel é uma das escritoras mais importantes da actualidade. É autora de onze livros, incluindo a Place of Greater safety, Giving up The Ghost e, mais recentemente, Beyond Black.
«Wolf Hall é um romance histórico de tirar o fôlego. (...) A ambição [da escritora] era desmedida: inovar na abordagem ao reinado de Henrique VIII, um dos mais explorados por historiadores e ficcionistas (Shakespeare à cabeça). Mantel consegue-o, tomando por portagonista a personagem do advogado Thomas Cromwell e a sua ascensaõ, entre 1527 e 1535, de filho de ferreiro a conselheiro do rei e chanceler do tesouro. Fiel apenas à força desta escolha, elege os olhos de Cromwell como filtro do narrador sobre todas as cenas.(...) a História rende-se-lhe a cada parágrafo, tal como à escolha da autora pelo presente do indicativo e grande abundância de diálogos. Conhecemos o guião de base, mas a acçãosucede-se, imprevista, submissa às manobras de bastidores deste homem que apenas serve a si mesmo.(...) » Filipa Melo, semanário Sol de 16 de Abril de 2010, pg 48.


Título: Wolf Hall
Autor: Hilary Mantel
Editora: Civilização Editora
Ano de publicação: 2010

quinta-feira, abril 15

Paulo Kellerman de regresso à Arquivo...


ACERCA DO LIVRO:
Chega de Fado, o quarto volume de contos de Paulo Kellerman editado pela Deriva, representa a consolidação do percurso discreto mas sólido, em diversos aspectos ímpar, que este escritor tem vindo a desenvolver. Explorando ao máximo as potencialidades da narrativa breve e marcado por uma construção original, Chega de Fado é um livro habitado por vinte personagens que, unidas em duplas, compõem os dez “capítulos” que o formam: em cada um destes “capítulos” [verdadeiros esquissos de potenciais romances], as estórias vão-se sucedendo sob diversas formas narrativas [contos, micro-narrativas, diálogos dramáticos], e evoluindo ou desevoluindo até à inevitável, e por vezes inconsequente, confrontação final.
Desta multiplicidade de estórias, formatos e vozes nasce uma radiografia desapaixonada e incisiva do quotidiano, um retrato cru dos gestos e dos silêncios, das banalidades e das frustrações, das esperanças e dos secretismos que atravessam as relações e caracterizam a precariedade e imprevisibilidade dos comportamentos e sentimentos de todos nós. Numa escrita elegante e sensível, Paulo Kellerman compõe ambientes urbanos e impessoais perpassados pela omnipresença da incomunicação e da melancolia, ambientes sombrios povoados por seres ávidos de intimidade e compreensão mas incapazes de alcançar uma qualquer forma de felicidade, mesmo que transitória. Ambientes saturados de pessimismo e desânimo, de apatia e solidão, de impotência, de desconforto existencial; até que alguém se insurge e grita chega de repetição e passividade e monotonia, chega de lamúria; chega de fado.

PAULO KELLERMAN nasceu em 1974 (Leiria). Publicou os primeiros contos durante a década de noventa na imprensa regional e nacional (passando, por exemplo, pelo histórico DN Jovem), tendo posteriormente editado diversas edições de autor de cariz artesanal; em 2001 é publicado pela Colibri uma colectânea de micro-narrativas [Miniaturas], consolidando assim um longo e fértil período de experimentação literária. A partir de 2005 passa a ser editado pela Deriva, desenvolvendo o seu peculiar percurso na literatura portuguesa marcado pela exaustiva exploração de possibilidades das diversas formas de narrativa breve. A sua obra é composta pelos títulos Gastar Palavras (distinguido pelo Grande Prémio do Conto Camilo Castelo Branco, da APE, em 2005), Os Mundos Separados que partilhamos (2007), Silêncios entre nós (2008) e Chega de Fado (2010). Paralelamente, mantém activo o blogue A Gaveta do Paulo, que tem funcionado como um verdadeiro laboratório de escrita, público e interactivo, enquanto lhe permite manter uma relação estreita com os seus leitores.
Revelando uma grande coerência e solidez temática, a sua obra evidencia-se pela forma cirúrgica e desapaixonada, crua mas clarividente, como espelha as banalidades e as contradições, perplexidades e frustrações, dúvidas e incomunicações que caracterizam a existência quotidiana, forçando frequentemente o leitor a confrontar-se consigo próprio
.

A Viúva Grávida


Um livro brilhante, assombrosso e gloriamente arriscado.
É Martim Amis no auge da sua audácia.

Estamos no Verão de 1970 - um Verão longo e quente. Num castelo em Itália, meia dúzia de jovens flutuam sobre um mar de mudança, levandos na corrente da revolução sexual. As raparigas comportam-se como rapazes e os rapazes continuam a comportar-se como rapazes. E Keith Nearing - um estudante de literatura com vinte anos, às voltas com o romance inglês - luta para que o feminismo e o novo poder das mulheres reverta a seu favor.
A revolução sexual pode ter sido uma revolução de veludo, mas não aconteceu sem derramento de sangue...
A Viúva Grávida é uma comédia de costumes, um pesadelo.

Título: A Viúva Grávida
Autor: Martin Amis
Editora: Quetzal
Ano de publicação: 2010

segunda-feira, abril 12

À conversa com... Pedro Tamen

foto de António Pedro Ferreira

A Livraria Arquivo tem o prazer de o /a convidar para

à conversa com... Pedro Tamen
a propósito do seu último livro "O livro do sapateiro"

16 de Abril sexta 18h30



Pedro Tamen faz do trabalho do sapateiro toda uma arte poética.
Na penumbra da oficina
“ Quatro anos após Analogia e Dedos (Oceanos), livro que retratou – ora com paixão, ora com ironia – uma galeria de figuras históricas e personagens literários, Pedro Tamen (n. 1934) regressa com um ciclo de 49 poemas que funcionam como um jogo musical de tema e variações sendo o tema a poderosa imagem de um sapateiro que se entrega ao seu mister, cosendo solas e moldando o couro no interior de uma cave escura, talvez irmã da caverna platónica. Se a comparação entre este humilde operário «quase cego» e o poeta só se estabelece de forma explícita no poema 45, quando o primeiro se diz «acocorado como estava o escriba», o certo é que o livro no seu todo se organiza como uma arte poética que busca no esforço do sapateiro um exemplo e uma espécie de ética da criação.
Preso ao «curto escabelo», ele exerce uma «arte calada/de entre cordeiro e leão», fazendo do «sapato/acto» e transformando «o nada que era/no tudo que será». Sempre na primeira pessoa, explica o seu trabalho, o cuidado posto em cada gesto, esse esmero que torna a ferramenta «leve sendo chumbo». E mostra-nos, em grande plano, a mão com os seus «dedos martelados» e unhas sujas, mão «mordida» onde os «pregos doem». É ela, afinal, a ponte entre o mundo do silêncio, negrume e solidão da cave e essa outra realidade que há-de receber a obra feita, a forma em que o sapateiro se revê, imaginando o «impalpável» pé que lhe dá uso e sentido. Por vezes há sons – um violino cigano ao longe ou o «roçagar das nuvens» - que permite, adivinhar os mistérios exteriores. Outras vezes alguém traz lá de fora a «liberdade elástica do ar», despertando no sapateiro e inveja do «vento azul dos montes» e o sonho de recuperar a «giesta» ou «um gosto de cerejas» na boca. Mas é só tocar a pele curtida de animais que um dia viveram livres na natureza que se dá a «lírica explosão» e então «as pastagens verdes irrompem nesta cave/e tudo se ilumina num sol que não está cá».
Tal como o sapateiro se projecta nos sapatos que saem das suas mãos, Tamen projecta-se no sapateiro. E fá-lo com a destreza verbal do costume. Coeso, compacto, com sólidas costuras, este livro é um hino à dignidade dos artesãos e ao brio de fazer, na «penumbra habitada» da oficina, as coisas bem feitas:«neste perdido reduto/em que as mãos amadurecem/a peça que fugirá/das mãos que não merecem/para andar ao deus-dará/num universo de espanto// em que o amor vai curtido,/calado, surdo, tingido/de uma cor que é o sentido/da salvação que acalanto//-aqui me caio e levanto.»
José Mário Silva, Revista Ler n.º 90, Abril 2010.


PEDRO TAMEN: Poeta português, Pedro Mário Alles Tamen nasceu a 1 de Dezembro de 1934, em Lisboa.
Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, foi director de uma editora (Editora Moraes) e administrador da Fundação Calouste Gulbenkian, e co-dirigiu as revistas Anteu e Flama. Leccionou no ensino secundário, fez crítica literária no semanário Expresso e foi ainda presidente do PEN Clube Português, entre 1987 e 1990.
Traduziu Imitação de Cristo, dos Fioretti de S. Francisco, Cantos de Maldoror, de Breton, e ainda outras obras de autores como Sartre, Foucault, Camilo José Cela, Georges Bataille, Georges Pérec, Flaubert e Gabriel García Márquez. Em 1990 obteve o Grande Prémio da Tradução.
Depois de uma crise religiosa, converteu-se ao catolicismo em 1953, não deixando as obras de estreia, em 1956 e 1958, de reflectir uma busca da transcendência, traduzida numa escrita poética fundada na ruptura com a causalidade e com a referência, encontrando no esplendor da própria linguagem o efeito lustral da palavra. Para António Ramos Rosa, "a poesia de Pedro Tamen é um incessante exercício de liberdade que corre o risco de se perder na insignificação total e, por outro lado, uma busca permanente de uma frescura inicial (que é a frescura da dimensão do instante recuperado na sua transparência); e, além disso, não obstante a opacidade negativa de muitos dos seus poemas, é também a reinvenção que, no próprio obscurecimento do sentido, instaura uma possibilidade aleatória, que é já uma esperança e uma vitória sobre o drama existencial" (ROSA, António Ramos - Incisões Oblíquas, p. 91).
A sua obra poética, iniciada em 1956 com Poema para Todos os Dias (Ed. Do Autor, Lisboa) encontra-se reunida em Retábulo das Matérias (Gótica, Lisboa, 2001). Em 1999 foi publicado um disco-antologia intitulado Escrita Redita (poemas ditos por Luís Lucas; Ed. Presença / Casa Fernando Pessoa). Em 2006 a Oceanos publicou o seu livro de poesia Analogia e Dedos. A poesia de Pedro Tamen mereceu já as seguintes distinções: Prémio D. Dinis (1981), Prémio da Crítica (1991), Grande Prémio Inapa de Poesia (1991), Prémio Nicola (1997), Prémio da Imprensa e prémio PEN Clube (2000).




sexta-feira, abril 9

Exposição e workshop de ilustração por Esgar Acelerado


A partir de hoje e até ao dia 6 de Maio, a galeria da Livraria Arquivo recebe a exposição Common Drawings, de Esgar Acelerado. E, no dia 24 de Abril, haverá um workshop especial...

Workshop de ilustração OS MEUS MONSTROS
Orientado por Esgar Acelerado
Livraria Arquivo 24 de Abril 2010

Partindo do imaginário pessoal ou colectivo será proposto a cada inscrito a realização de uma ilustração de dimensões fixas e obrigatórias para todos (A4) sob o tema Os Meus Monstros. A técnica escolhida será livre: tinta da china, feltro, guache ou colagem. Todos os trabalhos serão digitalizados e tratados para a edição de um fanzine e página web.
Durante a parte da manhã será feita a introdução, mostra de trabalhos, esboços e início da proposta. À tarde será a finalização da proposta, digitalização e tratamento em photoshop, montagem brochura e edição.
Os participantes deverão trazer consigo blocos de papel cavalinho, lápis, borrachas, afias, tinta da china, pincéis e feltros, cartolinas coloridas, tesouras, x-actos, cola e computador com programa de edição de imagem (photoshop ou outro)

Biografia:
ESGAR ACELERADO (n. Póvoa de Varzim)
É este o mais comum dos nomes pelo qual este artista visual quer ser conhecido.
Formou-se em Pintura na Escola de Belas Artes do Porto. É dono da editora LowFly Records, onde editou nomes como Bonnie Prince Billy (Will Oldham), Jad Fair, Anomoanon, Clockwork ou US Forretas Ocultos. Assinou os argumentos das pranchas semanais de Superfuzz, no jornal BLITZ, compiladas em álbum pela Devir.
Fez ilustrações, BD e design para várias publicações, entre as quais Mondo Bizarre, BLITZ, Luke, Stripburguer, Público, Vozes, Inútil ou 365 e foi presença habitual nos Guias de Ilustração Portuguesa (Bedeteca de Lisboa). Mentor da revista CRU (e do já extinto serviço de BD via e-mail CRU online) foi, também, um dos criadores dos Estúdios ArtVortex.
Produziu capas de discos (para editoras de vários países), cartazes, serigrafia e pintura. Expôs na Cooperativa Árvore, FNAC, Artes em Partes, Maus Hábitos, Carbono, Plastic, Galeria Zé dos Bois, Salão de BD do Porto, Fantasporto, Festival Intercéltico, Festival de Jazz do Porto, Maison des Arts de Laval, Livraria Index e Festival de BD da Amadora. Está representado em colecções privadas em Portugal, Nova Zelândia, Estados Unidos, Canadá, Holanda, Japão, Alemanha, Reino Unido e França.
A sua experiência na cena musical nacional - organizou o festival Cais do Rock -, é uma das fontes das histórias aos quadradinhos e ilustrações que vai criando.
Ultimamente tem-se dedicado à animação. É da sua autoria o vídeo-clip Meio Bicho e Fogo, dos Governo. Paralelamente é professor de Artes Visuais e Multimédia numa Escola Secundária.

Horário: Das 10h às 13h Das 14h30 às 18h00.
Público: Maiores de 13 anos.
Preço: 30,00€ Número de inscrições: 15 Data limite de inscrições: 21 de Abril.
Local: Livraria Arquivo – Av. Combatentes Grande Guerra, 53, Leiria
Mais informações: Paula carvalho 244 822 225 agenda@arquivolivraria.pt

FICHA DE INSCRIÇÃO
Curso de Ilustração OS MEUS MONSTROS
Orientado por Esgar Acelerado
Livraria ARQUIVO 24 de Abril de 2010

Nome:________________________
N.º Contribuinte:___________________________
Formação Académica:_______________________
Profissão:_________________________________
Morada de Contacto:_________________________
Código Postal: ______________________________
Tel./ Telemóvel*: ___________________________
Principais interesses:_________________________
E-mail*: __________________________________
Assinatura:__________________________
Data: ________________
*preenchimento obrigatório
As inscrições poderão ser feitas ao balcão da Livraria Arquivo, por telefone e por e-mail, só sendo consideradas válidas após oficialização do pagamento, que poderá ser efectuado ao balcão ou por transferência bancária para através do Nib Livraria Arquivo : 0035 2044 00043076930 03. Agradecemos o envio do comprovativo da transferência para agenda@arquivolivraria.pt

quinta-feira, abril 1

Sábado há história infantil

Olá amiguinho,
Vem assistir à próxima história na Arquivo e não te esqueças de pedir a tua ficha de inscrição no CLUBE ARQUIVINHO. Faz-te sócio e aproveita as vantagens que o CLUBE ARQUIVINHO tem especialmente para ti. Se não quiseres esperar até lá podes já pedir a tua ficha de inscrição ao balcão da Livraria ou ainda através do endereço clubearquivinho@arquivolivraria.pt.